Para a escola particular julho é um mês que inicia o planejamento de 2017:

– quantos serão os custos da escola para o próximo ano?
– quais áreas da escola é preciso cortar custos e/ou investir otimizando os recursos?
– qual será a porcentagem de aumento dos salários dos professores?
– qual será o índice de infração?
– qual a porcentagem de aumento que teremos que praticar nas mensalidades de 2013?
– qual a quantidade de alunos que deve ser evitada de evadir?
– quantos novos alunos serão conquistados para manter o equilíbrio financeiro?

Uma bússola valiosa para o planejamento anual  é a opinião da comunidade escolar (pais, alunos, professores e funcionários). Todos eles sem exceção, mas sobretudo os pais,  são a propaganda da escola , o boca-a-boca , principalmente em dias de redes sociais que fez do boca-a-boca a maior estratégia de marketing.

Saber o que pensa pais, alunos, professores e funcionários dá o norte para o planejamento e  certamente os possíveis erros serão  minimizados.

Uma Pesquisa de Satisfação é um instrumento que toda e qualquer escola deveria implantar , sobretudo, aquelas que estão em demanda declinante de matrícula.

Os  pais serão fiéis para com a escola que valoriza suas opiniões.

Os professores também sentirão participantes do processo de construção permanente da educação escolarizada.

E os alunos gostarão bem mais de conviver em um ambiente democrático e amistoso.

Todos ganham com a implantação da Pesquisa de Satisfação.

E, para quem é mantenedor de escola, um alerta importante:

Todos os anos a escola perde de 10 a 20 % de seus alunos , o que significa que será preciso conquistar novamente a mesma quantidade de alunos que evadiu.

E conseguir tamanha proeza além de ser caro é bem difícil em função do menor número de crianças que nascem versus a grande concorrência entre as escolas.

Portanto, o melhor caminho é evitar que esses 10% a 20% saiam da escola e para isso é preciso saber qual é o nível de insatisfação desses pais e alunos, utilizando o instrumento de pesquisa para corrigir o que for possível no curto espaço de tempo de três meses visando  minimizar o nível de evasão.

O CentrodEstudos possui know-how deste tipo de pesquisa escolar e pode ajudar a sua escola a enfrentar com muito mais tranquilidade o ano letivo de 2017!

Entre em contato e peça um orçamento: (19) 32554237

Tags: , , , , ,

Comentários (2)



Acabei de assistir uma reportagem da TV local, EPTV, que apresenta uma sala de aula, de uma escola pública de Paulínia, cidade do interior paulista, com duas alunas se estapiando, rolando pelo chão, agarrando os cabelos uma da outra e o professor timidamente tentando apartar. Professor com muito medo de agir e as alunas aos tabefes diante de uma câmara de celular de algum outro aluno.

alunas

O que diz a reportagem:

Jornalista procurou o Conselho Tutelar que informou que pouco poderá intervir. Chamará as famílias para uma conversa.

Psicóloga entrevistada diz que o professor coitado , com medo, não pode fazer nada.

E assim nada aconteceu (nem com a reportagem) sobrando para a vítima da agressividade e sua mãe a dor , a impunidade e o total descaso das autoridades escolares.

Vamos esclarecer para os pais, repórteres e profissionais da área de educação:

A escola (direção, professores, funcionários, dirigentes regionais, secretaria de educação) possui responsabilidade civil e, portanto, é responsável pelo bem estar de todos os alunos em suas dependências no horário de aula.

Isso se deve ,por um lado, por  causa  da obrigação de guarda e vigilância , o que significa que a escola tem o dever de zelar pela segurança dos alunos assegurando-lhes a incolumidade física garantidos pela A Lei n.º 8.078, de 11/09/1990 e, por outro, por conta do próprio princípio da responsabilidade civil.

De modo que a mãe desta aluna ou de qualquer outra que sofre agressão física ou verbal dentro do estabelecimento escolar ou mesmo fora dele, porém em horário de expediente, deve buscar seus direitos junto a Defensoria Pública ou constituir um advogado para processar o Poder Público quando se tratar de escola pública.

Abaixo decisões judiciais envolvendo as relações escolares:

• A obrigação governamental de preservar a intangibilidade física dos alunos, enquanto estes se encontrarem no recinto do estabelecimento escolar, constitui encargo indissociável do dever que incumbe ao Estado de dispensar proteção efetiva a todos os estudantes que se acharem sob a guarda imediata do Poder Público nos estabelecimentos oficiais de ensino. Descumprida essa obrigação, e vulnerada a integridade corporal do aluno, emerge a responsabilidade civil do Poder Público pelos danos causados a quem, no momento do fato lesivo, se achava sob a guarda, vigilância e proteção das autoridades e dos funcionários escolares ressalvadas as situações que descaracterizam o nexo de causalidade; material entre o evento danoso e a atividade estatal imputável aos agentes públicos” (STF -1. a T. – RE – Rel. Celso de Mello – j. 28.05.1996 – RT J 163/1108 e RT733/130).

• Aluno menor impúbere ferido por colega de escola quando se encontrava no lado de fora da escola, junto ao portão de entrada, em horário anterior ao início das aulas. Pedido de indenização por dano material, moral e estético. Inexistência de nexo de causalidade entre o evento e a atuação do Poder Público por falta ou falha do serviço. Sentença mantida. Recurso não provido: “O aluno ficou sob a guarda e vigilância do estabelecimento de ensino, público ou privado, com direito de ser resguardado em sua incolumidade física, enquanto estiver nas dependências da escola, respondendo os responsáveis pela empresa privada ou o Poder Público, nos casos de escola pública, por qualquer lesão que o aluno venha a sofrer, seja qual for a sua natureza, ainda que causada por terceiro. Fora das dependências da escola, em horário incompatível, inexiste qualquer possibilidade de se manter essa obrigação de resguardo.” (TJSP-3.aC. Dir. Público- Ap. 41.419-5/0, Rel. Rui Stoco -j. 05.10.1999- Voto 1.123/99).20 Alvaro Chrispino e Raquel S. P. Chrispino Ensaio: aval. pol. públ. Educ., Rio de Janeiro, v. 16, n. 58, p. 9-30, jan./mar. 2008.

• […] o Poder Público, ao receber o menor estudante em qualquer dos estabelecimentos da rede oficial de ensino, assume o grave compromisso de velar pela preservação de sua integridade física… “(RE n° 109.615-2/RJ, Rei. Min. Celso de Mello, DJ de 02/08/96). III – A escola não pode eximir-se dessa responsabilidade ao liberar os alunos, pelo simples fato de ter havido bilhete na agenda dos menores no sentido da inexistência de aulas nos dois últimos períodos de determinado dia. Liberada a recorrente naquele horário, que seria de aula regular, e dirigindo-se para casa, sem os responsáveis, culminou por ser molestada sexualmente em terreno vizinho à escola, que se sabia ser extremamente perigoso. Presentes os pressupostos da responsabilidade civil (conduta culposa, nexo causal e dano). IV – Viola- ção aos artigos 186 e 927 do Código Civil caracterizada, bem como a responsabilidade subjetiva do Estado na hipótese. (STJ. REsp. 819789/RS, Min. Francisco Falcão, 18 Turma, j. 245.4.2006).

A reportagem aqui:
http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2013/04/imagens-comprovam-que-brigas-em-escola-de-paulinia-sp-sao-comuns.html

Tags: , , ,

Comentários (164)



 

O IV Encontro Paulista de Pais de Crianças Superdotadas acontecerá no dia 28 de Março 2012, quarta-feira, às 20:00 hs, em São Paulo, na Rua Itápolis 1.020, Pacaembu.

O custo pela participação deste encontro será de R$ 50,00 (cinquenta reais) por pessoa.

Estão convidados pais, professores, psicólogos, educadores, pedagogos, médicos, profissionais da área ou pessoas que têm interesse ou afinidade pelo assunto e quem quiser participar.

Os interessados deverão fazer a sua inscrição através do e-mail : claudiahakim@uol.com.br

É muito importante, para as nossas crianças que pais de crianças superdotadas, talentosas e habilidosas, bem como as escolas que passam a maior parte do tempo educativo com eles,  participem  ativamente de uma educação diferenciada de seus  filhos e alunos e compartilhem   as   dúvidas, as angústias, as experiências e diferentes pontos de vista com os participantes do encontro.

Os organizadores agradecem antecipadamente a participação.

Tags: , , , , ,

Comentários (2)



O diretor e roteirista João Jardim realizou um documentário pra lá de comovente sobre as escolas brasileiras e seus alunos adolescentes. O olho e os dedos de João não usaram de estratagemas para nos fazer sensibilizar , Pro dia nascer feliz simplesmente desnuda o que são nossas escolas públicas e privadas do Ensino Médio. A comoção vem daí, de ver sem enfeites  e de forma totalmente crua a realidade de nosso país.

Algo intrigante é a comparação entre a escola pública da periferia e a privada de bairro nobre paulistano. Esteticamente são completamente diferentes: a escola privada possui jardins e a manutenção é impecável, além dos diferentes espaços confortáveis e prazerosos , já nas públicas a pintura está a cair, o piso é de cimento exposto e falta manutenção. Mas o que intriga mesmo é o aspecto pedagógico por ser igual em ambas redes de ensino: na sala de aula carteiras perfiladas com uma mesa à frente de uma lousa verde , professor explanando o conteúdo. Não há um modo diferenciado de organizar o espaço da classe, não há quaisquer recursos tecnológicos de apoio pedagógico (lousa digital, projetor , telão e computador , etc.) Saliva, giz e lousa , mais livros didáticos compõem a metodologia de ensino. Claro que a escola privada, sobretudo a da elite, dirá, em sua defesa, que há sim momentos no laboratório de informática, dentre outras atividades que ocorrem em outros espaços, porém, a aula em si , segue o mesmo ritual desde a origem da escola.

O abandono e o descaso da escola pública são indignos. Os professores, diretores e demais profissionais da escola são abnegados ou maus profissionais para aguentarem este estado das coisas? Sim, porque trabalhar nestas condições adversas, impostas pelo sistema de ensino público deveria ser por si só um fator de recusa ao trabalho. Nessas condições- deveriam dizer os professores – recuso-me a trabalhar, vendo pipoca que, aliás, dá muito mais dinheiro e dignidade, haja vista o carrinho de pipoca do Seu Zé, da cidade de Araras, formando, todos os dias com ou sem chuva, longas filas na praça da matriz e empregando mais de seis pessoas.

Já imaginaram a seguinte situação: os professores terminam mais um dia de trabalho. Manhã seguinte: onde estão os professores? Nenhum apareceu para dar aula. E isso se prolonga por dias a fio. Ninguém sabe e ninguém viu um sequer professor. Todas de todo o território brasileiro. As escolas estão sem aula, jovens e crianças se amontoam nas ruas nos primeiros dias e depois no isolamento de suas casas. O pai ou a mãe destes alunos pedem demissão do emprego para cuidar dos filhos e ensinar algo na própria casa.

Mas veja por outro ângulo: os professores chegam às escolas e o que aconteceu com os alunos? Sumiram. Nenhum para contar a história. Os professores tentam , em vão, por vários dias e chega uma determinada hora desistem de esperar os alunos e seguem para as suas casas. Primeiro impacto: dois milhões de professores desempregados, além das centenas de diretores, secretários de educação , coordenadores , funcionários de todos os escalões dos governos municipais , estaduais e federais; faculdades de pedagogia param de funcionar porque não é preciso formar pedagogos e tampouco licenciados, não há alunos para aprender.

E o que seria do nosso país  se caso apenas uma dessas  possibilidades não fossem fruto da minha diabólica imaginação ?

Assistam o documentário mais do que bem-vindo no link abaixo. São 9 partes!

Tags: , , , ,

Comentário






  • Veja Também


    Meta