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out

Dia do Professor

por Sônia R. Aranha às 21:36 em: Educação, Escola Pública

Hoje, 15 de outubro, dia do professor, lembro-me de vários professores que passaram e marcaram a minha vida, mas principalmente lembro-me de minha combativa mãe, já falecida, Anna Cândida, professora, por toda a vida, da rede pública de ensino estadual.

Minha mãe foi acima de tudo uma alfabetizadora, daquelas antigas que contavam com um livro de capa dura no qual registravam todos os procedimentos das aulas enriquecidos de ilustrações. Livros que seriam avaliados pelo supervisor de ensino, portanto, eram como jóias de tão bem elaborados.

Vi minha mãe ir às ruas lutando pela democracia brasileira, a vi sentir os  ares de melhorias no Governo Montoro e ficar estupefada com a desastrosa gestão educacional de Mário Covas, iniciando naquele momento um ciclo de pauperização do ensino público paulista. Disso sobrou, para os herdeiros de minha mãe, um direito  a ganhos que haviam sido retirados ,  transformado em precatório  que até hoje o Governo Estadual teima em não pagar. 

                                     

Os professores que iniciaram a carreira na década de 50 foram guerreiros de primeira. Com eles aprendi a amar a educação formal, a buscar novas práticas pedagógicas, a sonhar com a possibilidade de uma educação emancipadora. Lembro-me que o Paulo Freire fez uma reunião pedagógica na escola que minha mãe lecionava em Campinas, o E.E Profª Neli Helena Assis de Andrade, e ela, compreendendo que aquele era um momento único, me levou para também participar da reunião. Danada esta minha mãe, com isso fisgou-me para para sempre na defesa do ensino e da aprendizagem.

Hoje é dia 15 de outubro.

Minha sincera homenagem a todos os professores que, como os de outrora, lutam cotidianamente pela qualidade de ensino de nossas escolas.

E em especial à minha mãe que nas eleições de 2006, mesmo  liberta da obrigatoriedade do voto  e  com dificuldade de locomoção, não deixou de cumprir seu último dever cívico, sempre  a favor  da  justiça social/econômica/cultural para todos os brasileiros.

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Estamos iniciando um 2º turno das eleições de 2010 e neste momento para a alternância de cargo na Presidência da República.

Esta eleição tem um perfil distinto das demais porque conta com uma participação do cidadão comum, isto é, aquele que não é militante, mas que está interagindo de forma ativa no debate público, porque conta com a internet e com suas diferentes ferramentas : e-mail, twitter, blogs de política, orkut , youtube. Desse modo, o cidadão comum, recebe, transmite e produz informação, dialogando com os seus pares e com seus opositores.

Esse fato novo na campanha eleitoral possui vantagens e desvantagens: as vantagens são muitas porque a informação não fica mais circunscrita à mídia tradicional – jornais, rádio e televisões – e o comportamento do eleitor deixa de ser passivo e passa a ser ativo, mesmo para os não filiados a partidos políticos. Se as vantagens são muitas, as desvantagens também o são: boatos e crimes contra a honra (difamação, injúria e calúnia ), o bulliyng, tão disseminados entre os jovens, disparam como pavio de pólvora, cujo único objetivo parece ser a explosão de ódio, fanatismo e preconceitos.

Tenho lido e ouvido que crianças das escolas particulares de diferentes Estados da União estão sendo vítimas de bulliyng eleitoral, isto é, ao declararem o voto de seus pais são perseguidas , ridicularizadas levando , em alguns casos, até sopapos dos colegas cujos pais votam em candidato contrário.

O que a escola deve fazer diante de tal situação?

Em primeiro lugar uma instituição de ensino deve prezar pela imparcialidade. Uma professora ou escola que declara o seu voto discursando a favor ou contra um determinado candidato, sem se preocupar com a ética, com a legislação vigente e de mãos dadas com a análise preconceituosa, rasteira, sem fundamento sociológico/político, não contribui com a formação de cidadãos de uma República democrática, porque está apenas cooptando cabeças.

Os objetivos da Escola é estar a serviço das necessidades e características de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, independentemente de sexo, raça, situação sócio-econômica e cultural, credo religioso e político e quaisquer preconceitos ou discriminações e baseada nos princípios de liberdade e ideais de solidariedade, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do aluno, seu preparo para o exercício da cidadania e sua formação para trabalho.” (Extraído de um Regimento Escolar)

O extrato acima consta de inúmeros Regimentos Escolares que dei vistas e penso que a maioria das escolas estão de acordo com ele. Isso posto, devemos então promover na escola momentos de discussão com nossos alunos para que a vivência democrática seja construída:

– explanar o que é democracia;

– explanar o respeito às opções das pessoas e a diferenças de ideias;

– discutir o significado das eleições em um país republicano;

– debater em grupos o programa de governo dos candidatos de forma igualitária ;

– simulação das eleições.

Mas se mesmo assim ocorrer o bulliyng eleitoral, não se pode ignorá-lo. A escola deve conversar com os pais dos alunos agressores com uma postura firme em defesa da democracia e contra qualquer tipo de discriminação.

É importante também a escola esclarecer tanto para pais como para alunos o que significa crime contra honra calúnia (imputar falsamente a alguém algo definido como crime, Pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa), difamação (imputar a alguém fato ofensivo à sua reputação, Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa) e injúria (ofender a dignidade ou o decoro de alguém, Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa) comumente utilizado no bulliyng . Não dá para sair por aí falando o que quer , ofendendo , difamando seja pela internet ou fora dela , porque é crime previsto no Código Penal.

Em época de eleição, segundo o Ministério Público Eleitoral, é crime divulgar mentiras sobre candidatos ou partidos para influenciar o eleitor . Além disso, atribuir a uma pessoa crime que a pessoa não cometeu, é crime de quem acusa. Em caso de candidatos às eleições, é agravante, porque a ofensa não é apenas pessoal, mas perturbação à ordem democrática, sujeitando os criminosos a penalidades como formação de quadrilha, alarmismo, etc.

Outro alerta importante: o crime contra honra quando dirigido ao Presidente da República é previsto na lei n.7170 de 14/12/1983, Lei de Segurança Nacional , que em seu artigo diz

 “Art. 26 – Caluniar ou difamar o Presidente da República, o do Senado Federal, o da Câmara dos Deputados ou o do Supremo Tribunal Federal, imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação Pena: reclusão, de 1 a 4 anos. “

O jurista Magalhães Noronha diz que “por sua qualidade, pelas elevadas funções que exerce o Presidente, pode dizer-se que a ofensa a ele irrogada não deixa de refletir em todos os cidadãos”. Isso significa que qualquer cidadão pode se sentir ofendido em sua honra quando a ofensa for dirigida ao Presidente da República, representante máximo da nação, e processar aquele que cometeu a ofensa.

O papel da escola é respeitar a legislação brasileira de um Estado Democrático de Direito e ensinar aos seus alunos o mesmo. Não só: deve ensinar, sobretudo, qual é o caminho democrático para se alterar uma lei, razão da importância da eleição dos membros do Poder Legislativo.

 Introduzir em seu conteúdo programático o estudo da legislação iniciando pelo Regimento Escolar (mais próximo do aluno), após o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e seguida o da Constituição Federal, visando contribuir com a formação de uma geração cidadã, respeitosa para com o outro, ética e conhecedora de seus direitos e deveres.

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Uma animação que mostra o cotidiano da maioria das escolas do Brasil e de outros países. Confira:

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A Conferência Nacional de Educação (Conae) que ocorreu no período de 28 de março a 1º de abril de 2010 e  teve como objetivo maior a mobilização social em prol da educação e apontou para  cinco grandes desafios que o Estado e a sociedade brasileira precisam enfrentar:

a) Construir o Sistema Nacional de Educação (SNE), responsável pela institucionalização da orientação política comum e do trabalho permanente do Estado e da sociedade para garantir o direito à educação.

b) Promover de forma permanente o debate nacional, estimulando a mobilização em torno da qualidade e valorização da educação básica, superior e das modalidades de educação, em geral, apresentando pautas indicativas de referenciais e concepções que devem fazer parte da discussão de um projeto de Estado e de sociedade que efetivamente se responsabilize pela educação nacional, que tenha como princípio os valores da participação democrática dos diferentes segmentos sociais e, como objetivo maior a consolidação de uma educação pautada nos direitos humanos e na democracia.

c) Garantir que os acordos e consensos produzidos na Conae redundem em políticas públicas de educação, que se consolidarão em diretrizes, estratégias, planos, programas, projetos, ações e proposições pedagógicas e políticas, capazes de fazer avançar a educação brasileira de qualidade social.

d) Propiciar condições para que as referidas políticas educacionais, concebidas e efetivadas de forma articulada entre os sistemas de ensino, promovam: o direito do/da estudante à formação integral com qualidade; o reconhecimento e valorização à diversidade; a definição de parâmetros e diretrizes para a qualificação dos/das profissionais da educação; o estabelecimento de condições salariais e profissionais adequadas e necessárias para o trabalho dos/das docentes e funcionários/as; a educação inclusiva; a gestão democrática e o desenvolvimento social; o regime de colaboração, de forma articulada, em todo o País; o financiamento, o acompanhamento e o controle social da educação; e a instituição de uma política nacional de avaliação no contexto de efetivação do SNE.

e) Indicar, para o conjunto das políticas educacionais implantadas de forma articulada entre os sistemas de ensino, que seus fundamentos estão alicerçados na garantia da universalização e da qualidade social da educação em todos os seus níveis e modalidades, bem como da democratização de sua gestão. Esses pontos da agenda são imprescindíveis para assegurar.

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28
ago

Ideb e os Municípios

por Sônia R. Aranha às 4:27 em: Educação, Política Educacional

É muito interessante observar o Ideb  (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2009 dos municípios e encontrar muitos bons exemplos de políticas educacionais que estão atingindo os objetivos de qualidade e aqueles que ainda estão longe disso.  Fiquemos com dois exemplos:

Campinas e Jundiaí

Ao analisar os números de Campinas percebemos que os esforços não estão surtindo o resultado esperado, pelo menos para a minha expectativa enquanto educadora e cidadã. Vejamos:

O total do IDEB das escolas públicas municipais de Campinas:

     Ano de 2007       Ano de 2009
4a série/5o ano          4,7             4,7
8a série/9o ano           4,1            4,5

Em uma escala de 0 a 10, obter 4,7 é de fato inadmissível para um município que é um pólo universitário e científico. Realmente inaceitável. Se analisarmos cada escola é possível notar que apenas uma na 4ª série/5º ano superou a nota 6 que é a meta estabelecida como padrão pelo MEC para ser conquistada até 2020 e nenhuma escola na 8ª série/9º ano atingiu essa meta.

Além disso, não houve nenhuma mudança no índice da 4ª série/5º ano de 2007 para 2009.

O mesmo não se observa em Jundiaí .

          Ano de 2007          Ano de 2009
4a série/5o ano             5,3            5,8
8a série/9o ano             4,1            4,7

 Nas duas finalizações de etapas de ensino observa-se avanço significativo, mesmo quando se trata de um baixo índice como o verificado na 8ª série/9º ano.

O que faz uma rede de ensino municipal sair de sua zona de conforto e reagir aos inevitáveis dados oriundos da pesquisa do Ideb?

Segundo a pesquisa Caminhos do Direito de Aprender , realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) , cujo objetivo foi o de saber quais foram os motivos para que houvesse avanço no Ideb de 2005 para 2007 em 26 municípios. Os fatores do sucesso foram:

 1) Política Educacional: para os municípios pesquisados o fator decisivo foi o compromisso e o envolvimento do prefeito e dos dirigentes educacionais no processo de mudança no Ideb de 2005 para 2007. Nessas redes, as equipes técnicas das secretarias de Educação voltaram suas ações para apoiar as escolas e garantir melhor aprendizagem para todos – e cada um de seus alunos. Esses esforços foram identificados tanto em municípios com mais de 100 mil habitantes quanto nos de menos de 10 mil habitantes.

O caráter catalisador da gestão municipal manifestou-se de três formas:

Pela capacidade do gestor de integrar as práticas e mobilizar os diversos atores comprometidos com a melhoria da aprendizagem.

Pelo foco colocado no planejamento e acompanhamento de tais ações e práticas, de modo a orquestrá-las com um objetivo comum.

Pela gestão democrática, que leva ao envolvimento de todos os segmentos da sociedade nesse processo de planejamento e monitoramento.

 2) Formação de Professores : outro fator de sucesso  foi a promoção de cursos de formação contínua ou inicial. Dos 26 municípios pesquisados, 23 citaram a formação continuada como fator importante para o avanço dos resultados do Ideb. 

3) Práticas Pedagógicas: nos municípios pesquisados, as práticas pedagógicas também apareceram com destaque para explicar os avanços do Ideb. As estratégias que, segundo os entrevistados, mais impactaram nos resultados foram:

  • Atendimento às necessidades específicas dos alunos, com atividades de reforço ou complementares ao turno regular;
  • Priorização de atividades relacionadas à leitura e à escrita;
  • Diversificação das práticas para estimular a aprendizagem;
  • Monitoramento das ações e dos resultados, por meio de um acompanhamento contínuo do desempenho dos alunos.

4) Ambiente de Aprendizagem: a importância de se ter condições de trabalho satisfatórias e um ambiente adequado para viabilizar um projeto de educação de qualidade, embora esse não seja um fator que, isoladamente, garanta isso.

  • Ambiente colaborativo: a existência de troca e apoio mútuo;
  • Perfil dos profissionais: sua motivação, seu compromisso e sua responsabilidade.

Enfim, há exemplos de superação que deverão balizar as políticas educacionais de todos os municípios pelo simples fato de que nossos alunos têm o direito de aprender.

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Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Nunes, o Censo 2010 mostrará um país envelhecido e com um número menor de taxa  de natalidade

“Vamos ter muitos brasileiros com mais de 100 anos. Vamos perceber uma sociedade com o número de crianças que estão nascendo diminuindo. Continuam a haver nascimentos, mas as taxas são cada vez menores. E tão importante quanto ter redução do número de crianças que nascem é a redução da mortalidade infantil”, explicou ele.

O que isso significa para as escolas particulares de grandes centros urbanos?  Menor demanda. Se a população infantil diminui e cresce o número de escolas particulares haverá um acirramento grande na concorrência entre as escolas e uma diminuição no número de matrículas.

Os gestores escolares precisam aprender a enxergar longe. Qual política deve ser adotada nos próximos dez , quinze  anos diante de dados tão relevantes?  Temos vistos várias escolas de tradição fechar suas portas. O que fazer diante do inevitável ? Porque não haverá crianças em número suficiente para todas as escolas (particulares, municipais e estaduais). Quais outros serviços a escola pode e deve começar a pensar para preencher este espaço que ficará vazio?

 Imagine:

 Ano de 2010, uma escola em uma cidade de médio porte do Estado de São Paulo , localizada em um centro velho, conta com  60 alunos no curso Infantil .  Considerando que a taxa de natalidade diminui ano a ano e que a população de jovens casais moram em condomínios na periferia das cidades , os centros antigos são habitados por pessoas idosas , portanto, a tendência para esta escola hipotética é enfrentar, nos próximos anos, uma demanda declinante no número de matrículas até infelizmente o seu fechamento em menos de 7 anos se os gestores não pensarem em alternativas que vão além das pedagógicas.  

É uma realidade que os gestores escolares não poderão fugir.

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29
jul

Tenho várias amigas da área educacional , algumas da minha idade, outras bem mais novas, mas independente da idade , a maioria lida muito mal com o computador: desconhecem o melhor uso de um editor de texto, como elaborar uma aula com slides, inserir e editar imagens, fazer um filminho dos desenhos de seus alunos, usar o Google Earth nas aulas de geografia.  Mal sabem utilizar os recursos de e-mail. Não sabem o que é um blog e muito menos como iniciar um. Enfim, não gostam de computador e de internet.

São minhas queridas amigas e profissionais com sólida formação teórico-prática, mas as tenho alertado que o mundo mudou e que hoje não é mais possível ignorar os recursos tecnológicos no exercício do magistério. Não haverá mercado de trabalho para o professor que não se adaptar aos novos tempos.

Para se ter uma idéia, a Agência Estado informou e o Uol divulgou que “ foi publicado hoje no Diário Oficial da União o Decreto 7.243, que regulamenta o Prouca (Programa Um Computador por Aluno) e o Recompe (Regime Especial de Aquisição de Computadores para uso Educacional). O Prouca está sendo implantado em diversos Estados brasileiros.

 Segundo o decreto, a aquisição dos equipamentos será realizada por meio de licitação pública. As definições, especificações e características técnicas mínimas dos equipamentos para o Prouca serão estabelecidas em ato conjunto dos ministros da Educação e da Fazenda, que poderá ainda determinar os valores mínimos e máximos alcançados pelo programa. O Ministério da Educação já adquiriu 150 mil laptops.

Para inclusão no Recompe, terão prioridade as soluções de software livre e de código aberto e sem custos de licenças, conforme as diretrizes das políticas educacionais do Ministério da Educação. O decreto prevê isenção de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), PIS/Pasep e Cofins, Imposto de Importação e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico para as empresas habilitadas pelo Recompe.

As empresas fornecedoras devem obedecer ao PPB (Processo Produtivo Básico) específico, detalhado no decreto, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e os ministros Fernando Haddad (Educação), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Sergio Machado Rezende (Ciência e Tecnologia).”

Esta é uma ótima iniciativa do Governo Federal. Alguns municípios do Estado de São Paulo, como Araras, já instalaram, em todas as salas de aula, a lousa digital e os alunos de algumas escolas particulares estão munidos de laptop.

Esta é uma realidade que não voltará atrás. Portanto, as escolas particulares que ainda estão no giz e lousa e com professores resistentes ao advento das novas tecnologias devem ficar atentas porque, certamente, o número de matrículas diminuirá.

É necessário, no entanto, que as escolas públicas e privadas promovam  formação continuada, no horário das reuniões pedagógicas, com foco nos softwares já disponíveis nos computadores (editor de texto, slide, projetos de imagem,planilhas, etc.) e em programas da internet Google Earth, Google Maps, captura de imagens gratuitas, blog, dentre outros, que os professores podem utilizar na elaboração de atividades escolares  enriquecendo, deste modo, sua  prática de ensino. Mas é muito importante que esta formação seja conduzida por profissional da área da educação e não o da área da informática para otimizar tempo e motivar para o estudo.

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21
jul

Abaixo as 10 escolas paulistas cujos alunos obtiveram entre 749,70 pontos e 702,5 pontos, os melhores do ENEM 2009.

1º lugar  -São Paulo – privada –Colégio Vértice UNID II =  749,70

2º lugar -Campinas – privada – Integral Colégio Alphaville =    739,15

3º lugarSão Paulo – privada –Colégio Móbile = 729, 76

4º lugar-Itatiba – privada – Colégio Integral = 723,72

5º lugarSão Paulo – privada – Colégio Santa Cruz = 715,17

6º lugarSão Paulo – privada – Colégio Bandeirantes = 712,57

7º lugar -Taubaté – privada – Colégio Objetivo Junior = 710,06

8º lugar -São José dos Campos – privada-  Col Eng Juarez S B Wanderley – 708,26

9º lugar- São Paulo – federal – Instituto Federal de Ciência e Tecnologia = 707,22

10º lugar – Campinas – privada- Escola Comunitária de Campinas = 702,5

Dando uma volta em todo o Estado de São Paulo as notas acima foram as melhores que encontrei: os alunos que obtiveram estas notas estudaram em 4 colégios privados da capital paulista, 1 colégio federal também da capital , 1 colégio de Itatiba, 2 de Campinas, 1 de São José dos Campos e 1 de Taubaté.  Nenhum estadual.

 É interessante observar que das 1.809 escolas particulares, 3.583 estaduais, 3 federais e 56 municipais que participaram do ENEM 2009, refiro-me as do Estado de São Paulo, portanto, 5.451 escolas,  apenas os alunos de 10 delas, isto é , 0,18% tenham conseguido atingir a média de 74% a 70% do exame. Parece-me pouco. Não há ,na média das escolas, 80% de aprovação no exame e, tampouco, 90%. Estranho isso, não é mesmo?

 É estranho porque nas décadas de 60 e 70 era considerado bom aluno aquele que atingia notas 80, 90 e 100. A nota 70 nada tinha de extraordinário. As medalhas iam para os alunos 100 e os de nota 90 pegavam o segundo lugar. Mas 70! A nota 70 era um consolo porque estava acima da média 50 e 60 : você não era mediano.

Mas tudo mudou. Escolas privadas caríssimas, a meu ver, não conseguem fazer com que a média de seus alunos do 3º Médio atinja os pontos 800, 850 ou 900.  O que está acontecendo?

 1)       Talvez a nossa sociedade tenha se tornado permissiva, muito flexível e os alunos não conseguem foco, não possuem o mínimo de disciplina necessária para o estudo. Se o professor exigir um mínimo necessário  os alunos reclamam e os pais idem;

 2)       Por outro lado, é possível que as aulas possuam o mesmo formato daquelas do meu tempo, sim, aquelas do século passado, século XX, da década de 60 e 70: professor na lousa explanando o conteúdo e nós alunos participando em silêncio da aula;

 3)       Ou o exame está complexo, exigindo algo que os alunos não estão preparados;

 4)       Ou ainda a escola não está entendendo do que se trata o ENEM e é levada, por intermédio de suas apostilas e sistemas de ensino, a investir nos exames vestibulares que ainda teimam em existir;

 De qualquer modo, como dizia Hamlet, há algo de podre no reino da Dinamarca, não resta dúvida.

 E as escolas públicas?  Ficam para amanhã !

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