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jul

Por Andréa Martinelli

Escrito pela jornalista Adriana Carranca, Malala – A menina que queria ir para a escola (Companhia das Letrinhas, R$ 29,90), inaugura um novo gênero que foi batizado de “livro-reportagem para crianças”. Carranca viajou até o vale do Swat, no Paquistão, e conta de forma didática como era a vida da menina que ficou conhecida por defender o direito à educação, sofreu um atentado por isso, e sobreviveu para contar. Hoje Malala é ativista na ONU e dona de um prêmio Nobel da Paz.

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“Ali havia príncipes, guerreiros, rainhas. Havia os vilões, que eram os homens barbudos das montanhas. Tinha o sonho da menina que queria ser alguém, mas não pela via do casamento. Tudo isso em um vale que parecia encantado. Fui percebendo como tudo seria interessante para as crianças”, disse Adriana para O Globo.

Além de Malala, outros títulos publicados colaboram para que a discussão sobre direitos humanos no dia a dia com as crianças se torne frequente — com histórias que vão muuuuuuito além dos contos de fadas e histórias para dormir.

Clique aqui e conheça  13 deles para você escolher e ler nas férias com seus filhos:http://www.brasilpost.com.br/2015/05/23/criancas-direitos_n_7425480.html

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Escolas atenção!

O ensino de direitos humanos estão expressos na RESOLUÇÃO Nº 1, DE 30 DE MAIO DE 2012, por isso devem constar do conteudo programático da escola.

Fundamental este estudo diante dos últimos e lastimáveis acontecimentos  que ferem os direitos humanos constantemente.

Segue a RESOLUÇÃO Nº 1, DE 30 DE MAIO DE 2012:

O Presidente do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições
legais e tendo em vista o disposto nas Leis nos 9.131, de 24 de novembro de 1995, e 9.394, de 20 de dezembro de 1996, com fundamento no Parecer CNE/CP nº 8/2012,homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU de 30 de maio de 2012,

CONSIDERANDO o que dispõe a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948; a Declaração das Nações Unidas sobre a Educação e Formação em Direitos Humanos (Resolução A/66/137/2011); a Constituição Federal de 1988; a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996); o Programa Mundial de Educação em Direitos Humanos (PMEDH 2005/2014), o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3/Decreto nº 7.037/2009); o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH/2006); e as diretrizes nacionais emanadas pelo Conselho Nacional de Educação, bem como outros documentos nacionais e internacionais que visem assegurar o direito à educação a todos(as),

RESOLVE:

Art. 1º A presente Resolução estabelece as Diretrizes Nacionais para a
Educação em Direitos Humanos (EDH) a serem observadas pelos sistemas de ensino e suas instituições.

Art. 2º A Educação em Direitos Humanos, um dos eixos fundamentais do
direito à educação, refere-se ao uso de concepções e práticas educativas fundadas nos Direitos Humanos e em seus processos de promoção, proteção, defesa e aplicação na vida cotidiana e cidadã de sujeitos de direitos e de responsabilidades individuais e coletivas.

§ 1º Os Direitos Humanos, internacionalmente reconhecidos como um
conjunto de direitos civis, políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais, sejam eles individuais, coletivos, transindividuais ou difusos, referem-se à necessidade de igualdade e de defesa da dignidade humana.

§ 2º Aos sistemas de ensino e suas instituições cabe a efetivação da Educação
em Direitos Humanos, implicando a adoção sistemática dessas diretrizes por todos(as) os(as) envolvidos(as) nos processos educacionais.

Art. 3º A Educação em Direitos Humanos, com a finalidade de promover a
educação para a mudança e a transformação social, fundamenta-se nos seguintes princípios:

I – dignidade humana;
II – igualdade de direitos;
III – reconhecimento e valorização das diferenças e das diversidades;
IV – laicidade do Estado;
V – democracia na educação;
(*) Resolução CNE/CP 1/2012. Diário Oficial da União, Brasília, 31 de maio de 2012 – Seção 1 – p. 48.
VI – transversalidade, vivência e globalidade; e
VII – sustentabilidade socioambiental.

Art. 4º A Educação em Direitos Humanos como processo sistemático e
multidimensional, orientador da formação integral dos sujeitos de direitos, articula-se às seguintes dimensões:

I – apreensão de conhecimentos historicamente construídos sobre direitos
humanos e a sua relação com os contextos internacional, nacional e local;

II – afirmação de valores, atitudes e práticas sociais que expressem a cultura
dos direitos humanos em todos os espaços da sociedade;

III – formação de uma consciência cidadã capaz de se fazer presente em níveis
cognitivo, social, cultural e político;

IV – desenvolvimento de processos metodológicos participativos e de
construção coletiva, utilizando linguagens e materiais didáticos contextualizados; e

V – fortalecimento de práticas individuais e sociais que gerem ações e
instrumentos em favor da promoção, da proteção e da defesa dos direitos humanos, bem como da reparação das diferentes formas de violação de direitos.

Art. 5º A Educação em Direitos Humanos tem como objetivo central a
formação para a vida e para a convivência, no exercício cotidiano dos Direitos Humanos como forma de vida e de organização social, política, econômica e cultural nos níveis regionais, nacionais e planetário.

§ 1º Este objetivo deverá orientar os sistemas de ensino e suas instituições no
que se refere ao planejamento e ao desenvolvimento de ações de Educação em Direitos Humanos adequadas às necessidades, às características biopsicossociais e culturais dos diferentes sujeitos e seus contextos.

§ 2º Os Conselhos de Educação definirão estratégias de acompanhamento das
ações de Educação em Direitos Humanos.

Art. 6º A Educação em Direitos Humanos, de modo transversal, deverá ser
considerada na construção dos Projetos Político-Pedagógicos (PPP); dos Regimentos Escolares; dos Planos de Desenvolvimento Institucionais (PDI); dos Programas Pedagógicos de Curso (PPC) das Instituições de Educação Superior; dos materiais didáticos e pedagógicos; do modelo de ensino, pesquisa e extensão; de gestão, bem como dos diferentes processos de
avaliação.

Art. 7º A inserção dos conhecimentos concernentes à Educação em Direitos
Humanos na organização dos currículos da Educação Básica e da Educação Superior poderá ocorrer das seguintes formas:

I – pela transversalidade, por meio de temas relacionados aos Direitos Humanos e tratados interdisciplinarmente;

II – como um conteúdo específico de uma das disciplinas já existentes no
currículo escolar;

III – de maneira mista, ou seja, combinando transversalidade e disciplinaridade.

Parágrafo único. Outras formas de inserção da Educação em Direitos Humanos poderão ainda ser admitidas na organização curricular das instituições educativas desde que observadas as especificidades dos níveis e modalidades da Educação Nacional.

Art. 8º A Educação em Direitos Humanos deverá orientar a formação inicial e
continuada de todos(as) os(as) profissionais da educação, sendo componente curricular obrigatório nos cursos destinados a esses profissionais.

Art. 9º A Educação em Direitos Humanos deverá estar presente na formação
inicial e continuada de todos(as) os(as) profissionais das diferentes áreas do conhecimento.

Art. 10. Os sistemas de ensino e as instituições de pesquisa deverão fomentar e divulgar estudos e experiências bem sucedidas realizados na área dos Direitos Humanos e da Educação em Direitos Humanos.

Art. 11. Os sistemas de ensino deverão criar políticas de produção de materiais didáticos e paradidáticos, tendo como princípios orientadores os Direitos Humanos e, por extensão, a Educação em Direitos Humanos.

Art. 12. As Instituições de Educação Superior estimularão ações de extensão
voltadas para a promoção de Direitos Humanos, em diálogo com os segmentos sociais em situação de exclusão social e violação de direitos, assim como com os movimentos sociais e a gestão pública.

Art. 13. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.

ANTONIO CARLOS CARUSO RONCA

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Em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), a Secretaria de Educação Continuada do Ministério da Educação realiza, a partir desta quarta-feira (17), em Brasília (DF), o 1º Colóquio de Educação em Direitos Humanos no Enfrentamento das Violências.

Durante o encontro, que será realizado no Hotel Nacional, serão organizados grupos de trabalho e mesas de debate para discutir formas de utilizar a Educação em Direitos Humanos como forma de prevenir a violência no ambiente escolar. Até sexta-feira (19), os organizadores esperam traçar planos de ação de Educação em Direitos Humanos para a Educação Básica, com base nas propostas que surgirem ao longo deste 1º Colóquio.

Amanhã (17), às 14h, o coordenador geral de Educação em Direitos Humanos da SDH, Fábio Potiguar, vai mediar a mesa sobre Violência e Direitos Humanos. “Duas questões serão abordadas: o bullying e o crack nas escolas”, avalia. “O bullying é uma questão que precisamos enfrentar a partir da educação em direitos humanos, educação para o respeito à diversidade, para o respeito à dignidade humana”, afirma.

Com relação ao crack, o coordenador da SDH reconhece que a situação é complexa. “Muitas escolas, hoje, estão gradeadas, como se fossem presídios. Podemos avançar se a escola aproveitar o espaço da educação não formal para dar oportunidades aos jovens de conhecerem outras formas de protagonismo, de auto-afirmação, que não seja a droga”, explica Potiguar.

O uso da Educação em Direitos Humanos para combater a violência é uma das diretrizes do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, elaborado pelo Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos e lançado em 2007. A implementação do plano visa, sobretudo, criar uma cultura de direitos humanos no país. Essa ação supõe a difusão de valores solidários, cooperativos e de justiça social, transformando-as em conquistas que só serão efetivadas de fato com a participação da sociedade civil e com a incorporação pelo Estado brasileiro como políticas públicas universais.

Objetivos gerais do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos:

a) fortalecer o Estado Democrático de Direito, destacando o papel estratégico da educação em direitos humanos;

b) enfatizar o papel dos direitos humanos no desenvolvimento nacional;

c) contribuir para a efetivação dos compromissos assumidos com relação à educação em direitos humanos no âmbito dos instrumentos e programas internacionais e nacionais;

d) orientar políticas educacionais direcionadas para a construção de uma cultura de direitos humanos;

e) estabelecer concepções, princípios, objetivos, diretrizes e linhas de ações para a elaboração de programas e projetos na área de educação em direitos humanos;

f) fomentar a reflexão, o estudo e a pesquisa voltados para a educação em direitos humanos, nas mais diversas arenas da vida social;

g) incentivar a criação e o fortalecimento de instituições e organizações nacionais, estaduais e municipais na perspectiva da educação em direitos humanos;

h) recomendar a cooperação entre poder público (órgãos públicos) e sociedade civil para o desenvolvimento de ações de educação em direitos humanos;

i) orientar a transversalização da educação em direitos humanos nas políticas públicas, estimulando o desenvolvimento institucional como forma de assegurar a implementação das ações previstas no PNEDH nos mais diversos setores – educação, saúde, comunicação, cultura, esportes etc;

j) recomendar ações interinstitucionais de educação em direitos humanos, com vistas à implementação do PNEDH;

k) orientar a elaboração e implementação dos Planos Estaduais e Municipais de Educação em Direitos Humanos.

1º Colóquio de Educação em Direitos Humanos no Enfrentamento das Violências

Data: 17 a 19 de novembro de 2010

Horário: 8h30 às 20h

Endereço: Hotel Nacional. Setor Hoteleiro Sul – Quadra 01 – Bloco A. Brasília/DF.

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