A Análise Longitudinal do Número de Matrículas é um instrumento muito importante na tomada de decisão para o planejamento do ano letivo.

Trata-se da comparação do número de matrículas dos últimos cinco anos, visando saber quais são e onde ficam as portas de entrada da escola e as de saída para poder estancar estas últimas e ampliar as primeiras.

O que são portas de entrada? São as portas que o aluno entra naquela instituição escolar. Convencionalmente se uma escola possui o Infantil e o Ensino Fundamental a porta de entrada será o Infantil porque os pais matriculam seus filhos no Infantil e os mantém até o final do Ensino Fundamental.

É o que um Mantenedor de escola espera, porque uma matrícula no Infantil significa aproximadamente 12 anos de mensalidade segura e, consequentemente, a escola aberta e socialmente responsável.

Toda escola possui portas de entrada convencionais, exemplos:

Escolas que oferecem apenas o Infantil: berçário e o Infantil I.

Escolas que oferecem o Infantil e Ensino Fundamental: Infantil, 1º ano e 6º ano.

Escolas que oferecem o Ensino Fundamental e o Ensino Médio: 1º ano, 6º ano e o 1º Médio.

No entanto, pode haver outras portas de entrada menos usuais e mais pontuais de acordo com algum tipo de intervenção de marketing ou um imprevisto qualquer em um determinado ano.

Mas, infelizmente, as escolas possuem as portas de saída. E o que são elas?

As portas de saída são aquelas que se abrem para o aluno seguir seu caminho longe da escola.

Uma que é bem usual é a do 9º ano. Mesmo que a escola tenha atendido as expectativas dos alunos e de seus pais, quando chegam ao final do Ensino Fundamental querem partir para uma nova experiência educacional antes de enfrentarem a universidade. Então, o 9º ano é uma porta de saída. Porém, há outras e todo Mantenedor junto com seus colaboradores deveriam lutar para minimizá-las ao máximo. Por exemplo:

O 5º ano pode se tornar uma porta de saída. Os pais matriculam seu filho no Ensino Fundamental em uma determinada escola e durante cinco anos o nível de satisfação deles fica na ordem do moderado, com picos de decepção. Quando o período de ingresso no 6º ano se aproxima, os pais vão em busca de uma nova escola.

O 1º ano ou 2º ano também podem ser transformados em portas de saída. Os pais matriculam os filhos na Educação Infantil pretendendo mantê-lo na escola por todo o Ensino Fundamental, porque o nível de satisfação com o Infantil foi elevado. Porém, se decepcionam com o 1º ano ou 2º ano e desistem da escola.

A Análise Longitudinal de Número de Alunos além de verificar se a demanda está ou não declinante (exemplo: de 2011 a 2016 a escola perdeu 200 alunos ou ganhou 100 alunos) consegue também detectar quais foram os anos mais críticos e quais turmas se transformaram em portas de saída.

O intuito é conhecer o fluxo de matrículas ao longo dos anos para poder reverter quadros de demanda declinante visando o equilíbrio financeiro e, em alguns casos, salvar a escola da falência. Para isso, a análise indica quais cursos ou séries será preciso investir no pedagógico de modo mais significativo.

Você fornece o número de matrículas destes últimos cinco anos e nós analisamos o movimento de alunos de sua escola propondo ações pedagógicas efetivas.

Entre em contato conosco.

Tags: , ,

Comentários (2)



TV Justiça fez a reportagem abaixo.

1959776_635015459904551_997418855_n

Assistam.

Tags: , , ,

Comentário



 
 

A avaliação diagnóstica da instituição escolar é um instrumento recomendado pela Resolução CNE/CBE nº 07/2010 que dispõe sobre as novas diretrizes curriculares nacionais do ensino fundamental de 9 anos.

“Art. 35 Os resultados de aprendizagem dos alunos devem ser aliados à avaliação das escolas e de seus professores, tendo em conta os parâmetros de referência dos insumos básicos necessários à educação de qualidade para todos nesta etapa da educação e respectivo custo aluno-qualidade inicial (CAQi), consideradas inclusive as suas modalidades e as formas diferenciadas de atendimento como a Educação do Campo, a Educação Escolar Indígena, a Educação Escolar Quilombola e as escolas de tempo integral”

Entendo que a avaliação nada mais é do que a leitura da realidade daquele momento histórico da escola visando traçar rumos para o planejamento da gestão de um próximo ano letivo, visando a superação dos problemas detectados e o aperfeiçoamento dos processos de ensino/aprendizado.

O grande objetivo da Avaliação da Instituição Escolar Interna e Diagnóstica que propomos diz respeito a  (re)significar o Projeto Político/Pedagógico da escola buscando melhorar a qualidade dos serviços prestados para os alunos , pais e a toda comunidade escolar.

Mas por que é preciso submeter à escola a uma avaliação institucional?

Uma instituição educacional passa por alguns períodos, a saber: a fundação que é um momento de realização de um sonho, a manutenção que diz respeito à sobrevivência do empreendimento educacional , o declínio  que desemboca em dois possíveis caminhos: a (re)significação do projeto escolar, iniciado no momento da fundação, ou o seu fechamento.

O mesmo ocorre com a carreira dos profissionais que atuam na escola. Segundo estudos de Huberman (1992) a carreira dos professores passam pela fase da exploração,   o início da carreira e se neste momento o professor obtiver sucesso entrará na fase da descoberta e logo após a da sobrevivência. Estas duas fases se intercalam em tempos em tempos. Mas se no início do magistério o professor colher decepções será levado a   indiferença e ao distanciamento afetivo  não tendo motivos para investir na melhoria de seu trabalho educativo.

Escola em declínio, em geral, reflete o ceticismo dos profissionais desmotivados. Círculo  vicioso que em caso de escolas particulares desembocam em falência. Nas escolas públicas o prejuízo é muito maior e nefasto porque não havendo o fechamento as crianças e adolescentes continuam a conviver com mortos-vivos que exalam distanciamento afetivo, o que acaba por contaminá-las desviando-as do caminho do conhecimento.

De modo que é imperativo que as escolas incluam em seu planejamento   a avaliação diagnóstica institucional interna que pode ocorrer em um biênio intercalada com a pesquisa de satisfação do cliente.

Momentos da Avaliação Institucional Interna e Diagnóstica :

1) Motivação -  é o momento de reunir professores , equipe pedagógica , gestores e funcionários para participar de reuniões de Desenvolvimento Motivacional –   com intuito de desencadear os sete hábitos: a proatividade, construção de objetivos, saber distinguir o que é mais importante, ganha/ganha, compreender depois ser compreendido, criar sinergia e renovar as dimensões físicas, espirituais, mental e social/emocional.

2) Diagnóstico – levantamento de dados que permitam diagnosticar a instituição escolar e construir critérios e parâmetros para conquistar avanços:

Avaliação Diagnóstica da Documentação Escolar
Avaliação Longitudinal de Matrículas
Avaliação Diagnóstica Horizontal dos Conteúdos
Avaliação Diagnóstica Vertical dos Conteúdos
Avaliação Diagnóstica dos anos (Infantil , Ensino Fundamental e Ensino Médio)
Avaliação Diagnóstica dos Eventos Disciplinares
Avaliação Diagnóstica Desempenho Docente
Avaliação Diagnóstica Desempenho Discente
Avaliação Diagnóstica Equipe Técnica Pedagógica
Avaliação Diagnóstica Infra-Estrutura

3) Análise da Avaliação Externa –   análises dos resultados da participação em avaliações externas , tais como SAEB , ENEM , dentre outros.

3) Indicadores de Mudanças – momento de apresentar os resultados das avaliações indicando mudanças a curto , médio e longo prazo (universo de dois anos)

O CentrodEstudos está preparado para ajudar a sua escola  a continuar a promover um ambiente afetivo, motivado e promissor para todos aqueles que nele convivem. Entre em contato.

Tags: , , ,

Comentários (3)



17
set

Quando as escolas fecham as portas

por Sônia R. Aranha às 23:56 em: Escola Particular

 

Nos últimos cinco anos na região de Campinas , segundo o Sindicato de Professores, houve um aumento de 30% de fechamento de escolas particulares.

Manter uma escola particular não é fácil. É um setor de serviços com características próprias e complexas e quando negligenciadas levam invariavelmente à falência. Sim, porque escola particular é também uma empresa que precisa garantir sua sobrevivência já que não são subsidiadas pelos governos municipal, estadual ou federal,exceto as filantrópicas que gozam de isenção de alguns impostos.

A não observância dos 10 principais fatores ,abaixo relacionados, leva ao fechamento das escolas:

1) População: a pirâmide populacional do país está ficando invertida, os idosos aumentam e as crianças diminuem, mas esse dado científico, isto é, colhido de forma objetiva por intermédio de pesquisa do IBGE não é levado em consideração na hora do empresário abrir uma escola;

2) Bairro Envelhecido: escola antiga localizada no centro da cidade acompanha o envelhecimento da população do bairro e/ou a instalação de estabelecimentos comerciais no lugar das antigas residências. Os bairros periféricos que acolhem os modernos condomínios horizontais fechados recebem jovens casais que ali formam suas famílias optando por escolas mais próximas de suas residências. A não ser que a escola supere sua concorrência, instalada em bairros jovens e periféricos, com inovação pedagógica e qualidade de ensino comprovada, a tendência da escola em um bairro envelhecido é a de não suportar a diminuição de matrículas;

3) Concorrência: o número de crianças diminuiu, mas o número de escolas aumentou. Portanto, as poucas crianças que nascem em um município serão divididas entre escolas públicas e escolas particulares e as que irão para as escolas particulares representam aproximadamente 4% da população. Uma cidade como Amparo/SP, por exemplo, possui uma população estimada pelo IBGE de 2009 de 65.928 habitantes. Isso significa 2.637 alunos nas escolas particulares. Esse número mantém quantas escolas? De modo que as escolas terão que inovar e lutar dia-a-dia para satisfazer e conquistar esses poucos alunos e, para continuar existindo, deverão tomar para si muitos outros da escola pública, isto é ,  alunos da classe C e D;

4) Inadimplência: o setor da educação privada é o único setor que presta um serviço e pode não receber por ele durante todo um ano sem que nada ocorra para o mau pagador. Os pais podem ser negativados no Serasa e no SCPC, como também, levados a justiça para efetivar o pagamento, além de não renovarem a matricula de seus filhos, mas de qualquer forma nada disso é suficiente para conter a inadimplência escolar que gira em torno de 10%. De modo que a escola tem que contar com um departamento de cobrança muito efetivo para minimizar as perdas e inserir em seu planejamento essa margem de prejuízo;

5) Lei trabalhista: uma escola perde alunos, portanto, perde receita, mas não pode flexibilizar a sua folha de pagamento. Entre um acordo com os professores e o fechamento da escola e, consequentemente, o fechamento de postos de trabalho, o sindicato de professores opta pelo fechamento das escolas. De modo que é preciso cumprir a legislação trabalhista: a) aumentar anualmente o valor da folha de pagamento de acordo com a convenção coletiva que neste ano de 2011 teve um índice de aumento de 7,42% ou de 9,17% para as escolas que não possuem o Programa de Participação nos Lucros e Resultados; b) é impossível demitir um quadro de professores que ao longo dos anos se tornou oneroso para  depois contratar novo quadro com salários compatíveis com o número de alunos daquele momento histórico da escola;

6) Recursos Tecnológicos: exceto o laboratório de informática já obsoleto, a escola ,de modo geral,  não investe em nenhum tipo de recurso tecnológico: não possui um site de interação/propaganda/marketing de sua escola, não participa de nenhum tipo de rede social (orkut, twitter, facebook), não consta em destaque do Google Maps, não possui lousas digitais em suas salas de aula, não utilizam em suas aulas laptop ou tablet ao invés de livro didático, não usam e-mail como meio de comunicação e, tampouco ,softwares de gerenciamento dos negócios;

7) Avaliação Institucional: não é rotina escolar avaliar seus processos e os produtos de seus processos. A única avaliação que existe é a do aprendizado dos alunos. Não há qualquer ferramenta de avaliação do ensino, da gestão e da estrutura e funcionamento da escola. Como tomar decisões se não há parâmetros a serem seguidos?

8) Análises e Sínteses : com raríssimas exceções, a escola particular não é feita a análises e sínteses realizadas a partir de metodologia científica. Por exemplo: não se analisam longitudinalmente as matrículas para prever demandas declinantes no nível de entrada de alunos de modo a tentar estancar o declínio com medidas energéticas evitando a falência da escola ;

9) Planejamento a curto, médio e longo prazos: escolas não lidam bem com planejamento, sobretudo, os de cunho empresarial. Pergunte ao mantenedor de uma escola particular se ele possui um Business Plan. Escola tem Regimento Escolar, Projeto Pedagógico, Plano de Gestão, mas tudo isso voltado à gestão pedagógica. Todavia escola particular é uma empresa como qualquer outra e precisa saber planejar identificando metas a curto , médio e longo prazos visando tomar decisões mais acertadas para a sua saúde financeira;

10) Gestão doméstica e/ou familiar: é aquele tipo de gestão que não se apóia em análises, avaliações , dados, portanto, nada profissional. Em geral os mantenedores confundem gastos pessoais com os da empresa/escola, a remuneração dos sócios é incompatível com situação financeira da escola, sem capital de giro ou insuficiente, ausência de controle de custos, dentre outros.

Quando esses fatores se associam, uma escola fecha e quando uma escola fecha suas portas o sonho de muita gente é interrompido.

Em Campinas nos últimos anos acompanhamos o fechamento de algumas escolas:

Colégio Batista – Colégio Ateneu – Colégio Forte Castelo – Instituto Educacional Parthenon – Escola Harmonia

Mudança de Mantenedores: Escola Futura – Colégio Evolução – Colégio Progresso -Colégio Fleming

Para evitar que sua escola sofra falência entre em contato conosco: (19) 32554237 ou centrodestudos@centrodestudos.com.br

 

Tags: , , , , , ,

Comentários (54)



 

Todo professor deveria ser como Rita Pierson.

Toda escola deveria contar com inúmeras Ritas Piersons em seu quadro docente.

Rita Pierson é o que minha mãe foi um dia: uma professora apaixonada pelo  ofício do magistério!

Rita Pierson sabe que o ensino/aprendizagem só podem ocorrer dentro de um relacionamento e de conexões de afeto  e de incentivo.

Não há como ensinar e aprender se falta empatia.

Um professor apaixonado que se torna um campeão para seu aluno é mais importante  do que qualquer método pedagógico porque fará a diferença.

Leiam a transcrição e assistam a palestra da professora Rita Pierson no TED.

—————————————————————————————————————–

Por: Rita Pierson – Toda criança precisa de um campeão

Eu passei a minha vida toda na Escola,ou no caminho para a Escola, ou a falar do que acontece na Escola. Os meus pais eram ambos professores, os meus avós maternos eram professores, e nos últimos 40 anos, eu tenho feito o mesmo. E assim, é desnecessário dizer que ao longo destes anos tive a oportunidade de olhar para as reformas educativas de várias perspetivas. Algumas dessas reformas foram boas. Algumas delas não foram tão boas. E nós sabemos porque é que as crianças desistem da escola. Sabemos porque é que as crianças não aprendem. Ou é pobreza, falta de assiduidade, ou influências negativas. Nós sabemos porquê. Mas uma das coisas que nunca discutimos ou raramente discutimos é o valor e a importância da ligação humana, de relacionamentos.

James Comer diz que nenhuma aprendizagem significante pode ocorrer sem existir um forte relacionamento. George Washington Carver diz que toda a aprendizagem passa por entender os relacionamentos. Toda a gente nesta sala foi influenciado por um professor ou um adulto. Durante anos, tenho observado pessoas a ensinar. Assisti aos melhores e também a alguns dos piores.

Um dia, uma colega disse-me: “Não me pagam para eu gostar das crianças. “Pagam-me para ensinar uma lição. “As crianças devem aprendê-la. “Eu devo ensinar. Eles devem aprender. Caso encerrado.”

Bem, disse-lhe: “Sabes, as crianças não aprendem com pessoas de quem não gostam.”

(Risos) (Aplausos)

Ao que ela respondeu: “Isso é um disparate.”

E eu respondi-lhe: “Bem, querida, o teu ano letivo vai ser longo “e árduo.”

Desnecessário será dizer que foi. Algumas pessoas pensam que ou se é capaz de construir um relacionamento ou não. Eu penso que Stephen Covey tinha razão. Ele disse que se deve juntar algumas coisas simples, como, primeiro procurar compreender em vez de ser compreendido, coisas simples como pedir desculpa. Já pensaram sobre isto? Peçam desculpa a uma criança, elas entram em choque.

Uma vez dei uma lição sobre rácios. Eu não sou muito boa a Matemática, mas estava a trabalhar nisso. Voltei e consultei o Livro do Professor. E tinha ensinado mal a lição toda. (Risos)

Quando voltei à aula no dia seguinte, disse: “Olhem meninos, tenho que vos pedir desculpa. “Ensinei-vos mal a lição toda. “Sinto muito.”

Eles responderam:”Não há problema, Prof.ª Pierson. “A professora estava tão animada que a deixámos continuar.” (Risos) (Aplausos)

Eu tive turmas com um nível tão baixo, tão academicamente deficientes que chorei. Perguntava-me: “Como vou levar este grupo “em nove meses “de onde estão até onde precisam de estar?” E foi difícil. Foi terrivelmente duro. Como é que elevo a autoestima duma criança e o seu desempenho académico ao mesmo tempo?

Um ano ocorreu-me uma ideia brilhante. Disse a todos os meus alunos, “Vocês foram escolhidos para estar na minha turma “porque eu sou a melhor professora “e vocês os melhores alunos. “Eles juntaram-nos “para podermos mostrar a toda a gente como se faz.”

Um dos alunos disse: “A sério?” (Risos)

Eu respondi: “A sério. Temos que mostrar às outras turmas “como se faz, por isso, quando andarmos pelos corredores, “as pessoas vão reparar em nós, vocês não podem fazer barulho. “Devem apenas mostrar-se.” E disse-lhes para dizerem: “Eu sou alguém. “Eu era alguém quando entrei. “Serei uma pessoa melhor quando sair. “Eu sou poderoso e eu sou forte. “Eu mereço a educação que recebo. “Eu tenho coisas para fazer, “pessoas para impressionar, “e lugares a visitar.”

E eles disseram: “Sim!”

Se o disserem durante tempo suficiente começa a tornar-se parte de vocês.

E assim — (Aplausos) Dei-lhes um questionário com 20 perguntas, Um aluno falhou 18. Eu coloquei “+2″ no teste dele e desenhei um grande sorriso.

Ele perguntou-me: “Prof.ª. Pierson, isto é um Fraco?”

E eu respondi: “Sim.”

E ele disse: “Então porque pôs um sorriso?”

Eu disse: “Porque estás bem encaminhado. “Tiveste duas certas. Não as falhaste todas.” E disse: “E quando revirmos isto, “não farás melhor?”

E ele respondeu: “Sim, senhora, posso fazer melhor.”

Sabem, “-18″ suga-vos a vitalidade toda. “+2″ diz: “Não fui mau de todo.” (Risos) (Aplausos)

Durante anos, observei a minha mãe a usar o tempo pessoal para revisões, em visitas ao domicílio à tarde, a comprar pentes, escovas, manteiga de amendoim e biscoitos que punha na gaveta da secretária para crianças que precisavam de comer, e uma toalha, algum sabão para aquelas que não cheirassem tão bem. É difícil ensinar crianças que cheiram mal. E as crianças conseguem ser cruéis. E ela guardava essas coisas na secretária, e anos mais tarde, depois de se reformar, vi essas mesmas crianças a virem dizerem-lhe: “Sabe, Prof.ª. Walker, “a senhora fez a diferença na minha vida. “Fez com que as coisas resultassem comigo. “Fez-me sentir que eu era alguém, “quando eu sabia, lá no fundo, que não era. “E eu quero que veja no que me tornei.”

E quando a minha mãe morreu, há dois anos, aos 92, compareceram tantos ex-alunos no seu funeral, que os meus olhos se encheram de lágrimas, não por ela ter partido, mas por ela ter deixado um legado de relacionamentos que nunca poderiam desaparecer.

Podemos dispor-nos a ter mais relacionamentos? Absolutamente. Gostaremos de todas as nossas crianças? Claro que não. E vocês sabem que os miúdos mais difíceis nunca faltam. (Risos) Nunca. Não gostamos deles todos, mas os mais difíceis por alguma razão aparecem. São as ligações. São os relacionamentos. E ainda que não gostemos deles todos, o segredo é que eles nunca o percebam. Os professores tornam-se grandes atores e atrizes e vamos trabalhar quando não nos apetece, e ouvimos as políticas que não fazem sentido, e mesmo assim ensinamos. Mesmo assim ensinamos, porque é isso que fazemos.

Ensinar e aprender deve proporcionar alegria. Quão poderoso seria o nosso mundo se tivéssemos crianças sem medo de correr riscos, sem medo de pensar e que tivessem um herói? Cada criança merece um herói, um adulto que nunca desista deles, que perceba o poder das ligações, e que insista que eles se tornem no melhor que podem ser.

Este trabalho é duro? Acreditem que é. Oh Deus, acreditem que é. Mas não é impossível. Podemos fazê-lo. Somos educadores. Nascemos para fazer a diferença.

Muito obrigada.

Tags: , , , ,

Comentários (2)



 

 

Por Luis Carlos de Freitas

Os BRICs ou seja, os países emergentes (China, Russia, India, Brasil) desaceleraram, ainda que não estejam mortos. Entre eles, a China é a rainha destes detendo reservas de 3.5 trilhões, de um total de 5 trilhões que os BRICs acumulam. Significa que todos os outros têm 1.5 trilhão, contra 3.5 da China. Apesar disso, os PIBs patinam.

A questão é: terá esta desaceleração efeitos sobre as políticas educacionais.

Creio que sim.

E elas podem ser pelo menos de dois tipos: se for um recuo passageiro, voltará a pressão por mão de obra e por mão de obra barata. Não havendo mais bolsões no Brasil a serem explorados, terão que aumentar a produtividade e isso exige mais “qualidade” da educação (leia-se maior número de formandos). Mais gente formada, menor salário médio.

Caso seja um ciclo mais longo de recuo, teremos outros dois possíveis desdobramentos: a) a pressão por mão de obra diminui e desacelera as políticas de reforma empresarial da educação; ou b) culpar-se-á a educação pela desaceleração econômica e a pressão sobre as políticas educacionais será maior ainda (até mesmo com o apoio das manifestações da rua). Creio que será este o caminho que seguirão os reformadores empresariais.

Recentemente o cálculo do IDH abriu esta discussão. O IDH brasileiro passou de 0,52 em 1980 para 0,73 em 2012. Alguns interpretam os resultados do nosso IDH como sendo puxado para baixo pela educação. Mas note, por outro lado, não podem deixar de admitir que historicamente o impacto da educação no IDH é um dos que mais avançou nas ultimas décadas, 128%. Passamos de 2,6 anos de estudo em 1980 para 7,2 anos de estudo em 2012 (ver matéria de Delfim Neto abaixo, no entanto). Se olhamos para o impacto do aumento da renda da população, outro componente do IDH, veremos que avançou bem menos, apenas 14%, ou seja, a renda per capita passou de 7.317 dólares (em 1980) para 10.152 dólares (em 2012) – e veja-se matéria abaixo sobre concentração de renda. Ora, como pode então o ítem que mais avançou ser responsável pela redução do IDH. O terceiro item da cesta é a longevidade, a qual avançou 23% de uma expectativa de  62,5 anos de vida para 73,8 anos.

Parece claro, portanto, que são renda e condições de vida que não avançaram e que estão segurando o IDH. Quem é responsável pela renda? Os empresários que pagam os salários. Mas é mais fácil culpar a educação, ocultando as reais causas.

Como dado complementar sabemos que as pontuações nos exames nacionais refletem nível socioeconômico e quem tem maior renda aprende, em geral, mais do que os que têm menor renda.

E finalmente, como alerta o economista Delfim Neto parece haver problemas com a própria estatística:

“O problema é que o IDH incorpora indicadores defasados para poder comparar a situação dos países (hoje, 187) com a plena disponibilidade dos elementos estatísticos necessários. Isso prejudicaria o Brasil, porque a qualidade e a disponibilidade de nossos dados são melhores. É o caso, por exemplo, dos números da educação: para “uniformizar” os dados dos 187 países, o IDH foi construído com os números de 2005, o que deixa de medir os substanciais progressos que vimos obtendo desde então.”

Estatísticas… cuidado com elas!

O impacto da renda não é desprezível. O IDH do Distrito Federal é o maior do país. Mas note:

“O DF apresentou o melhor índice do país nos dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em conjunto com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP). O estudo da Codeplan revela que o componente que mais distancia o DF do restante do Brasil é a renda.”

Parece, portanto, que para melhorar o IDH seria de grande ajuda se o salário (e as condições de vida) da população melhorasse. A educação também agradeceria. Não vai bastar, mas os dados mostram que seria muito bem vinda.

Isso pode ser corroborado com o seguinte:

“Ainda que tenha evoluído neste ano, o IDH brasileiro despenca para 0,519 (desvalorização de 27,7%) quando são considerados indicadores que medem a desigualdade social.”

Parece claro que:

 “Alguns dados do IBGE revelam que o Brasil alcançou um aumento razoável nos indicadores sociais, porém não houve progresso na distribuição da renda, pois a minoria dos brasileiros possui altos salários e a maioria ganha pouco ou nada.”

Essa estória de culpar a educação pode se ampliar com a desaceleração agora dos BRICs. Este foi o caminho que os empresários seguiram nos Estados Unidos a partir da década de 80 quando a economia americana começou a desaquecer. Até hoje culpam a qualidade da educação pela queda da competividade americana na produção. Curiosamente, durante este tempo a educação foi posta sob ferrenho controle dos empresários, em especial através da Lei de Responsabilidade Educacional americana.

Portanto, não será estranho se a conversa aparecer por aqui também no momento em que um ciclo maior de desaceleração do Brasil se apresentar. Quando a economia acelera, somos culpados na área educacional por não fornecer mão de obra suficiente; quando ela desacelera somos culpados por ter diminuído a competitividade internacional.

Talvez se os economistas que estão atuando na área da educação voltassem a cuidar do seu pedaço, da economia, poderiam evitar o ciclo de desaceleração. De quebra, deixariam os educadores fazerem seu trabalho adequadamente.

————————————-

Prof.Dr.Luis Carlos de Freitas – professor da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, foi diretor da Faculdade de Educação/Unicamp. Blog Avaliação Educacional

 

Tags: , , , , ,

Comentário



 

A Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, que altera a LDB n. 9394/96, diz que as crianças com 4 anos devem ser matriculadas na Educação Infantil.

Com isso, a Educação Infantil passa a fazer parte da Educação Básica e, em função disso, terá que se organizar de uma outra forma:

- frequência - não era uma exigência, mas agora é . A criança deverá frequentar 60% do total de horas .

De modo que a escola de Educação Infantil terá que sistematizar o controle de frequência a partir de agora.

calendário escolar – A carga horária mínima de 800 horas e no mínimo 200 dias letivos, como já ocorre no ensino fundamental e médio.

Período – Para turno parcial 4 horas no mínimo e 7 h para período integral.

Aqui cuidado com os arranjos que algumas escolas fazem de pacotes de número menor de horas/dia para crianças a partir de 4 anos.

-Avaliação – A criança será avaliada, mas a recomendação é a da não retenção. As avaliações deverão ocorrer mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental.

Documentação – a Lei n.12.796/2013 solicita a expedição de documentação que permita atestar os processos de aprendizagem e desenvolvimento da criança.

Portanto, as exigências aumentam para a educação infantil e os prontuários dos alunos deverão ser melhor sistematizados.

Como as escolas de Educação Infantil são supervisionadas pelas Secretarias de Educação dos Municípios, cada secretaria certamente saberá orientar as diretoras pedagógicas e suas secretárias para que atendam estas exigências a contento.

Tags: , , ,

Comentários (81)



bear

Agora não tem jeito.

Obrigatoriamente os pais de crianças com 4 anos ou a completar até a data-corte (ler aqui a este respeito) deverão matriculá-las na Educação Infantil.

A Lei nº 12.796, de 4 de abril de 2013, que altera a LDB n. 9394/96 ,em seu artigo 4º diz que:

“educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade,organizada da seguinte forma: a) pré-escola;b) ensino fundamental; c) ensino médio;”

No artigo 6º ” É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das crianças na educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de idade”.?

Se até então a Educação Infantil era uma opção dos pais, algo mais flexível, sem exigências de frequência, a partir da Lei n.12.796 não mais.

Então, atenção pais de crianças de 4 anos ou a completar 4 anos em 2014 (daí depende do Estado e da data-corte leia aqui), caso não façam isso estarão sujeitos a multas segundo o artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a prisão segundo o artigo 246 do Código Penal.

Lei Estadual n.12.796/2013

Tags: , , ,

Comentários (4)



A partir do último 1º de maio(2013), os pais e responsáveis já possuem acesso pela internet a um “banco de vagas” que pode ser consultado para saber onde matricular os filhos em uma das unidades de ensino da rede municipal de Campinas. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Educação, com o apoio da Informática dos Municípios Associados (IMA), o programa é voltado para a educação infantil.

“A proposta é trabalhar com transparência e essa é uma forma de a sociedade também fiscalizar o que está acontecendo na educação”, frisa o prefeito Jonas Donizette.

A ferramenta, denominada “Educação Infantil perto de você”, informará onde há vagas disponíveis e, assim, evitar que os pais precisem fazer uma peregrinação desnecessária pelas unidades da rede.

O objetivo da secretária municipal de Educação, Solange Villon Kohn Pelicer, é aproximar as escolas da família e futuramente, a curto prazo, humanizar o atendimento prestado hoje. “Esse programa lançado hoje era um pedido da população”, afirma Solange.

Por meio do programa, será possível também ter um diagnóstico dinâmico da situação municipal, permitindo soluções mais ágeis e práticas. Ele apresentará um mapeamento de todas informações que são necessárias aos que desejam matricular ou transferir os seus filhos de escola.

O sistema concentra orientações, como quantidade de vagas disponíveis em cada unidade escolar, lista de espera (caso haja), faixa etária atendida, horário de funcionamento, infraestrutura, entre outros.

A busca pode ser feita on-line no endereço http://www.campinas.sp.gov.br/governo/educacao pelo nome da escola ou endereço do estabelecimento de ensino e/ou da família.

São fornecidos dados das unidades localizadas em um raio de até 2km partindo do ponto em que se fez o acesso. O sistema estará disponível a toda população inclusive para o Ministério Público, o Conselho Tutelar, a Vara da Infância e Juventude, a Câmara dos Vereadores, entre outras entidades ligadas à educação.

Tags: , , ,

Comentário



Por: SECOM

Secretarias estaduais e municipais de educação do país têm até 14 de junho para aderir ao programa

O prazo de adesão ao programa Atleta na Escola foi prorrogado. As secretarias estaduais e municipais de educação do país têm até 14 de junho para aderir ao programa. O dia 26 de junho é a data-limite para realização das etapas escolares e o dia 28 de junho o prazo final para divulgação dos resultados das competições, na página do programa na internet.

atleta

As novas datas foram ajustadas pelos ministérios da Educação, Esporte e Defesa – pastas integrantes do programa -, durante reunião de trabalho na Casa Civil, na última quarta-feira (29). O programa foi lançado no início do mês passado com o objetivo de descobrir talentos e transformá-los em atletas olímpicos. Neste ano, o foco será nas competições de atletismo. Os estudantes poderão disputar corrida de velocidade, resistência e salto.

Até agora, a parceria teve adesão de 10.878 escolas (privadas, municipais e estaduais) de 3.857 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal. Uma equipe interministerial fez a avaliação desses resultados. “No balanço, tido como positivo pelos técnicos, cerca de 70% dos municípios brasileiros, assim como 50% das escolas representantes de todos os estados já efetivaram a adesão ao programa Atleta na Escola”, esclarece o diretor de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, André Arantes.

A meta do programa é a participação de 5 milhões de alunos entre 12 e 17 anos, de 20 mil escolas. Para esses centros de ensino, o Ministério da Educação fará repasse de recursos para a realização de competições pelas escolas, municípios, estados e Distrito Federal.

Etapas- Depois da etapa escolar, as competições irão evoluir para etapas municipais, estaduais e, por fim, uma competição nacional. Após as disputas, que terminam em novembro, serão selecionados jovens para treinamento de alto rendimento.

Está prevista a implantação, em 2014, de modalidades das Paraolimpíadas Escolares, além de arremesso (atletismo), judô e vôlei. Em 2015, será a vez do basquete e do handebol. Em 2016, as lutas entram no programa de competições.

Tags: , ,

Comentário



Page 1 of 41234



  • Veja Também


    Meta