O grande objetivo da pedagogia ecológica é construir um mundo sustentável a partir do conhecimento da natureza aliada a uma visão de mundo sistêmica cujos conceitos teia dinâmica de relações, multiplicidade, interconexão e probabilidade, são absolutamente importantes para fazer um contraponto com a nossa confortável visão de mundo mecanicista/newtoniana.

A pedagogia ecológica visa transformar tanto a organização espacial/temporal da escola, como também a organização curricular, hoje possível em função da Lei de Diretrizes e Base da Educação 93.94/96. Além de forjar eco-comportamentos necessários para dar sustentabilidade ao meio ambiente nestes próximos anos.

A palestra Pedagogia Ecológica: o caminho de uma educação para um mundo sustentável  possui o seguinte enfoque:

- A visão sistêmica e a teoria da complexidade de Edgard Morin;

– Construção de conceitos: rede, multiplicidade, não-linearidade;

-A problemática do aquecimento global, mudanças climáticas;

– Conceito de lugar – eco – casa – próximo/distante;

– Os princípios norteadores do projeto político/ecológico/pedagógico da escola;

– A estrutura física de uma escola ecologicamente correta;

– Estrutura e funcionamento de uma escola ecologicamente correta;

- Perfil dos profissionais para atuarem na Eco- Escola;

– Modelo de projeto político/ecológico/pedagógico da escola;

– Modelo de Regimento Escolar para uma escola ecológica;

– Aprendizagem por Projetos Inter/Multidisciplinares para uma escola ecológica.

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Convenhamos, o Outro nos assusta. Esse Outro que não é o Mesmo que Eu é uma grande incógnita. A diferença nos assombra. Mas é preciso compreendê-la em função da inclusão escolar , hoje uma exigência da legislação de ensino.

Quem é este aluno sentado diante de mim?

Quais são os seus desejos?

Quais são as suas preocupações e motivações?

E quem é este aluno que é surdo ou aquele que é cego que possui uma singularidade de ser no mundo?

A diferença provoca o bullying?

Tentar responder essas questões não é nada fácil, no entanto, tentaremos respondê-las abordando o conceito de diferença segundo Deleuze, Guattari, Foucault, Derrida e perseguindo o entendimento sobre o aluno contextualizado no século XXI, além de apresentar a pedagogia da diferença.

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O diretor e roteirista João Jardim realizou um documentário pra lá de comovente sobre as escolas brasileiras e seus alunos adolescentes. O olho e os dedos de João não usaram de estratagemas para nos fazer sensibilizar , Pro dia nascer feliz simplesmente desnuda o que são nossas escolas públicas e privadas do Ensino Médio. A comoção vem daí, de ver sem enfeites  e de forma totalmente crua a realidade de nosso país.

Algo intrigante é a comparação entre a escola pública da periferia e a privada de bairro nobre paulistano. Esteticamente são completamente diferentes: a escola privada possui jardins e a manutenção é impecável, além dos diferentes espaços confortáveis e prazerosos , já nas públicas a pintura está a cair, o piso é de cimento exposto e falta manutenção. Mas o que intriga mesmo é o aspecto pedagógico por ser igual em ambas redes de ensino: na sala de aula carteiras perfiladas com uma mesa à frente de uma lousa verde , professor explanando o conteúdo. Não há um modo diferenciado de organizar o espaço da classe, não há quaisquer recursos tecnológicos de apoio pedagógico (lousa digital, projetor , telão e computador , etc.) Saliva, giz e lousa , mais livros didáticos compõem a metodologia de ensino. Claro que a escola privada, sobretudo a da elite, dirá, em sua defesa, que há sim momentos no laboratório de informática, dentre outras atividades que ocorrem em outros espaços, porém, a aula em si , segue o mesmo ritual desde a origem da escola.

O abandono e o descaso da escola pública são indignos. Os professores, diretores e demais profissionais da escola são abnegados ou maus profissionais para aguentarem este estado das coisas? Sim, porque trabalhar nestas condições adversas, impostas pelo sistema de ensino público deveria ser por si só um fator de recusa ao trabalho. Nessas condições- deveriam dizer os professores – recuso-me a trabalhar, vendo pipoca que, aliás, dá muito mais dinheiro e dignidade, haja vista o carrinho de pipoca do Seu Zé, da cidade de Araras, formando, todos os dias com ou sem chuva, longas filas na praça da matriz e empregando mais de seis pessoas.

Já imaginaram a seguinte situação: os professores terminam mais um dia de trabalho. Manhã seguinte: onde estão os professores? Nenhum apareceu para dar aula. E isso se prolonga por dias a fio. Ninguém sabe e ninguém viu um sequer professor. Todas de todo o território brasileiro. As escolas estão sem aula, jovens e crianças se amontoam nas ruas nos primeiros dias e depois no isolamento de suas casas. O pai ou a mãe destes alunos pedem demissão do emprego para cuidar dos filhos e ensinar algo na própria casa.

Mas veja por outro ângulo: os professores chegam às escolas e o que aconteceu com os alunos? Sumiram. Nenhum para contar a história. Os professores tentam , em vão, por vários dias e chega uma determinada hora desistem de esperar os alunos e seguem para as suas casas. Primeiro impacto: dois milhões de professores desempregados, além das centenas de diretores, secretários de educação , coordenadores , funcionários de todos os escalões dos governos municipais , estaduais e federais; faculdades de pedagogia param de funcionar porque não é preciso formar pedagogos e tampouco licenciados, não há alunos para aprender.

E o que seria do nosso país  se caso apenas uma dessas  possibilidades não fossem fruto da minha diabólica imaginação ?

Assistam o documentário mais do que bem-vindo no link abaixo. São 9 partes!

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21
jul

Abaixo as 10 escolas paulistas cujos alunos obtiveram entre 749,70 pontos e 702,5 pontos, os melhores do ENEM 2009.

1º lugar  -São Paulo – privada –Colégio Vértice UNID II =  749,70

2º lugar -Campinas – privada – Integral Colégio Alphaville =    739,15

3º lugarSão Paulo – privada –Colégio Móbile = 729, 76

4º lugar-Itatiba – privada – Colégio Integral = 723,72

5º lugarSão Paulo – privada – Colégio Santa Cruz = 715,17

6º lugarSão Paulo – privada – Colégio Bandeirantes = 712,57

7º lugar -Taubaté – privada – Colégio Objetivo Junior = 710,06

8º lugar -São José dos Campos – privada-  Col Eng Juarez S B Wanderley – 708,26

9º lugar- São Paulo – federal – Instituto Federal de Ciência e Tecnologia = 707,22

10º lugar – Campinas – privada- Escola Comunitária de Campinas = 702,5

Dando uma volta em todo o Estado de São Paulo as notas acima foram as melhores que encontrei: os alunos que obtiveram estas notas estudaram em 4 colégios privados da capital paulista, 1 colégio federal também da capital , 1 colégio de Itatiba, 2 de Campinas, 1 de São José dos Campos e 1 de Taubaté.  Nenhum estadual.

 É interessante observar que das 1.809 escolas particulares, 3.583 estaduais, 3 federais e 56 municipais que participaram do ENEM 2009, refiro-me as do Estado de São Paulo, portanto, 5.451 escolas,  apenas os alunos de 10 delas, isto é , 0,18% tenham conseguido atingir a média de 74% a 70% do exame. Parece-me pouco. Não há ,na média das escolas, 80% de aprovação no exame e, tampouco, 90%. Estranho isso, não é mesmo?

 É estranho porque nas décadas de 60 e 70 era considerado bom aluno aquele que atingia notas 80, 90 e 100. A nota 70 nada tinha de extraordinário. As medalhas iam para os alunos 100 e os de nota 90 pegavam o segundo lugar. Mas 70! A nota 70 era um consolo porque estava acima da média 50 e 60 : você não era mediano.

Mas tudo mudou. Escolas privadas caríssimas, a meu ver, não conseguem fazer com que a média de seus alunos do 3º Médio atinja os pontos 800, 850 ou 900.  O que está acontecendo?

 1)       Talvez a nossa sociedade tenha se tornado permissiva, muito flexível e os alunos não conseguem foco, não possuem o mínimo de disciplina necessária para o estudo. Se o professor exigir um mínimo necessário  os alunos reclamam e os pais idem;

 2)       Por outro lado, é possível que as aulas possuam o mesmo formato daquelas do meu tempo, sim, aquelas do século passado, século XX, da década de 60 e 70: professor na lousa explanando o conteúdo e nós alunos participando em silêncio da aula;

 3)       Ou o exame está complexo, exigindo algo que os alunos não estão preparados;

 4)       Ou ainda a escola não está entendendo do que se trata o ENEM e é levada, por intermédio de suas apostilas e sistemas de ensino, a investir nos exames vestibulares que ainda teimam em existir;

 De qualquer modo, como dizia Hamlet, há algo de podre no reino da Dinamarca, não resta dúvida.

 E as escolas públicas?  Ficam para amanhã !

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