No computador nosso de cada dia há alguns softwares que são preciosas ferramentas para elaboração de uma aula:

internet

Trata-se aqui de aprender a lidar com eles para enriquecer as atividades escolares dos alunos.

Este workshop é ministrada em laboratório de informática para que os professores possam aprender de forma prática a manipular estes recursos tecnológicos.

Ótima atividade para compor o planejamento  !

Contrate : centrodestudos@centrodestudos.com.br

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Você já sonhou em estudar, trabalhar ou mesmo poder matricular o seu filho no Ensino Médio em uma escola que não tem nota, nem disciplinas isoladas, nem exame final e, tampouco, aulas que o professor fica a falar diante dos alunos  perfilados em suas carteiras ?

Uma escola de período integral , cujas manhãs são reservadas para o ensino mais teórico, digamos assim , e à tarde para as oficinas práticas que o próprio aluno escolhe , com no máximo 30 alunos por sala ?

Você já sonhou com uma escola cujo o objetivo maior é o de desenvolver a personalidade do aluno, ajudando-o a descobrir o ramo de atividade para o qual tem vocação, preparando-o para enfrentar um mundo difícil e em constante mutação ?

Uma escola que professores não ficam apavorados com a cola porque as avaliações tem consulta livre: o aluno pode recorrer a anotações, cadernos, mapas e livros porque o importante é o processo de estudo e não o erro e a decoreba?

E você já sonhou em estudar em uma escola que mesmo após 40 anos ela ainda permaneça viva em seu coração e em suas lembranças, de tal forma que você sentiu forte necessidade de  reencontrar com os seus colegas de turma e com seus ex-professores para com eles criar uma associação cuja missão é mantê-la viva na história da educação brasileira?

E você já sonhou com tudo isso ocorrendo em uma escola pública?

Pois não é que tudo isso já existiu?

Nos anos 60, do século XX, foram criados os Ginásios Vocacionais primeiramente em São Paulo, Americana e Batatais e depois em Barretos, Rio Claro e São Caetano do Sul. Leia um trecho de um artigo de José Hamilton Ribeiro que saiu na Revista Realidade em abril de 1967 (o artigo na íntegra você poderá ler aqui)

“Os cinco ginásios vocacionais em funcionamento estão localizados em Batatais, Barretos, Rio Claro, Americana e São Paulo (Brooklin). Cada um tem um programa de estudo adaptado à sua cidade, por exemplo, Americana, fundada por americanos, os alunos de primeira série podem começar o ano estudando a Guerra de Secessão do Estados Unidos. Enquanto isso, no ginásio de Batatais, os mesmos alunos de primeira série estão iniciando as atividades em volta de um quadro de Portinari: o pintor nasceu na região (Brodósqui) e deixou muitas obras espalhadas pela cidade, já em Barretos tudo pode ter seu começo numa fazenda, à beira de um curral de zebus.”

Nos Ginásios Vocacionais estudaram mais de 8 mil alunos entre os filhos da elite paulistana e de operários, mas exatamente em 12 de dezembro de 1969 policiais invadiram as seis escolas prendendo professores e pais de alunos e decretando o fim dos colégios vocacionais.

Toda essa história está contida no documentário Sete Vidas eu Tivesse… dirigido por José Maurício de Oliveira, da turma de 63 do GEVOA, em homenagem a diretora Maria Nilde Mascellani

As instituições de ensino podem pedir uma cópia de outros documentários a respeito , como Vocacional Uma Aventura Humana visando exibí-las para seus professores e alunos por intermédio da GVive -Associação de Ex-alunos, Ex-Colaboradores e Amigos do Sistema de Ensino Vocacional do Estado de São Paulo –  gvive@gvive.org.br

Uma ótima opção para o planejamento do ano letivo de 2014.

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Todo professor deveria ser como Rita Pierson.

Toda escola deveria contar com inúmeras Ritas Piersons em seu quadro docente.

Rita Pierson é o que minha mãe foi um dia: uma professora apaixonada pelo  ofício do magistério!

Rita Pierson sabe que o ensino/aprendizagem só podem ocorrer dentro de um relacionamento e de conexões de afeto  e de incentivo.

Não há como ensinar e aprender se falta empatia.

Um professor apaixonado que se torna um campeão para seu aluno é mais importante  do que qualquer método pedagógico porque fará a diferença.

Leiam a transcrição e assistam a palestra da professora Rita Pierson no TED.

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Por: Rita Pierson – Toda criança precisa de um campeão

Eu passei a minha vida toda na Escola,ou no caminho para a Escola, ou a falar do que acontece na Escola. Os meus pais eram ambos professores, os meus avós maternos eram professores, e nos últimos 40 anos, eu tenho feito o mesmo. E assim, é desnecessário dizer que ao longo destes anos tive a oportunidade de olhar para as reformas educativas de várias perspetivas. Algumas dessas reformas foram boas. Algumas delas não foram tão boas. E nós sabemos porque é que as crianças desistem da escola. Sabemos porque é que as crianças não aprendem. Ou é pobreza, falta de assiduidade, ou influências negativas. Nós sabemos porquê. Mas uma das coisas que nunca discutimos ou raramente discutimos é o valor e a importância da ligação humana, de relacionamentos.

James Comer diz que nenhuma aprendizagem significante pode ocorrer sem existir um forte relacionamento. George Washington Carver diz que toda a aprendizagem passa por entender os relacionamentos. Toda a gente nesta sala foi influenciado por um professor ou um adulto. Durante anos, tenho observado pessoas a ensinar. Assisti aos melhores e também a alguns dos piores.

Um dia, uma colega disse-me: “Não me pagam para eu gostar das crianças. “Pagam-me para ensinar uma lição. “As crianças devem aprendê-la. “Eu devo ensinar. Eles devem aprender. Caso encerrado.”

Bem, disse-lhe: “Sabes, as crianças não aprendem com pessoas de quem não gostam.”

(Risos) (Aplausos)

Ao que ela respondeu: “Isso é um disparate.”

E eu respondi-lhe: “Bem, querida, o teu ano letivo vai ser longo “e árduo.”

Desnecessário será dizer que foi. Algumas pessoas pensam que ou se é capaz de construir um relacionamento ou não. Eu penso que Stephen Covey tinha razão. Ele disse que se deve juntar algumas coisas simples, como, primeiro procurar compreender em vez de ser compreendido, coisas simples como pedir desculpa. Já pensaram sobre isto? Peçam desculpa a uma criança, elas entram em choque.

Uma vez dei uma lição sobre rácios. Eu não sou muito boa a Matemática, mas estava a trabalhar nisso. Voltei e consultei o Livro do Professor. E tinha ensinado mal a lição toda. (Risos)

Quando voltei à aula no dia seguinte, disse: “Olhem meninos, tenho que vos pedir desculpa. “Ensinei-vos mal a lição toda. “Sinto muito.”

Eles responderam:”Não há problema, Prof.ª Pierson. “A professora estava tão animada que a deixámos continuar.” (Risos) (Aplausos)

Eu tive turmas com um nível tão baixo, tão academicamente deficientes que chorei. Perguntava-me: “Como vou levar este grupo “em nove meses “de onde estão até onde precisam de estar?” E foi difícil. Foi terrivelmente duro. Como é que elevo a autoestima duma criança e o seu desempenho académico ao mesmo tempo?

Um ano ocorreu-me uma ideia brilhante. Disse a todos os meus alunos, “Vocês foram escolhidos para estar na minha turma “porque eu sou a melhor professora “e vocês os melhores alunos. “Eles juntaram-nos “para podermos mostrar a toda a gente como se faz.”

Um dos alunos disse: “A sério?” (Risos)

Eu respondi: “A sério. Temos que mostrar às outras turmas “como se faz, por isso, quando andarmos pelos corredores, “as pessoas vão reparar em nós, vocês não podem fazer barulho. “Devem apenas mostrar-se.” E disse-lhes para dizerem: “Eu sou alguém. “Eu era alguém quando entrei. “Serei uma pessoa melhor quando sair. “Eu sou poderoso e eu sou forte. “Eu mereço a educação que recebo. “Eu tenho coisas para fazer, “pessoas para impressionar, “e lugares a visitar.”

E eles disseram: “Sim!”

Se o disserem durante tempo suficiente começa a tornar-se parte de vocês.

E assim — (Aplausos) Dei-lhes um questionário com 20 perguntas, Um aluno falhou 18. Eu coloquei “+2″ no teste dele e desenhei um grande sorriso.

Ele perguntou-me: “Prof.ª. Pierson, isto é um Fraco?”

E eu respondi: “Sim.”

E ele disse: “Então porque pôs um sorriso?”

Eu disse: “Porque estás bem encaminhado. “Tiveste duas certas. Não as falhaste todas.” E disse: “E quando revirmos isto, “não farás melhor?”

E ele respondeu: “Sim, senhora, posso fazer melhor.”

Sabem, “-18″ suga-vos a vitalidade toda. “+2″ diz: “Não fui mau de todo.” (Risos) (Aplausos)

Durante anos, observei a minha mãe a usar o tempo pessoal para revisões, em visitas ao domicílio à tarde, a comprar pentes, escovas, manteiga de amendoim e biscoitos que punha na gaveta da secretária para crianças que precisavam de comer, e uma toalha, algum sabão para aquelas que não cheirassem tão bem. É difícil ensinar crianças que cheiram mal. E as crianças conseguem ser cruéis. E ela guardava essas coisas na secretária, e anos mais tarde, depois de se reformar, vi essas mesmas crianças a virem dizerem-lhe: “Sabe, Prof.ª. Walker, “a senhora fez a diferença na minha vida. “Fez com que as coisas resultassem comigo. “Fez-me sentir que eu era alguém, “quando eu sabia, lá no fundo, que não era. “E eu quero que veja no que me tornei.”

E quando a minha mãe morreu, há dois anos, aos 92, compareceram tantos ex-alunos no seu funeral, que os meus olhos se encheram de lágrimas, não por ela ter partido, mas por ela ter deixado um legado de relacionamentos que nunca poderiam desaparecer.

Podemos dispor-nos a ter mais relacionamentos? Absolutamente. Gostaremos de todas as nossas crianças? Claro que não. E vocês sabem que os miúdos mais difíceis nunca faltam. (Risos) Nunca. Não gostamos deles todos, mas os mais difíceis por alguma razão aparecem. São as ligações. São os relacionamentos. E ainda que não gostemos deles todos, o segredo é que eles nunca o percebam. Os professores tornam-se grandes atores e atrizes e vamos trabalhar quando não nos apetece, e ouvimos as políticas que não fazem sentido, e mesmo assim ensinamos. Mesmo assim ensinamos, porque é isso que fazemos.

Ensinar e aprender deve proporcionar alegria. Quão poderoso seria o nosso mundo se tivéssemos crianças sem medo de correr riscos, sem medo de pensar e que tivessem um herói? Cada criança merece um herói, um adulto que nunca desista deles, que perceba o poder das ligações, e que insista que eles se tornem no melhor que podem ser.

Este trabalho é duro? Acreditem que é. Oh Deus, acreditem que é. Mas não é impossível. Podemos fazê-lo. Somos educadores. Nascemos para fazer a diferença.

Muito obrigada.

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Sir Ken Robinson sublinha 3 princípios cruciais para que a mente humana floresça — e como a atual cultura da educação trabalha contra isso. Em uma conversa engraçada e incitante, ele nos conta como sair do vale da morte educacional que enfrentamos agora, e como nutrir nossas gerações mais jovens com um clima de possibilidade.

Abaixo assista a sua palestra no TED:

Transcrição da palestra:

Eu me mudei para a América há 12 anos com minha esposa Terry e nossos dois filhos. Na verdade, nós de fato nos mudamos para Los Angeles — (Risos) pensando que estávamos nos mudando para a América, mas de qualquer forma, é uma viagem curta de Los Angeles para a América.

Cheguei aqui há 12 anos, e quando eu cheguei, fui informado sobre várias coisas tipo, “americanos não entendem ironia.” Já se deparou com esta ideia? Não é verdadeira. Eu viajei toda a extensão deste país e não encontrei provas de que os americanos não entendem ironia. É um desses mitos culturais, do tipo, “britânicos são reservados.” Eu não sei por que as pessoas pensam isso. Nós invadimos todos os países que encontramos. (Risos) Mas não é verdade que americanos não entendam ironia. Mas quero apenas que vocês saibam que isso é o que as pessoas estão falando de vocês pelas costas. Sabem, quando você deixa salas-de-estar na Europa, as pessoas dizem, felizmente, ninguém foi irônico na sua presença.

Mas eu sabia que americanos entendiam ironia quando me deparei com a legislação Nenhuma Criança Deixada para Trás. Porque quem quer que tenha pensado neste título entende ironia. não é, porque — (Risos)(Aplausos) — porque está deixando milhões de crianças para trás. Agora posso ver que não é um nome muito atraente para legislação: Milhões de Crianças Deixadas para Trás. Compreendo isso. Qual é o plano? Bem, nós propomos deixar milhões de crianças para trás, e eis aqui como vai funcionar.

E está funcionando lindamente. Em algumas partes do país, 60% das crianças abandonam o segundo grau. Em comunidades de Nativos Americanos, são 80% das crianças. Se nós usarmos a metade desse número, uma estimativa seria que criaria um ganho líquido para a economia dos EUA por mais de 10 anos de cerca de um trillão de dólares. Do ponto de vista econômico, esta é uma boa matemática, não é, devemos fazer isso? Na verdade custa muito caro para limpar os danos da crise do abandono.

Mas a crise de abandono é apenas a ponta do iceberg. O que isso não conta são todas as crianças que estão na escola mas desengajadas dela, que não gostam dela, que não recebem nenhum benefício real dela.

E a razão não é que não se esteja gastando dinheiro suficiente. A América gasta mais dinheiro em educação do que a maioria dos países. Os tamanhos das turmas são menores do que em muitos países. E há centenas de iniciativas todos os anos para tentar melhorar a educação. O problema é, está tudo indo na direção errada. Há três princípios no qual a vida humana floresce. e eles são contraditos pela cultura da educação na qual a maioria dos professores tem de trabalhar e a maioria dos estudantes tem de enfrentar.

O primeiro é que os seres humanos são naturalmente diferentes e diversos.

Posso lhes perguntar, quantos de vocês tem seus próprios filhos? OK. Ou netos. Dois filhos ou mais? Certo. E o restante de vocês viram essas crianças. (Risos) Pessoas pequenas perambulando por aí. Vou fazer uma aposta, e estou seguro que vou ganhar essa aposta. Se você tem dois filhos ou mais, aposto que eles são completamente diferentes um do outro. Não são? Não são? (Aplausos) Você nunca iria confundí-los, iria? Tipo, “qual deles você é? Relembre-me. Sua mãe e eu vamos introduzir um sistema de codificação de cores, assim não ficaremos confusos.”

Educação sob o Nenhuma Criança Deixada para Trás é baseado não na diversidade, mas na conformidade. O que as escolas encorajam a fazer é descobrir o que crianças podem fazer através de um espectro estreito de realização. Um dos efeitos do Nenhuma Criança é Deixada para Trás tem sido estreitar o foco das chamadas disciplinas de tronco. Elas são muito importantes. Não estou aqui para argumentar contra a ciência e matemática. Pelo contrário, elas são necessárias, mas não são suficientes. Uma educação real tem de dar peso igual para as artes, humanidades, educação física. Uma enorme quantidade de crianças, desculpa, obrigado – (Aplausos) Uma estimativa na América atualmente é que algo em torno de 10% das crianças, indo por esse caminho, estão sendo diagnosticadas com várias transtornos sob um amplo título de distúrbio de déficit de atenção. DDA. Não estou dizendo que não exista tal coisa. Eu apenas não acredito que haja uma epidemia como esta. Se colocar crianças sentadas, horas seguidas, fazendo trabalhos de baixa complexidade, não se surpreenda se elas começarem a ficar inquietas, sabiam? (Risos)(Aplausos) Crianças não estão, na maior parte das vezes, sofrendo de transtornos psicológicos. Elas estão sofrendo de criancice. (Risos) E eu sei disto porque eu passei o início da minha vida sendo criança. E passei pela coisa toda. Crianças se desenvolvem melhor com um curriculum mais amplo que celebre seus vários talentos, não apenas uma pequena parcela deles. E a propósito, as artes não são importantes apenas porque melhoram as notas em matemática. Elas são importantes porque falam a partes do ser da criança que de outra forma seriam intocáveis.

Segundo, obrigado — (Aplausos)

O segundo princípio que leva uma vida a desabrochar é a curiosidade. Se conseguir acender a fagulha da curiosidade em uma criança ela aprenderá sem auxílio extra, muito frequentemente. Crianças são aprendizes naturais. É realmente uma conquista colocar essa habilidade para fora, ou reprimí-la. A curiosidade é o motor da conquista. A razão pela qual eu digo isso é porque um dos efeitos da cultura atual daqui, se posso dizer isso, tem sido des-profissionalizar professores. Não há sistema no mundo ou qualquer escola no país que seja melhor do que os professores. Os professores são o sangue que traz vida ao sucesso das escolas. Mas o magistério é uma profissão criativa. O magistério, adequadamente concebido, não é um sistema de entrega. Sabem, você não está lá apenas para passar adiante a informação recebida. Grandes professores fazem isso, mas o que grandes professores também orientam, estimulam, provocam, engajam. Vejam, no final, a educação é sobre aprendizado. Se não há aprendizado acontecendo, não há educação acontecendo, E as pessoas podem passar um tempo enorme discutindo educação sem nunca discutir o aprendizado. O ponto principal da educação é fazer as pessoas aprenderem.

Um amigo meu, um velho amigo — na verdade muito velho, já faleceu. (Risos) Tão velho quanto possível, eu receio. Mas ele foi um cara maravilhoso, filósofo maravilhoso. Ele costumava falar sobre a diferença entre tarefa e a realização dos sentidos dos verbos. Sabem, você pode estar engajado na realização de algo mas não necessariamente realizando isso. como na dieta. É um exemplo muito bom, Lá está ele. Está fazendo dieta. Está perdendo algum peso? Não está. Magistério é uma palavra como essa. Você pode dizer, “Lá está a Deborah, ela está na sala 34, ela está ensinando.” Mas se ninguém estiver aprendendo alguma coisa, ela pode estar engajada na tarefa de ensinar mas não necessariamente conseguindo isso.

O papel de um professor é facilitar o aprendizado. É isso. E parte do problmena é, acho eu, que a cultura dominante da educação tem colocado esforço não no ensinar e aprender, mas no testar. Testar é importante. Testes padronizados tem seu espaço. Mas eles não deveriam ser a cultura dominante da educação. Eles deveriam ser um diagnóstico. Eles deveriam auxiliar. (Aplausos) Se eu for a um exame médico, Eu quero alguns testes padrões. Eu os faço. Eu quero saber qual é o meu nível de colesterol comparado ao de outras pessoas na escala padrão. Eu não quero ser informado sobre uma escala que meu médico inventou no carro.

“Seu colesterol é o que eu chamo de Nível Laranja.”

“Sério? Isso é bom?” “Nós não sabemos.”

Mas tudo isso deveria embasar o ensinamento. Não deveria obstruí-lo. o que na verdade frequentemente faz. Então no lugar da curiosidade, o que nós temos é a cultura da conformidade. Nossas crianças e professores são encorajados a seguir algorítimos de rotina em vez de incitar o poder da imaginação e da curiosidade. E o terceiro princípio é esse: que a vida humana é inerentemente criativa. É por isso que todos nós temos curriculuns diferentes. Nós criamos nossas vidas, e nós podemos recriá-las a medida que passamos por elas. É a moeda corrente de ser um ser humano. É por isso que a cultura humana é tão interessante, diversa e dinâmica. Quero dizer, outros animais podem bem ter imaginação e criatividade, mas não está tão em evidência, está, quanto a nossa? Isto é, você pode ter um cachorro. E seu cachorro pode ficar deprimido. Sabem, ele não ouve Radiohead, ouve? (Risos) E se senta e fica olhando para fora da janela com uma garrafa de Jack Daniels. (Risos)

E você diz, “Você gostaria de dar uma caminhada?”

Ele diz, “Não, estou bem. Você vai. Eu espero. Mas tire fotos.”

Todos nós criamos nossas próprias vidas através desse processo incansável de imaginar alternativas e possibilidades, e um dos papéis da educação é despertar e desenvolver esses poderes de criatividade. Em vez disso, o que nós temos é uma cultura de padronização.

Não tem de ser dessa maneira. Realmente não tem. A Finlândia geralmente lidera em matemática, ciências e leitura. Agora, nós só sabemos que é isso que eles fazem bem porque isso é tudo que está sendo testado atualmente. Esse é um dos problemas do teste. Eles não levam em consideração outras coisas que são tão importantes quanto. A questão sobre trabalho na Finlândia é este: eles não são obsessivos sobre essas disciplinas. Eles têm uma abordagem bem ampla para a educaçäo que inclui humanidades, educação física, e as artes.

Segundo, não há padronização de testes na Finlândia. quero dizer, há um pouco, mas não é isso que faz as pessoas se levantarem pela manhã. Não é isso que as mantém em suas escrivaninhas.

E terceira coisa, e eu estive em uma reunião recentemente com algumas pessoas da Finlândia, finlandeses na verdade, e alguém do sistema americano estava dizendo para as pessoas da Finlândia, “O que vocês fazem a respeito da taxa de abandono na Finlândia?”

E todos eles pareciam um pouco confusos e disseram “Bem, nós não temos uma. Por que você abandonaria? Se as pessoas estão com problemas, nos aproximamos rapidamente e as ajudamos e as apoiamos.”

As pessoas sempre dizem, “Bem, você sabe, você não pode comparar a Finlândia à América.”

Não. Eu acho que há uma população de cerca de cinco milhões na Finlândia. Mas você pode compará-la um um estado na América. Muitos estados na Amércia tem menos pessoas do que isso. Quero dizer. Eu estive em alguns estados na América e eu era a única pessoa lá. (Risos) Verdade. Verdade. Pediram-me para apagar a luz quando saísse. (Risos)

Mas o que todos os sistemas de alto-desempenho no mundo fazem é o que não é óbvio atualmente, infelizmente, entre os sistemas na América — Quero dizer, como um todo. Um é esse: Eles individualizam o ensino e a aprendizagem. Eles reconhecem que há estudantes que estão aprendendo e o sistema tem que engajá-los, suas curiosidades, suas individualidades, e suas criatividades. É como você os leva a aprender.

O segundo é que eles atribuem um status muito alto para a profissão de professor. Eles reconhecem que você não consegue melhorar a educação se não tiver ótimas pessoas para ensinar e se não continuar a dar-lhes apoio constante e desenvolvimento profissional. Investimento no desenvolvimento profissional não é caro. É um investimento, e todos os outros países que estão obtendo sucesso sabem disso, quer seja a Austrália, Canadá, Coréia do Sul, Cingapura, Hong Kong ou Shangai. Eles sabem disso.

E o terceiro é, eles delegam responsabilidade para a escola para que o trabalho seja feito. Vejam, há uma grande diferença aqui entre entrar em um modo de comando e controle em educação — É isso o que acontece em alguns sistemas. governos centrais decidem ou governos estaduais decidem eles sabem mais e eles lhes dirão o que fazer. O problema é que a educação não vai as salas de comitês de nossos prédios legislativos. Ela acontece nas salas de aula e escolas, e as pessoas que a fazem acontecer são os professores e os alunos, e se você remover seus critérios, ela pára de funcionar. Você tem que devolvê-la às pessoas. (Aplausos)

Há um trabalho maravilhos acontecendo neste país. Mas devo dizer, está acontecendo apesar da cultura dominante da educação, não por causa dela. É como pessoas estivessem navegando com o vento contrário o tempo todo. E a razão eu acho que é esta: que muitas das atuais políticas estão baseadas em concepções mecanicistas de educação. É como se a educação fosse um processo industrial que pode ser melhorado apenas por ter melhores dados, e em algum lugar, eu acho, no fundo da consciência de alguns políticos está a ideia de que se nós ajustarmos bem o suficiente, se apenas acertarmos, tudo evoluirá perfeitamente no futuro. Não irá, nunca aconteceu isso.

O ponto é que a educação não é um sistema mecânico. É um sistema humano. É sobre pessoas, pessoas que tanto querem aprender ou que não querem aprender. Cada estudante que abandona a escola tem uma razão para isso que está enraizada em sua própria biografia. Eles podem achar chato. Podem achar irrelevante. Podem achar que está em desacordo com a vida que eles vivem fora da escola. Há tendências, mas as estórias são sempre únicas. Estive recentemente em uma reunião em Los Angeles — são chamados de programas alternativos de educação. Estes programas são elaborados para trazer crianças de volta a educação. Há alguns características comuns. Eles são muito personalizados. Eles tem forte apoio dos professores, conexões próximas com a comunidade e um curriculum amplo e diversificado, e frequentemente os programas envolvem estudantes fora da escola assim como dentro da escola. E eles trabalham. O que é interessante para mim, essas são chamadas “educação alternativa.” Sabiam? E todas as provas do mundo todo são, se todos nós tivéssemos feito isso, não haveria necessidade de alternativa. (Aplausos)

Então acredito que nós temos que abraçar uma metáfora diferente. Nós temos que reconhecer que esse é um sistema humano, e há condições sob as quais as pessoas prosperam, e condições sob as quais elas não prosperam. Nós somos afinal de contas criaturas orgânicas, e a cultura da escola é absolutamente essencial. Cultura é um termo orgânico, não é?

Não muito longe de onde eu moro há um lugar chamado Vale da Morte. Vale da Morte é o lugar mais quente e seco na América, e nada cresce lá. Nada cresce lá porque não chove. Daí, Vale da Morte. No inverno de 2004, choveu no Vale da Morte. 17cm de chuva caíram por um período muito curto. E no verão de 2005, houve um fenômeno. Todo os solo do Vale da Morte estava carpetado com flores por um período. Isso prova que o Vale da Morte não está morto. Está dormindo. Logo abaixo da superfície existem estas sementes de possibilidade esperando pelas condições certas para brotarem, e com sistemas orgânicos, se as condições forem propícias a vida é inevitável. Acontece o tempo todo. Você pega uma área, uma escola, um distrito, você modifica as condições, dá às pessoas um sentido de possibilidade diferente, um conjunto de expectativas diferentes, uma ampla gama de oportunidades, você estima e valoriza o relacionamento entre professores e aprendizes, você oferece às pessoas o critério para serem criativas e para inovarem no que fazem, e escolas que uma vez foram privadas desabrocharão para a vida.

Grandes líderes sabem disso. O papel verdadeiro da liderança na educação — e acredito ser verdadeiro na esfera nacional, na esfera estadual, e na esfera escolar– não é e não deve ser comandar e controlar. O papel verdadeiro da liderança é controlar o clima, criando um clima de possibilidade. E se você fizer isso, as pessoas se erguerão e alcançarão coisas que você sequer havia previsto e não poderia ter imaginado.

A uma citação maravilhosa de Benhamin Franklin. “Há três tipos de pessoas no mundo: Aquelas que são imóveis, pessoas que não se movem, não querem fazê-lo, e farão qualquer coisa a esse respeito. Há pessoas que são móveis, pessoas que veem a necessidade de mudança e estão preparadas para ouví-la. E há pessoas que se movem, pessoas que fazem as coisas acontecerem.” E se nós pudermos encorajar mais pessoas, esse será o movimento. E se o movimento for forte o suficiente, será, no melhor sentido da palavra, uma revolução. E é isso que nós precisamos.

Muito obrigado. (Aplausos) Muito obrigado. (Aplausos)

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A Dra. Temple Grandin ,uma norte-americana de sucesso e professora de zootecnia da Universidade Estadual do Colorado, é autista e sua vida foi retratada recentemente em filme protagonizado pela atriz Claire Danes.

O filme Temple Grandin é muito bacana porque mostra um modo diferente de ver o mundo: por imagens conectadas. Assista o trailler do filme aqui . Vale a pena conferir!

Este modo de ver o mundo fez com que a Dra.Temple Grandin projetasse um equipamento de mobilidade e movimentação do gado utilizado por várias empresas norte-americanas.

Deixo que a própria Dra. Temple Grandin fale sobre o autismo , palestra proferida no TED. Animador e vibrante saber que é possível vencer o autismo.

Temple Grandin:

O mundo necessita de todos os tipos de mentes

Penso que vou começar por falar um pouco sobre o que é autismo, exatamente. Autismo abrange um espectro muito amplo que vai do muito severo, no qual a criança permanece não verbal, até aos mais brilhantes cientistas e engenheiros. Na verdade sinto-me em casa aqui porque há muitos genes do autismo nesta sala.

É um espectro abrangente de características. Quando um “nerd” se revela ser um Asperger, que não é nada mais do que um grau leve de autismo? Quero dizer, o Einstein, o Mozart e o Tesla (Nikola), seriam todos provavelmente diagnosticados como sendo do espectro autista hoje em dia. E uma das coisas que realmente me vai preocupar é tornar estas crianças naqueles que vão inventar as coisas ligadas às energias do futuro.

E agora quero falar com vocês sobre as diferentes formas de pensar. Vocês tem que se afastar da linguagem verbal. Eu penso em imagens. Eu não penso em linguagem. Então, o que acontece numa mente autista é que se foca nos detalhes. Ok, este é um teste no qual vocês têm de descobrir as letras grandes, ou descobrir as letras pequenas. E o pensamento autista descobre as letras pequenas mais rapidamente.

O que acontece é que o cérebro normal ignora os detalhes. Bem, se vocês estiverem a construir uma ponte, os detalhes são muito importantes porque a ponte pode cair se vocês ignorarem os detalhes E uma das minhas maiores preocupações com as práticas estabelecidas hoje em dia é que as coisas estão a ficar demasiado abstratas. As pessoas estão deixando de colocar as mãos à obra. Preocupa-me que muitas escolas tenham retirado as disciplinas práticas porque artes e disciplinas do gênero essas eram as disciplinas em que eu era excelente.

Ok, no meu trabalho com o gado eu reparei em certos pormenores que a maior parte das pessoas não nota e que fazem o gado entrar em pânico. Como, por exemplo, esta bandeira a flutuar ao vento, exatamente em frente às instalações do veterinário. O gado estava no pátio de alimentação quase a destruir as instalações veterinárias por completo e tudo o que eles precisavam de fazer era mudar a bandeira de lugar. Movimentos rápidos, contraste. No início dos anos 70, eu desloquei-me às cabines de contenção ver o que é que o gado via. As pessoas pensavam que era uma loucura. Um casaco pendurado numa cerca assustava-os. Assustavam-se com as sombras, com uma mangueira que estivesse no chão.

Na verdade eu adorei o filme, a maneira como eles duplicaram os meus proje tos todos. É o meu lado “geek”. Os meus desenhos também desempenharam um papel no filme. Já agora, chama-se Temple Grandin, não Pensando em Imagens.

Então, como é pensar em imagens? É literalmente ver filmes na nossa cabeça. O meu cérebro funciona como o Google para Imagens. Bem, quando eu era uma criança não sabia que a minha forma de pensar era diferente. Eu pensava que toda a gente pensava em imagens. E quando escrevi o meu livro, Pensando em Imagens, comecei a perguntar às pessoas como é que elas pensam. E fiquei muito chocada por descobrir que o meu pensamento a minha forma de pensar é muito diferente. Por exemplo, se disser “Pensem numa torre de igreja” a maior parte tem uma imagem mais ou menos generalizadas de uma torre. Bem, se calhar nesta sala isto não se aplica, mas é verdade em muitos outros lugares. Eu só vejo imagens específicas. Elas aparecem na minha memória, como se esta fosse o Google para Imagens. E no filme, fizeram uma cena excelente onde a palavra “sapato” é dita, e um monte de sapatos dos anos 50 e 60 começam a aparecer na minha imaginação.

Ok, esta é a igreja da minha infância. É específico. Aqui estão mais umas, em Fort Collins. Ok, que tal umas igrejas famosas? E elas continuam a aparecer, mais ou menos assim. Muito rapidamente, como o Google para Imagens. E aparecem uma de cada vez E eu fico a pensar, ok, podemos ver se neva ou se vai trovejar e eu posso editar essas imagens e fazer um vídeo delas.

Ora bem, o pensamento visual é um bem essencial no meu trabalho em desenhar instalações para o manejo de gado. E tenho trabalhado arduamente em melhorar a forma como o gado é tratado nos matadouros. Não vos vou mostrar aqui nenhuns slides de matadouros horríveis. Tenho essas coisas no Youtube, se quiserem ver. Mas, uma das coisas que consegui fazer no meu trabalho de design foi a de literalmente fazer um teste de funcionamento a uma peça de equipamento no meu cérebro, como se fosse um sistema computorizado de realidade virtual. E aqui temos uma vista aérea da recriação de um dos meus projetos que foi utilizado no filme. Tem um ar tão espetacular! E também havia muitas pessoas com Asperger e com autismo, a trabalhar ali no set de filmagem. (Risos) Mas uma das coisas que realmente me preocupa, é qual é a versão mais novas daquelas pessoas. Eles não vão parar a Silicon Valley, que é onde eles pertecem. (Risos) (Aplausos)

Bem, uma das coisas que aprendi quando era nova, porque como não era muito sociável, foi que tinha de vender o meu trabalho e não a mim mesma. E a forma como vendi trabalhos na área da pecuária bem, eu mostrei os meus desenhos, mostrei imagens das coisas. Outra coisa que me ajudou em criança foi, bem, nos anos 50 ensinavam-nos a ter maneiras. Ensinavam-nos que não podemos tirar a mercadoria das prateleiras da loja e deixá-la espalhada por todo o lado.

Bem, quando os crianças chegam ao terceiro ou quarto ano, já se nota que este miúdo vai ser um pensador visual, porque desenha perspectivas. Bem, eu quero enfatizar que nem todos os miúdos autistas vão ser pensadores visuais. Bem, eu fiz este TAC há uns bons anos e costumava fazer piadas por eu ter um cabo gigantesco de ligação à internet profundamente incorporado no meu cortex visual. Aqui temos a ressonância magnética. E o meu cabo gigantesco de ligação à internet tem o dobro do tamanho comparado com o de controle. As linhas vermelhas são minhas e as linhas azuis são de uma pessoa com o mesmo sexo e idade que serve de controle. E podem ver, eu tenho uma linha gigantesca e a linha do controle que está aqui, a azul geralmente tem uma linha bem pequena.

E algumas pesquisas estão agora a demonstrar que as pessoas no espectro geralmente pensam com o córtex visual primário. Bem, o que se passa, é que o pensador visual tem um cérebro único. Estão a ver, o cérebro autista tem tendência a ser um cérebro especializado. Excelente numa coisa, muito mau noutra coisa qualquer. A coisa em que eu era muito má era em álgebra. E nunca me permitiram estudar geometria ou trigonometria. Foi um erro gigantesco. Tenho encontrado muitos miúdos que não precisam de estudar álgebra, precisam de ir diretamente para a geometria e trigonometria.

Bem, outro gênero de cérebro é do pensador por padrões. Mais abstratos. São estes os vossos engenheiros, os vossos programadores de computadores. Aqui temos um padrão de pensamento. Está ali um louva-a-deus que é feito de uma única folha de papel, sem uso de fita cola, e sem cortes. E como fundo temos o padrão que serve para o fazer. Estes são os tipos diferentes de pensamento, os pensadores visuais foto realísticos, como eu. Pensadores por padrões, músicos e matemáticos. Alguns destes têm muitas vezes problemas em ler. Vocês podem encontrar este tipo de problema em crianças que sofrem de disléxia. Podem ver estas formas diferentes de pensar. E depois há a mente verbal. Estes sabem fatos sobre todos os assuntos.

Ora, outra coisas são os problemas sensoriais. Eu estava muito preocupada por ter de usar este aparelho na minha cara. E vim para cá uma hora mais cedo para que eu pusessem habituar-me com ele. A produção dobrou-o para não me bater no queixo. A parte sensorial é um problema. Algumas crianças ficam incomodadas com luzes fluorescentes. Outros têm problemas relacionados com a sensibilidade ao som. Percebem, há sempre variantes.

Bem, pensar visualmente deu-me uma perspectiva do cérebro dos animais. Porque, pensem nisto. Um animal é um pensador baseado nos sentidos não é verbal. Pensa em imagens. Pensa em sons. Pensa em cheiros. Pensem em quanta informação existe na boca de incêndio local. Ele sabe quem esteve lá, quando esteve lá, se é um amigo ou inimigo, se é alguém com quem ele pode acasalar. Há uma tonelada de informação naquela boca de incêndio. É uma informação muito detalhada. E observar todo este tipo de detalhes deu-me bastante perspectiva sobre os animais.

Bem, a mente animal, bem como a minha mente armazena a informação baseada nos sentidos em categorias. Homem a cavalo, e homem a pé, vemos isso como duas coisas totalmente diferentes. Se tiverem um cavalo que foi maltratado pelo cavaleiro. Eles vão ter um comportamento normal com o veterinário e com o ferreiro, mas ele nunca vos deixará montá-lo. E se virmos outro cavalo, outro que tenha sido maltratado pelo ferreiro ele será terrível para tarefas no chão, com o veterinário, mas vai deixar o cavaleiro montá-lo. O gado age da mesma forma, Homem a cavalo, homem a pé, são duas coisas completamente diferentes. Sabem, é uma imagem diferente. Bem, eu quero que vocês pensem no quão específico isto é.

Agora, esta capacidade de armazenar informação por categorias, encontro muita gente que não é muito boa a fazê-lo. Quando estou a tentar resolver problemas de equipamentos, ou problemas com qualquer coisa numa fábrica, parece que eles não conseguem descobrir, “Será que a formação profissional que dou está errada?” Ou “passa-se alguma coisa de errado com o equipamento?” Noutras palavras, arquivam o problema de equipamento, no mesmo sítio dos problemas com as pessoas. Encontro muita gente que tem dificuldade em categorizar corretamente. Bem, imaginemos que eu descubro que é um problema de equipamento. É um problema pequeno, alguma coisa simples que posso arranjar? Ou o problema está no design inteiro do sistema? As pessoas têm muita dificuldade em descobrir isso.

Tomemos, por exemplo uma coisa como resolver problemas para tornar os aviões mais seguros. Sim, eu sou passageira com muitas horas de voo. Eu viajo muito, e muito de avião, e se eu trabalhasse na FAA (Federal Aviation Administration), qual seria a coisa a que faria muita observação direta? Seria às caudas dos aviões. Sabem, cinco dos acidentes de avião nos últimos 20 anos, aconteceram porque ou cauda saltou completamente, ou porque o trem de aterragem se partiu dentro da cauda de uma forma qualquer. O problema está nas caudas, pura e simplesmente. E quando os pilotos andam à volta do avião, pois adivinhem? Eles não conseguem ver o que se passa dentro da cauda do avião. Sabem, agora que penso nisto tudo, estou a lembrar-me de muita quantidade de informação específica. É específico. Então, estão a ver, eu penso ao contrário do normal. Primeiro pego nas peças pequenas, e depois junto-as todas como se fossem um puzzle.

Ora, imaginemos um cavalo que tem um medo mortal de vaqueiros que usam chapéus pretos. Foi maltratado por alguém que usava um chapéu preto de vaqueiro. Se forem chapéus brancos, não há problema nenhum. Ora, o que se passa é que no futuro o mundo vai precisar de todos estes cérebros diferentes a trabalhar juntos. Temos de trabalhar no desenvolvimento de todos estes tipos de pensadores. E uma coisa que me põem completamente louca, quando viajo pelo mundo e faço conferências sobre autismo é que encontro muitos miúdos geeks muito inteligentes. E eles não são muito sociáveis. E ninguém trabalha para desenvolver os seus interesses em coisas como a ciência.

E isto leva-me a falar do meu professor de ciências. O meu professor de ciências é deliciosamente ilustrado no filme. Eu era uma estudante meio tonta. E quando fui para a secundária eu não queria ligava nada aos estudos. Até ter aulas de ciências com o Professor Carlock. No filme a personagem dele é o Dr. Carlock. E ele desafiou-me para tentar compreender o funcionamento de uma sala de ilusão de óptica. E vocês têm de fazer isto pelos vossos filhos, mostrar-lhes coisas interessantes. Sabem, uma das coisas que eu pensei que talvez o TED devesse fazer era dizer a todas as escolas que há grandes conferências no TED e que há uma quantidade enorme de informação na internet, para motivar estes miúdos. Porque eu encontro estes miúdos inteligentes e meio geeks, e os professores do midwest, e de outras partes do país, aquelas zonas afastadas das zonas tecnológicas, eles não sabem o que fazer com estes miúdos! E estão a dirigi-los para caminhos errados.

A questão é que vocês podem moldar o cérebro de forma a que a mente seja mais pensativa e cognitiva. Ou podem molda-lo de forma a ser mais sociável. E o que as pesquisas têm demonstrado no autismo, é que podem existir mais formas de ligação aqui dentro, na verdadeira mente brilhante, e que perdemos alguns circuitos sociais em troca. É uma espécie de troca entre o pensar e o ser social. E às vezes chegámos ao ponto em que a troca é tão severa que vamos encontrar uma pessoa que não é verbal. No cérebro normal humano a linguagem ofusca o pensamento visual que partilhamos com os animais.

Este é o trabalho do Dr. Bruce Miller. Ele estudou doentes com Alzheimer que sofriam de demência do lobo temporal frontal. E a demência devorou a parte linguística do cérebro e esta obra de arte foi criada por alguém que costumava instalar aparelhagens em carros. Bem, o Van Gogh não devia perceber muito de física. Mas isto é muito interessante e já foram feitos estudos que provam que este gênero de padrão em espiral neste quadro segue um modelo estatístico de turbulência. O que nos leva uma teoria muito interessante de que talvez estes padrões matemáticos estejam armazenados no nosso próprio cérebro.

E as coisas todas do Wolfram (Stephen) que eu anotei notas que me lembrei de escrever para depois as pôr em palavras que pudesse usar porque eu penso que tem de continuar nas minhas conferências sobre autismo. Temos de mostrar a estes miúdos coisas interessantes. Foram-lhes retiradas as aulas de mecânica e aulas de educação visual, e aulas de arte. Quer dizer, a disciplina em que eu era melhor na escola era arte!

Temos de pensar em todos estes tipos diferentes de pensadores. E temos mesmo de trabalhar com estes gêneros de mentes porque nós vamos precisar absolutamente deste gênero de pessoas no futuro. E falemos de empregos. Ok, o meu professor de ciência fez com que eu estudasse porque eu era meio tonta e não queria estudar. Mas sabem que mais? Eu estava a ganhar experiência profissional. Tenho conhecido muitas criancas a quem não ensinaram as coisas básicas tais como ser pontual. Eu aprendi isso quando tinha oito anos. Sabem, como ter maneiras à mesa nas festas de domingo da avó. Eu aprendi isso quanto era muito, muito nova. E quando fiz 13 anos arranjei trabalho numa modista a costurar roupa. Fiz estágios durante a faculdade. Eu construía coisas. E também tive de aprender a fazer trabalhos.

Sabem, quando era pequena, tudo o que eu queria fazer era desenhar cavalos. A minha mãe disse-me “bem, vamos desenhar outra coisa qualquer”. Eles têm de aprender a fazer outras coisas. Por exemplo, uma criança que tenha uma fixação com Legos. Ensinem-no a construir com outro tipo de materiais. O que se passa no cérebro autista é que tem tendência a fixar-se. Uma criança que adore carros de corrida, ensinem-lhe matemática usando os carros. Deixem-no descobrir em quanto tempo é que um carro de corrida percorre uma certa distância. Noutras palavras, usem essa fixação de forma a motivar a criança, é uma das coisas que nós precisamos de fazer. Eu fico muito aborrecida quando os professores, especialmente nas zonas desta parte do país, eles não sabem o que fazer com estas crianças inteligentes. Isso põem-me louca!

O que é que os pensadores visuais podem fazer quando forem adultos? Podem trabalhar em design gráfico, em todo o gênero de coisas com computadores, fotografia, design industrial. Os pensadores por padrões, esses serão aqueles que no futuro serão os vossos matemáticos, os vossos engenheiros de sistemas, os vossos programadores de computador, todos esses tipos de trabalho. E depois têm os pensadores das palavras. Eles tornam-se grandes jornalistas. E também costumam ser muito bons atores de teatro. Porque uma das coisas sobre ser autista é, eu tive de aprender as competências sociais como se aprende um papel no teatro. É como se, temos mesmo de aprender a fazê-lo.

E precisamos de trabalhar com estes estudantes. E isto leva-nos aos mentores. Sabem, o meu professor de ciências não era um professor “credenciado”. Ele era um cientista espacial da NASA. Bem, agora em alguns estados estamos a ver que se o professor for licenciado em biologia ou em química ele chega a uma escola e pode ensinar biologia ou química. Nós precisamos de fazer isso. Porque o que eu tenho visto é que os bons professores, para muitos destas crianças, estão colocados apenas nas universidades. Precisamos de pegar esses excelentes professores e trazê-los para as escolas secundárias.

Outra coisa que pode ter muitos, muitos bons resultados há muita gente que já se pode ter reformado de trabalhos nas indústrias de software e eles podem ensinar a vossa criança. E não interessa se o que ele lhes ensina é antiquado porque o que ele está a fazer é apenas acender a chama. Ele está a motivar aquela criança! E quando uma criança se sente motivada, elea vai aprender todas as coisas mais recentes. Os mentores são essenciais. Não me canso de dizer isto o que o meu professor de ciências fez por mim. E temos de ser mentores deles e contratá-los.

E se lhes oferecerem estágios nas vossas empresas, o que se passa numa mente autista aspergiana, é que vocês têm de lhes dar tarefas específicas. Não digam só “desenhem novo software”. Vocês têm de lhes dar informações muito mais específicas. “Bem, nós precisamos de um software para um telefone e tem de fazer uma função específica e só pode utilizar uma certa quantidade de memória”. É este o gênero de especificidade que precisamos.

Bem, este é o final da minha conversa. Quero agradecer a todos por terem vindo. Foi muito bom estar aqui.

(Aplausos)

Ah, tem uma pergunta para mim? Ok. (Aplausos)

(Chris Anderson) Muito obrigado por ter feito isto. Sabe, uma vez escreveu, e passo a citar, “Se por algum passo de magia, o autismo fosse erradicado da face da Terra, neste momento o homem ainda estaria em frente de uma fogueira à entrada de uma caverna.”

(Temple Grandin) Então, mas quem é que pensam que fez as primeiras lanças de pedra? O tipo com Asperger. E se vocês se vissem livres de todos os fatores genéticos do autismo o Silicon Valleu deixava de existir, e a crise energética nunca seria resolvida. (Aplausos)

(CA) Então, eu queria fazer-lhe mais umas perguntas. Mas se achar que alguma é inapropriada fica à vontade para dizer “próxima questão” Mas se estiver aqui alguém que tem um filho autista ou que conhece uma criança autista e que não consegue comunicar com eles, que conselho é que tem para lhes dar?

(TG) Bem, em primeiro lugar, temos de ter em conta a idade. Se tiverem uma criança de dois, três ou quatro anos que não fala, sem interação social, Eu tenho de insistir nisto não fiquem à espera, vão precisar pelo menos de 20 horas semanais de educação um a um. Sabem, o que se passa, é que o autismo tem vários graus. Metade das pessoas dentro do espectro nunca vão aprender a falar e esses nunca irão conseguir trabalhar no Silicon Valley, não seria uma coisa razoável para eles.

Mas depois há as crianças inteligentes e meio geeks com um toque leve de autismo e são esses que vocês têm de motivar pondo-os a fazer coisas interessantes. Eu aprendi a interagir socialmente por interesses partilhados. Eu montava a cavalo com outras crianças. Eu fiz modelos de foguetões com outras crianças, participei em laboratórios de electrônica com outras crianças e nos anos 60 fazíamos colagens com espelhos nas membranas de borracha das colunas de som, para fazer espectáculos de luzes. E nós considerávamos isso o máximo!

(CA) É uma coisa irrealista para os pais desejarem ou pensarem que aquela criança os ama, como a maioria faz e pode, ou é só um desejo.

(TG) Deixem-me dizer-vos uma coisa, aquela criança será leal. E se a vossa casa um dia estiver em chamas eles vão tirar-vos lá de dentro.

(CA) Wow. Então, quando perguntamos à maior parte das pessoas qual é a coisa que os apaixona mais, eles geralmente respondem “Os meus filhos”, ou “o meu amante”. O que é que a apaixona mais?

(TG) Eu sou apaixonada pelas coisas que faço porque vão tornar o mundo num lugar melhor. E quando ouço a mãe de uma criança autista dizer, “O meu filho foi para a faculdade graças ao seu livro ou por causa de uma das suas conferências”. Isso faz-me feliz.

Sabem, os matadouros, eu trabalhei em vários nos anos 80, eram lugares absolutamente terríveis. Eu desenvolvi uma tabela de desempenho simples para os matadouros onde se podem controlar os resultados, a quantidade de gado abatido, quantos tiveram de levar choques elétricos, quantos animais mugiram até lhes saltar a cabeça. E é muito, muito simples. Têm de observar diretamente coisas muito simples. E resultou muito bem. Fiquei muito satisfeita por notar em coisas que marcam realmente a diferença no mundo real. Precisamos de muito mais disto e muito menos de coisas abstratas. (Aplausos)

(CA) Quando estávamos a falar ao telefone, uma das coisas que disse e que me surpreendeu foi uma coisa que disse que era apaixonada por centrais de servidores. Fale-nos sobre isso.

(TG) Bem, a razão porque fiquei tão entusiasmada quando li sobre eles é por conterem conhecimento. São bibliotecas. E o conhecimento para mim é uma coisa que é extremamente valiosa. Bem, talvez porque, há 10 anos a nossa biblioteca sofreu uma inundação.E isto aconteceu antes da explosão da internet. E eu fiquei muito aborrecida porque os livros estragaram-se todos, porque o conhecimento foi destruído. E as centrais de servidores ou centrais de dados são grandes bibliotecas de conhecimento.

(CA) Temple, posso só dizer-lhe que foi excelente tê-la aqui no TED.

(TG) Ora, muito obrigada. Muito obrigada. (Aplausos)

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15
mar

 

A verdadeira origem do Coelhinho da Páscoa se dá  com a lenda da deusa pagã Eostre ou Ostara, de origem anglo-saxã, cujo animal favorito era a lebre e não o coelho.

Conta-nos a lenda que a Eostre adorava crianças e que sempre estava rodeada por elas. Para entretê-las a Deusa Eostre cantava e também fazia suas magias.

Um dia em que a Deusa Eostre estava sentada junto às crianças um pássaro surgiu e pousou em uma de suas mãos. Ela adorou a surpresa e dizendo algumas palavras mágicas o transformou em uma lebre, o animal que mais gostava. As crianças ficaram encantadas com a magia da deusa.coelhinho

Os meses se passaram e as crianças foram percebendo que a lebre estava infeliz, porque queria voar e ser pássaro novamente, pediram para a deusa Eostre que revertesse o encanto, mas a deusa, mesmo tentando de tudo,não obteve sucesso para suspender o encantamento.

Deu-se conta, no entanto, de que era preciso deixar passar o inverno para que seus poderes que estavam diminutos se restabelecessem. Quando a primavera chegou, os poderes da deusa Eostre estavam vibrantes, podendo transformar a lebre em pássaro, mas só por algum tempo porque gostava muito das lebres. E foi o que fez.

O pássaro agradeceu muito a deusa Eostre por tê-lo transformado novamente, mesmo que por alguns momentos, e para celebrar a liberdade e às crianças, botou vários ovos.

Ao ser novamente transformado em lebre pintou todos os ovos e os distribuiu por todo o mundo.

Assim nasceu a tradição do coelhinho da páscoa, coelho que distribui ovos.

A deusa Eostre era considerada a Deusa da Fertilidade, por isso que os seus símbolos eram: a lebre, que representa a fertilidade e o os ovos que significam o início de uma nova vida.

A páscoa, em inglês é Easter, origem Eostre, a deusa, originou-se de cultos pagãos que foram assimilados pela cultura judaico-cristã.

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26
out

O que é ser professor?

por Sônia R. Aranha às 8:47 em: Educação

Por: Todos pela Educação

Neste mês do professor, que reflexão você faz sobre a sua profissão?

Sou um ser que tenho nas mãos o poder de mudar uma sociedade. Sou um formador de opinião e, juntamente com meus alunos, iremos deixar nossa marca neste mundo. Iremos fazer a diferença, somos seres únicos.
Ricardo Nóbrega Lopes, de Mombaça (CE)


Hoje, qual é o maior desafio da carreira de um professor?

Creio que um dos maiores desafios do professor hoje é ensinar um aluno desinteressado e sem motivação. Primeiro, o professor precisa falar sobre a importância da Educação para a vida do aluno, para depois ensinar outros conteúdos.
Maria Isabel Amphilo, de Sorocaba (SP)


Ser ouvido hoje em dia é o maior desafio que o professor enfrenta dentro da sala. A mídia que usamos (a nossa fala) não é mais interessante para os alunos que vivem na era digital.
Natalia Marinho, de Belo Horizonte (MG)


O maior desafio do professor hoje não é ensinar, pois isso ele faz com maestria. O maior desafio do professor é ser ouvido… Influência faz toda a diferença. Mestres: não desistam de seus pupilos…
Aline Marcelo Ferreira, Estrela d’Oeste (SP)


O desafio é se atualizar na carreira, ou seja, fazer cursos extras com o salário de professor.
Andréa Ramires, de Guarulhos (SP)


Eu acredito que o maior desafio está em inovar o nosso método e, principalmente, em despertar no aluno o prazer e o gosto de estar ali enquanto aluno.
Maria José Almeida, de Barra Santa Rosa (PB)


Cada região possui suas particularidades e, portanto, desafios a serem vencidos. Mas acredito que o maior deles está na terceirização da Educação, já que a família tem se eximido cada vez mais da responsabilidade de zelar pela boa formação de seus filhos, além da perda de referência do que é esta boa formação… Cada vez mais os professores são cobrados em áreas que não possuem formação (há de ser psicólogo, entender de casos médicos, ter habilidade e muitas vezes prestar serviço como assistente social) além, claro, de suas demais responsabilidades, que a cada ano aumentam burocraticamente.
Luciana Pena, de Campinas (SP)


O maior desafio para um professor de hoje é provar para a sociedade o valor do conhecimento. Atualmente os valores estão deturpados e o conhecimento e os desenvolvimentos sócio-cognitivo e afetivo têm perdido lugar para o consumismo e as atividades ilícitas.
Edilaine Renata Crepaldi Ribeiro, de Cambé (PR)


Qual é a melhor hora do seu dia como professor?

Quando atuava na Educação Infantil, era a hora da rodinha, o momento inicial das aulas, pois era a hora de conhecer mais o aluno e de explicar como seria toda a rotina da aula diariamente. Nesse momento, as crianças se emocionam, expressam-se à vontade, riem muito e também estreitam a relação com o professor. Hoje, atuando na universidade, considero a hora mais interessante o momento da avaliação, quando leio as anotações finais que eles colocaram no portfólio a respeito de cada aula e percebo o crescimento crítico e intelectual sobre as políticas educacionais na Educação. É muito gratificante!
Joelma Fernandes, de Boa Vista (RR)


Quando olho meus alunos e vejo seus olhos brilhando, demonstrando alegria com a minha presença.
Zezé Bruno, de Quissamã (RJ)


O melhor momento é aquele em que estamos aprendendo. Ser professor é estar sempre em aprendizado, pois o conhecimento deve gerar mudança.
Daniel Nogueira, de Campo Grande (MS)


Pra mim, o melhor momento é quando abro para as perguntas dos alunos. Nada como uma aula que suscita interação, inquietação, questionamentos…
Maria Genaina Reder, de São Pedro da Aldeia (RJ)


A melhor hora é quando vemos que conseguimos formar cidadãos críticos e autônomos, expressando sua opinião. É nessa hora que vejo que meu trabalho faz a diferença neste país!
Perla Oliveira Guimarães, de São Paulo (SP)


Quando sempre fico em dúvida em como será minha aula. Dá-se aí uma vontade de querer sempre mais e melhor.
Erick Souza, de Ribeirão Pires (SP)


Quando chego à escola e vou encontrando os sorrisos pelo caminho.
Elizete Coelho Pinheiro, de Vitória da Conquista (BA)


Quando entro nas salas e os alunos vêm me abraçar felizes porque a aula de história começou.
Karina de Figueiredo, de São Paulo (SP)


*Depoimentos editados pelo Todos Pela Educação

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Dia 28/05/2012 foi realizado em São Paulo o I Encontro Paulista sobre Judicialização das Relações Escolares. Compareceram 50 participantes entre mantenedores, diretores  e secretários escolares de colégios particulares de São Paulo, Santos, São Bernardo, São Roque, Ribeirão Preto, Sorocaba, Osasco e Diadema.

Abaixo drops das palestrsa por ordem de apresentação: Profa. Sônia Maria Aranha, Dra.Claudia Hakim e Dra Maria de Jesus Carvalho Lourenço:

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As escolas estão a enfrentar um novo desafio: o da judicialização das relações escolares. Um fenômeno que tem crescido a olhos vistos , principalmente nos últimos anos. Segundo os Chrispinos*, isso se deve a várias causas, mas o mais importante, a meu ver, é a fragilidade do diálogo entre escola , de um lado, e de pais e alunos de outro.

A escola com sua tradição de encastelamento e , portanto, com pouca ou nenhuma disposição para o ouvir, não tem aberto as portas para uma busca efetiva de soluções para os problemas escolares e , em muitos casos, negligenciam até a legislação vigente , razão pela qual os pais de alunos acabam buscando a intervenção do Judiciário.

Este fenômeno que pipoca em todo o canto do país é fruto de um dos momentos mais vigorosos de nossa democracia, momento este que consolida tanto os direitos sociais como os individuais. De modo que temos uma geração de pais, entre trinta a quarenta anos , de diferentes classes sociais, que encontram nos Ministérios Públicos, na Procuradoria da Justiça da Infância e da Juventude , na Defensoria Pública e nos Tribunais de Justiça parceiros que garantem os direitos constitucionais de seus filhos. Este encontro entre o cidadão comum e a Justiça é também possível em função da internet que viabiliza o acesso a legislação , as redes sociais e as informações antes trancadas a sete chaves.

Este cenário gera nas escolas muita perplexidade, razão pela qual é preciso que gestores escolares conheçam a legislação e promovam formação de seu quadro docente a respeito deste assunto, que não é novo, mas que atualmente insiste em bater à porta da escola, objetivando lembrá-la que o ensino democrático deve ser constitutivo do projeto político/pedagógico de qualquer escola.

Atualmente quais seriam os casos mais comuns de ação da justiça no interior da escola?

Matrícula – data-corte limite para ingresso no 1º ano do ensino fundamental bateu o recorde de mandados de segurança e conquistas de liminares no início do ano de 2012. São centenas no Estado de São Paulo tanto que o Ministério Público Federal em São Paulo impetrou ação civil pública condenando a União e a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo a flexibilizar a data-corte atrelando-a a um laudo psicopedagógico. Muito antes disso impetrou ação civil pública de igual teor o Ministério Público Federal em Pernambuco, Alagoas, Vitória da Conquista, Salvador , Feira de Santana, Guanambi, Brusque e Uberlândia.

Aceleração de estudos – crianças comprovadamente superdotadas impedidas de prosseguir os estudos em séries mais adiantadas só conquistando esse direito expresso em legislação (LDB 9394/96 , Lei de Educação Especial, ECA , Constituição Federal, dentre outras) com mandado de segurança.

Briga e/ou acidentes no interior da escola - crianças que são feridas (fratura de dentes, fratura de braço, etc) no pátio ou na sala de aula em conseqüência de briga e/ou acidentes são indenizadas por dano material, moral e estético pois o estabelecimento de ensino tem a responsabilidade pela guarda e vigilância porque a criança tem o direito de ser resguardado em sua incolumidade física, enquanto estiver nas dependências da escola .

Há outros tantos como constrangimento público, vítima de maus tratos , agressões físicas, dentre outros .

Já ouço ao fundo as lamúrias sobre a ênfase dada aos direitos dos alunos . Acalmem-se , porque os deveres também são objeto da justiça e da escola como bem esclareceu Chloris Casagrande Justen**:

“saber respeitar a autoridade, conhecendo sua importância e atendendo seus limites é um dos objetivos a serem alcançados no processo educacional para a cidadania. Por essa razão, o aluno deve aprender os seus limites e os que envolvem a autoridade, em convivência social equilibrada. O tratamento pedagógico às atitudes incorretas do aluno deve-se iniciar no exato momento da primeira ação inadequada ao relacionamento respeitoso, com ações apropriadas à verdadeira compreensão do papel do aluno e do professor, a fim de evitar situações de agressões, autoritarismo ou anarquia.”

De modo que cabe a escola introduzir seus alunos na vida cidadã, iniciando os estudos sobre direitos e deveres por intermédio do Regimento Escolar , a norma mais próxima do aluno, seguido da Constituição Federal , passando pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, dentre outras normas, deliberações e resoluções. Mas é preciso que professores, gestores, alunos e suas famílias retomem o protagonismo da educação escolarizada seguindo alguns caminhos que os Chrispinos indicam para evitar que o Judiciário conduza as soluções dos problemas educacionais .Seguem alguns deles:

“• a organização da comunidade escolar visando a uma gestão democrática em que participem alunos, professores, gestores e comunidade na discussão de temas realmente relevantes;

• a profissionalização da gestão escolar, reestruturando os documentos e rotinas a fim de não se fragilizar frente à nova ordem de direitos e deveres

• a ênfase na aprendizagem e não no processo de ensino, retornando o foco ao sujeito principal do sistema, que é o aluno e sua aprendizagem;

•a busca pelo significado dos conteúdos apresentados aos estudantes, na tentativa de tornar a sua estada na sala de aula emoldurada de algum prazer na arte de aprender, favorecendo o oficio de ensinar;

•a certeza de que a autoridade do professor é um fato e que será exercida com respeito ao aluno, aos colegas e à profissão docente;

• a re-colocação do conhecimento como patrimônio individual inalienável e verdadeiro instrumento de mobilidade social;

• a busca pela quebra do circulo vicioso em que todos os que freqüentam a escola, alunos e professores, o fazem por absoluta falta de alternativa;

• a construção da certeza de que a escola pode voltar a ocupar o papel que lhe cabe na sociedade do conhecimento que se instala.”

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* CHRISPINO, A.; CHRISPINO, R. S. A judicialização das relações escolares e a responsabilidade civil dos educadores. Disponível em : http://www.scielo.br/pdf/ensaio/v16n58/a02v1658.pdf
** JUSTEN, C. C. O Estatuto da Criança e do Adolescente e a instituição escolar. Curitiba: Secretaria de Estado da Educação do Paraná, 1993

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A superdotação de crianças é uma questão que as escolas não sabem lidar porque , em geral, estão tão preocupadas com o déficit disso e daquilo que crianças super dotadas passam completamente desapercebidas ou neglicenciadas.

A Dra. Claudia Hakim , membro do Conselho Brasileiro de Superdotação , indicou os colégios que melhor lidam com crianças superdotadas.
Recomendo a leitura aqui – Blog Mãe de Crianças Superdotadas

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