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Os professores estão a adoecer aos montes. Isso quem nos conta é a pesquisa Condições do trabalho e suas repercussões na saúde dos professores da educação básica no Brasil realizada para a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho – FUNDACENTRO – sob a coordenação das professoras-doutoras Márcia de Paula Leite e Aparecida Néri Souza do Departamento de Ciências Sociais na Educação – DECISE – da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP – a análise de sessenta e cinco pesquisas entre dissertações de mestrado e teses de doutorado demonstram que a totalidade dos trabalhos analisados faz referência ao mal-estar docente em todos os níveis do Ensino Fundamental e em todas as redes: pública (estadual e municipal) e privada.

O mal-estar diz respeito ao sofrimento “concebido como vivência subjetiva intermediária entre o bem-estar psíquico e os transtornos mentais” (LEITE, 2007, p.55) e há também além de um mal-estar mais agravado que é o estresse outro ainda mais grave, a Síndrome de Burnout, apontado também como fenômeno que acomete uma grande parte dos professores.

A Síndrome de Burnout é uma desistência de quem está encalacrado em uma situação de trabalho, mas da qual não pode suportar, e que, concomitantemente, não pode desistir, conduzindo a uma despersonalização, isto é, um distanciamento entre o trabalhador e o usuário de seu trabalho “neste caso o profissional assume atitudes de frieza e cinismo, o vinculo afetivo é substituído pelo vinculo racional. O profissional passa a tratar clientes e colegas como objetos” (LEITE, 2007,p.87).

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1 Comentários »

  1. 10 questões para a Escola em Tempo Integral comenta:

    junho 23, 2012 @ 1:31

    […] as séries finais do Ensino Fundamental e 3,6 para o Ensino Médio;  uma escola violenta , com professores adoecendo  e com uma estrutura e funcionamento congelados no tempo/espaço do século XX,  mas  que apesar […]

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