Aguardemos para saber se a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo efetivamente cumprirá o que foi pronunciado.


Por: Secretaria de Educação do Estado de São Paulo

Em 11/11/2013, o governador Geraldo Alckmin e o Secretário da Educação, Herman Voorwald, anunciaram, no Palácio dos Bandeirantes, o aprimoramento da progressão continuada na educação pública paulista.

Em 2014, a rede estadual de São Paulo passará a ter três ciclos no Ensino Fundamental. Com a mudança no sistema de progressão continuada, essa fase da escolaridade passará a ser dividida em três etapas: do 1ª ao 3º ano, do 4º ao 6º ano e do 7º ao 9º ano. A medida mudará a vida escolar de 2,5 milhões de estudantes.A reorganização da progressão continuada foi pensada em conjunto com os servidores da rede estadual de ensino, durante mais de 70 reuniões, iniciadas pelo secretário Herman Voorwald em 2011. As conversas resultaram na elaboração de um documento, que serviu de base para a construção do novo plano de ensino.

“Trata-se de um projeto construído em conjunto com os nossos educadores, a partir da percepção real daqueles que conduzem as ações e a rotina escolar dentro da sala de aula. Ouvir a rede era o principal requisito para a elaboração e implantação de uma nova proposta”, afirma o secretário Herman Voorwald.

Mudanças

Atualmente, o Ensino Fundamental está dividido em duas etapas, os anos iniciais, do 1º ao 5º ano, e os anos finais, do 6º ao 9º ano. Com a nova formatação em três ciclos, os estudantes poderão ficar retidos três vezes ao longo do Ensino Fundamental, ao final de cada uma das etapas. Esses estudantes passarão por uma recuperação intensiva, ao longo de um ano, onde farão a revisão dos conteúdos com estratégias pedagógicas diferenciadas e específicas, de acordo com as suas necessidades.

Conforme o Secretario de Educação do Estado de São Paulo, a nova estrutura permitirá o acompanhamento permanente do aluno ao longo dos ciclos, também, por meio das novas ferramentas de recuperação escolar, como a recuperação contínua, na qual as classes contam com um professor-auxiliar, que dá suporte ao docente titular para o atendimento dos jovens com necessidade de reforço.

Atualmente, mais de 149 mil estudantes da rede estadual passam por alguma modalidade de recuperação. Na “intensiva” são atendidos 22 mil alunos. Já na modalidade “contínua”, 31 mil professores-auxiliares dão suporte para os docentes titulares na recuperação imediata do conteúdo para 127 mil alunos.

Além disso, ainda são realizadas a recuperação nas férias escolares, que atendeu 70 mil estudantes no último mês de julho, e o reforço aos sábados, que somente em outubro foi indicado para 215 mil jovens.

Com os ciclos menores aliados às ferramentas de reforço, o acompanhamento dos estudantes ao longo do Ensino Fundamental será , segundo o Secretario de Educação, ainda mais efetivo. Dessa forma, o aluno que tiver dificuldade durante o processo de aprendizagem terá ainda mais oportunidades para recuperar o conteúdo. “O pressuposto da progressão continuada está mantido e é a nossa diretriz, pois perseguimos a meta de que todos os alunos aprendam, com os recursos necessários para suas especificidades”, explica Maria Elizabete da Costa, coordenadora de Gestão da Educação Básica (CGEB).

Avaliação e notas

A partir de 2014, a Avaliação de Aprendizagem em Processo da rede estadual ocorrerá ao final de cada bimestre. O exame é utilizado pelos educadores para analisar o nível de aprendizado dos estudantes e, com isso, traçar estratégias e metas para garantir o desenvolvimento dos alunos. Saiba mais aqui.

A rede estadual paulista conta ainda com um currículo unificado, que permite que os estudantes em todo o Estado aprendam os mesmos conteúdos, além de avaliações permanentes e Boletim Escolar publicado ao final de cada bimestre. As notas dos estudantes também podem ser consultadas aqui no Portal da Educação. Um levantamento recente aponta que 61% dos pais acompanham o boletim de seus filhos.

Fonte: Secretaria de Educação do Estado de São Paulo

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 Vale a pena ver de novo este post que foi publicado aqui no blog em julho de 2011 e teve 85 comentários!

Dados da educação básica no Brasil de 2010, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), mostram que 5,20% das crianças foram reprovadas em   2009, no seu primeiro ano na escola. Embora as escolas públicas tenham autonomia em relação à proposta pedagógica, o Ministério da Educação (MEC) recomenda que não haja interrupção escolar durante o ciclo de alfabetização, do 1º ao 3º ano do ensino fundamental.

De acordo com as novas diretrizes curriculares nacionais, os três anos iniciais do ensino fundamental constituem um ciclo sequencial, em que os alunos têm oportunidade de sistematizar e aprofundar as aprendizagens básicas. Pesquisas mostram que a repetência durante esse período escolar não garante a alfabetização e pode prejudicar o rendimento escolar da criança ao longo do ensino fundamental. Somente no final do ciclo, a criança deve estar alfabetizada.

“A gente não espera nenhuma reprovação aos 6 e 7 anos. As crianças têm ritmos diferentes de aprendizagem e uma reprovação nessa faixa etária é danosa”, comenta a secretária de educação básica, Maria do Pilar Lacerda. Para medir o desenvolvimento das crianças na fase de alfabetização, há a Provinha Brasil, que é aplicada no início e no final do 2º ano.

A aula de reforço e de recuperação podem ser uma opção para o segundo turno nas escolas que adotam o sistema de educação integral. “Queremos garantir a aprendizagem sem cair na forma mais cômoda que é a de reprovar”, dia a secretária. Para isso, as salas de aula não devem estar lotadas de alunos, a escola deve cumprir 200 anos letivos e os professores devem ser experientes e com formação adequada.

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