O Enem – Exame Nacional de Ensino Médio – mudou e está sendo utilizado por 15 universidades federais, 2 universidades estaduais e 18 institutos federais de educação,ciência e tecnologia, por intermédio de um Sistema de Seleção Unificada (SiSu).

O que isso significa?

Que seu aluno participa do ENEM e depois, já de posse de sua nota, inscreve-se no SiSu e ,ao fazer isso, as instituições de ensino superior públicas selecionam este seu aluno por intermédio dos pontos que obteve no ENEM. Isso significa que seu aluno terá uma chance enorme de ingressar em uma instituição pública de ensino superior porque estará disputando vagas em todo o país.

Tempos atrás, isso era inviável porque cada instituição de ensino superior tinha seu próprio vestibular e não seria possível para o seu aluno efetivar inscrições em todas elas em função da distância, da concomitância de datas de exames e da soma do investimento financeiro.

O bacana é que haverá um intercâmbio grande de jovens pelo país porque a restrição territorial foi eliminada.

Isso significa também que o Ensino Médio de sua escola precisa ser eficaz e significativo para o seu aluno que concorrerá com outros alunos de todo o país. Então, não basta a sua escola atingir a média da nota de sua cidade, será preciso mais do que isso.

Se os alunos de sua escola, por exemplo, localizada em Botucatu, atingiram a média de 586,62 pontos, mas os alunos de São Paulo estão com média de 620,90 significa que seus alunos, embora estando entre os melhores da sua cidade, estão abaixo dos alunos da capital e, numa disputa nacional, ficarão com as piores vagas.

Por isso, é fundamental que as escolas reconheçam a necessidade de re-significar seus currículos e metodologias de ensino para que seja garantida a qualidade de ensino para seus alunos.

Confira quais são as instituições participantes do SisU e que selecionam novos estudantes exclusivamente pela nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2009.:

Região Norte

Universidades Federais

Universidade Federal do Amazonas
Fundação Universidade Federal de Rondônia

Institutos Federais
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima

Região Sudeste

Universidades Federais

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeio
Universidade Federal de São João del Rei
Universidade Federal de São Paulo
Universidade Federal de Lavras
Universidade Federal de Alfenas
Universidade Federal de Itajubá. Unifei
Fundação Universidade Federal do ABC

Universidade Estadual

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (RJ)

Institutos Federais

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro

CEFEF

Cefet Celso Suckow da Fonseca (RJ)

Outra

Escola Nacional de Ciências Estatísticas (RJ)

Região Centro Oeste

Universidade Federal

Universidade Federal de Mato Grosso

Institutos Federais

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasilia
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins
Fundação Universidade Federal do Tocantins

Região Nordeste

Universidade Estadual

Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas

Universidades Federais

Universidade Federal do Maranhão
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Universidade Federal do Piauí
Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Institutos Federais

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Rio Grande do Norte
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Maranhão
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Alagoas
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe

Região Sul

Universidade Estadual

Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (URGS)

Universidades Federais

Universidade Federal de Pelotas
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Fundação Universidade Federal do Pampa (Unipampa)

Institutos Federais

Instituto Federal de Educação,Ciência e Tecnologia de Farroupilha
Instituto Federal de Educação,Ciência e Tecnologia de Santa Catarina
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense

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22
Jul

1º   lugar  Integral Alphaville – privada – 739,75

2º   lugar  Comunitária – privada – 702,32

3º   lugar  Instituto Educacional Imaculada  – privada –  688,40

4º   lugar  Colégio Integral  – privada –  686,28

5º   lugar  Colégio Integral Uni  – privada – 675,43

6º   lugar  Colégio Progresso  – privada – 675,18

7º   lugar  Colégio Rio Branco  – privada – 673,56

8º   lugar  Anglo Unidade Taquaral  – privada – 667,26

9º   lugar  Colégio Objetivo de Campinas – privada –  667,03

10º lugar  Colégio D.Barreto – privada –  666,08

Os alunos destas escolas atingiram a média de pontos descritos acima. Como é possível notar, as dez melhores são da rede privada de ensino.

Os alunos das escolas estaduais que mais se destacaram são:

11º lugar  COTUCA – Colégio Técnico da Unicamp – Campinas – 665,55

18º lugar  Escola Técnica Estadual Prof.Antonio Prado – 647,25

22º lugar  Escola Técnica Estadual Bento Quirino – 631,91

31º lugar  Prof.João Lourenço Rodrigues – 580,30

É interessante notar que a pontuação dos alunos destas escolas públicas são maiores do que algumas escolas privadas. A pontuação dos alunos das escolas privadas em Campinas variaram entre 739,75, a melhor, e 543,28, a pior , portanto, os alunos das escolas públicas listadas acima, na média, estão melhores do que os alunos de 22 escolas particulares.

O fato dos alunos de quatro escolas públicas estaduais superarem no ENEM 2009 os alunos de 22 escolas particulares é muito bom porque demonstra que é possível atingir um ensino de qualidade nas escolas públicas por intermédio de um bom     trabalho pedagógico, mas por outro lado, é preocupante porque escolas privadas, muitas delas com altas mensalidades, que em Campinas variam entre R$ 500,00 a R$ 800,00, não estão acertando a mão no Ensino Médio.

Talvez, para justificar, dirão que as três melhores escolas públicas são técnicas, mas qual seria a diferença?  Escolas técnicas ou não devem proporcionar aos alunos a melhor qualidade de ensino.

Tomara que o ENEM sirva de orientação para todas as escolas e em especial para as particulares (alvo aqui deste meu post ) no sentido de (re)significar o projeto pedagógico do Ensino Médio e que possa, sobretudo, provocar inquietações nos professores, nos coordenadores e diretores pedagógicos, juntamente com seus respectivos mantenedores, deslocando-os da zona de conforto rumo a melhoria do processo de ensino/aprendizagem. Alunos, pais e a sociedade brasileira agradecerão tal iniciativa.

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21
Jul

Abaixo as 10 escolas paulistas cujos alunos obtiveram entre 749,70 pontos e 702,5 pontos, os melhores do ENEM 2009.

1º lugar  -São Paulo – privada –Colégio Vértice UNID II =  749,70

2º lugarCampinas – privada – Integral Colégio Alphaville =    739,15

3º lugarSão Paulo – privada –Colégio Móbile = 729, 76

4º lugarItatiba – privada – Colégio Integral = 723,72

5º lugarSão Paulo – privada – Colégio Santa Cruz = 715,17

6º lugarSão Paulo – privada – Colégio Bandeirantes = 712,57

7º lugar Taubaté – privada – Colégio Objetivo Junior = 710,06

8º lugarSão José dos Campos – privada-  Col Eng Juarez S B Wanderley – 708,26

9º lugarSão Paulo – federal – Instituto Federal de Ciência e Tecnologia = 707,22

10º lugar – Campinas – privada- Escola Comunitária de Campinas = 702,5

Dando uma volta em todo o Estado de São Paulo as notas acima foram as melhores que encontrei: os alunos que obtiveram estas notas estudaram em 4 colégios privados da capital paulista, 1 colégio federal também da capital , 1 colégio de Itatiba, 2 de Campinas, 1 de São José dos Campos e 1 de Taubaté.  Nenhum estadual.

 É interessante observar que das 1.809 escolas particulares, 3.583 estaduais, 3 federais e 56 municipais que participaram do ENEM 2009, refiro-me as do Estado de São Paulo, portanto, 5.451 escolas,  apenas os alunos de 10 delas, isto é , 0,18% tenham conseguido atingir a média de 74% a 70% do exame. Parece-me pouco. Não há ,na média das escolas, 80% de aprovação no exame e, tampouco, 90%. Estranho isso, não é mesmo?

 É estranho porque nas décadas de 60 e 70 era considerado bom aluno aquele que atingia notas 80, 90 e 100. A nota 70 nada tinha de extraordinário. As medalhas iam para os alunos 100 e os de nota 90 pegavam o segundo lugar. Mas 70! A nota 70 era um consolo porque estava acima da média 50 e 60 : você não era mediano.

Mas tudo mudou. Escolas privadas caríssimas, a meu ver, não conseguem fazer com que a média de seus alunos do 3º Médio atinja os pontos 800, 850 ou 900.  O que está acontecendo?

 1)       Talvez a nossa sociedade tenha se tornado permissiva, muito flexível e os alunos não conseguem foco, não possuem o mínimo de disciplina necessária para o estudo. Se o professor exigir um mínimo necessário  os alunos reclamam e os pais idem;

 2)       Por outro lado, é possível que as aulas possuam o mesmo formato daquelas do meu tempo, sim, aquelas do século passado, século XX, da década de 60 e 70: professor na lousa explanando o conteúdo e nós alunos participando em silêncio da aula;

 3)       Ou o exame está complexo, exigindo algo que os alunos não estão preparados;

 4)       Ou ainda a escola não está entendendo do que se trata o ENEM e é levada, por intermédio de suas apostilas e sistemas de ensino, a investir nos exames vestibulares que ainda teimam em existir;

 De qualquer modo, como dizia Hamlet, há algo de podre no reino da Dinamarca, não resta dúvida.

 E as escolas públicas?  Ficam para amanhã !

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