O PROUCA, Programa Um Computador por Aluno, instituído pela Lei nº 12.249, de 11 de junho de 2010 começou a ser praticado. A fase experimental do programa ocorreu em 2007 e atendeu São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Piraí (RJ) e Palmas. Agora, segundo o MEC, os municípios do Rio de Janeiro, Uberaba e São Bernardo do Campo foram os primeiros “a aderir à ata de preço do Ministério da Educação que possibilita a compra de computadores portáteis para estudantes das redes públicas, dentro do Programa Um Computador por Aluno (Prouca).” aqui

Rio de Janeiro comprará 112 mil computadores portáteis atendendo 20% de sua rede municipal , Uberada 1.020 e São Bernardo do Campo 15 mil para os alunos e 5 mil para os professores de 69 escolas.

 Ainda é muito pouco, porém é um começo.

 O computador portátil possui “quatro gigabytes de armazenamento, 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, bateria com autonomia mínima de três horas e peso de até 1,5 quilograma. É equipado para rede sem fio e conexão de internet, além de itens de segurança.” O preço gira em torno de 200 dólares.

 A tendência daqui pra frente será o uso de recursos tecnológicos nas escolas públicas: data-show, laptop, pem-drive, máquina digital, lousa digital, carteiras eletrônicas, animação em 3D, dentre outros.   

Porém, há um grande desafio a ser vencido: parte significativa dos professores não gosta , não sabe e não usa sequer e-mail com desenvoltura. É importantíssimo que ao adquirir os computadores ou outros equipamentos seja oferecido aos professores um Programa de Formação de Novas Tecnologias de Informação e Comunicação visando construir habilidades e competências para operar:

  • Computadores pessoais (portáteis ou não)
  • Adicionar e Remover Programas
  • Escolher Navegador de Internet
  • Uso do Windows e Linux
  • Câmeras de vídeo e foto ou webcams
  • Gravação doméstica de CDS e DVDs
  • Suporte para guardar e portar dados – pen drive e assemelhados
  • Vídeos – captação, exibição e edição
  • Foto – captação, exibição e edição
  • Digitalização de Imagens (scanners)
  • Impressão de Documentos
  • Som Digital  
  • Programa de edição e exibição de apresentações gráficas
  • Editor de Texto
  • Internet
  • Correio eletrônico
  • Websites
  • Blogs
  • Sistemas de Buscas
  • Mapas e Localizações Geográficas Virtuais
  • Bibliotecas Virtuais das Universidades Públicas
  • Conteúdos de Domínio Público – livros, partituras, etc…
  • Telefonia Móvel
  • TVs por assinatura – a cabo e por antena parabólica
  • TVs digitais
  • Lista de discussões
  • Redes Sociais e Colaborativas
  • Tecnologia sem fio ou wireless
  • Livros eletrônicos – Ipad -Sony Reader –Kindle
  • Vídeos Games
  • Lousa Digital

 Esses seriam, a meu ver,  os possíveis itens de um programa de formação  que promoveria conhecimento do professorado na área de novas tecnologias de informação e comunicação visando possibilitar  atividades pedagógicas desenvolvidas em sala de aula utilizando  tais recursos.

 As escolas particulares, no entanto, enfrentarão um duplo desafio: capacitar seus professores e, ao mesmo tempo, investir neses novos recursos tecnológicos já que o PROUCA objetiva promover a inclusão digital nas escolas das redes públicas de ensino federal, estadual e municipal e para as escolas sem fins lucrativos de atendimento a pessoas com deficiência. 

Tags: , , , ,

Comentários (2)



29
jul

Tenho várias amigas da área educacional , algumas da minha idade, outras bem mais novas, mas independente da idade , a maioria lida muito mal com o computador: desconhecem o melhor uso de um editor de texto, como elaborar uma aula com slides, inserir e editar imagens, fazer um filminho dos desenhos de seus alunos, usar o Google Earth nas aulas de geografia.  Mal sabem utilizar os recursos de e-mail. Não sabem o que é um blog e muito menos como iniciar um. Enfim, não gostam de computador e de internet.

São minhas queridas amigas e profissionais com sólida formação teórico-prática, mas as tenho alertado que o mundo mudou e que hoje não é mais possível ignorar os recursos tecnológicos no exercício do magistério. Não haverá mercado de trabalho para o professor que não se adaptar aos novos tempos.

Para se ter uma idéia, a Agência Estado informou e o Uol divulgou que “ foi publicado hoje no Diário Oficial da União o Decreto 7.243, que regulamenta o Prouca (Programa Um Computador por Aluno) e o Recompe (Regime Especial de Aquisição de Computadores para uso Educacional). O Prouca está sendo implantado em diversos Estados brasileiros.

 Segundo o decreto, a aquisição dos equipamentos será realizada por meio de licitação pública. As definições, especificações e características técnicas mínimas dos equipamentos para o Prouca serão estabelecidas em ato conjunto dos ministros da Educação e da Fazenda, que poderá ainda determinar os valores mínimos e máximos alcançados pelo programa. O Ministério da Educação já adquiriu 150 mil laptops.

Para inclusão no Recompe, terão prioridade as soluções de software livre e de código aberto e sem custos de licenças, conforme as diretrizes das políticas educacionais do Ministério da Educação. O decreto prevê isenção de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), PIS/Pasep e Cofins, Imposto de Importação e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico para as empresas habilitadas pelo Recompe.

As empresas fornecedoras devem obedecer ao PPB (Processo Produtivo Básico) específico, detalhado no decreto, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e os ministros Fernando Haddad (Educação), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Sergio Machado Rezende (Ciência e Tecnologia).”

Esta é uma ótima iniciativa do Governo Federal. Alguns municípios do Estado de São Paulo, como Araras, já instalaram, em todas as salas de aula, a lousa digital e os alunos de algumas escolas particulares estão munidos de laptop.

Esta é uma realidade que não voltará atrás. Portanto, as escolas particulares que ainda estão no giz e lousa e com professores resistentes ao advento das novas tecnologias devem ficar atentas porque, certamente, o número de matrículas diminuirá.

É necessário, no entanto, que as escolas públicas e privadas promovam  formação continuada, no horário das reuniões pedagógicas, com foco nos softwares já disponíveis nos computadores (editor de texto, slide, projetos de imagem,planilhas, etc.) e em programas da internet Google Earth, Google Maps, captura de imagens gratuitas, blog, dentre outros, que os professores podem utilizar na elaboração de atividades escolares  enriquecendo, deste modo, sua  prática de ensino. Mas é muito importante que esta formação seja conduzida por profissional da área da educação e não o da área da informática para otimizar tempo e motivar para o estudo.

Tags: , , , , , , , , ,

Comentários (2)






  • Veja Também


    Meta