Um aluno da Faculdade de Química da Unesp em Araraquara, Manoel Guerreiro, criou um game para um simulado de química “baseado no antigo jogo de indiano Pachisi, no qual o objetivo principal é chegar até o final do tabuleiro respondendo corretamente as questões de química que aparecerão pelo percurso”.

A iniciativa é bastante importante porque demonstra que há, por parte desta nova geração, preocupação com o material didático disponível nas escolas de Educação Básica que em geral é composto por livros didáticos.

O game Ludo Químico é de fácil manuseio: basta realizar o download de forma gratuita e iniciar jogando um dado, cujo resultado levará o pião a se mover pelo tabuleiro. Se o pião parar em um barril de produtos químicos radioativos uma janela é aberta apresentando, para o participante do jogo, uma questão de química de múltipla escolha. Se acertar, o participante segue o caminho, se errar volta um passo para trás. Quem atingir o final do tabuleiro e tiver mais pontos ganha o jogo.

A metodologia pedagógica que sustenta o game é tradicional, a mesma que orienta a maioria de exames vestibulares, no entanto, o suporte contribui para iniciarmos uma conversa sobre a construção de materiais didáticos de acordo com o século XXI.

Os professores de química do Ensino Médio já podem contar com este game para motivar os estudos dos alunos. Para isso, o gestor escolar pode baixar o game nos computadores do laboratório de informática de forma gratuita e disponibilizá-los na aula de química.

Assista a entrevista com o Manoel Guerreiro concedida para a Record News em janeiro/2010 e depois entre no www.ludoquimico.com.br é baixe o seu game.

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Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Nunes, o Censo 2010 mostrará um país envelhecido e com um número menor de taxa  de natalidade

“Vamos ter muitos brasileiros com mais de 100 anos. Vamos perceber uma sociedade com o número de crianças que estão nascendo diminuindo. Continuam a haver nascimentos, mas as taxas são cada vez menores. E tão importante quanto ter redução do número de crianças que nascem é a redução da mortalidade infantil”, explicou ele.

O que isso significa para as escolas particulares de grandes centros urbanos?  Menor demanda. Se a população infantil diminui e cresce o número de escolas particulares haverá um acirramento grande na concorrência entre as escolas e uma diminuição no número de matrículas.

Os gestores escolares precisam aprender a enxergar longe. Qual política deve ser adotada nos próximos dez , quinze  anos diante de dados tão relevantes?  Temos vistos várias escolas de tradição fechar suas portas. O que fazer diante do inevitável ? Porque não haverá crianças em número suficiente para todas as escolas (particulares, municipais e estaduais). Quais outros serviços a escola pode e deve começar a pensar para preencher este espaço que ficará vazio?

 Imagine:

 Ano de 2010, uma escola em uma cidade de médio porte do Estado de São Paulo , localizada em um centro velho, conta com  60 alunos no curso Infantil .  Considerando que a taxa de natalidade diminui ano a ano e que a população de jovens casais moram em condomínios na periferia das cidades , os centros antigos são habitados por pessoas idosas , portanto, a tendência para esta escola hipotética é enfrentar, nos próximos anos, uma demanda declinante no número de matrículas até infelizmente o seu fechamento em menos de 7 anos se os gestores não pensarem em alternativas que vão além das pedagógicas.  

É uma realidade que os gestores escolares não poderão fugir.

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29
jul

Tenho várias amigas da área educacional , algumas da minha idade, outras bem mais novas, mas independente da idade , a maioria lida muito mal com o computador: desconhecem o melhor uso de um editor de texto, como elaborar uma aula com slides, inserir e editar imagens, fazer um filminho dos desenhos de seus alunos, usar o Google Earth nas aulas de geografia.  Mal sabem utilizar os recursos de e-mail. Não sabem o que é um blog e muito menos como iniciar um. Enfim, não gostam de computador e de internet.

São minhas queridas amigas e profissionais com sólida formação teórico-prática, mas as tenho alertado que o mundo mudou e que hoje não é mais possível ignorar os recursos tecnológicos no exercício do magistério. Não haverá mercado de trabalho para o professor que não se adaptar aos novos tempos.

Para se ter uma idéia, a Agência Estado informou e o Uol divulgou que “ foi publicado hoje no Diário Oficial da União o Decreto 7.243, que regulamenta o Prouca (Programa Um Computador por Aluno) e o Recompe (Regime Especial de Aquisição de Computadores para uso Educacional). O Prouca está sendo implantado em diversos Estados brasileiros.

 Segundo o decreto, a aquisição dos equipamentos será realizada por meio de licitação pública. As definições, especificações e características técnicas mínimas dos equipamentos para o Prouca serão estabelecidas em ato conjunto dos ministros da Educação e da Fazenda, que poderá ainda determinar os valores mínimos e máximos alcançados pelo programa. O Ministério da Educação já adquiriu 150 mil laptops.

Para inclusão no Recompe, terão prioridade as soluções de software livre e de código aberto e sem custos de licenças, conforme as diretrizes das políticas educacionais do Ministério da Educação. O decreto prevê isenção de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado), PIS/Pasep e Cofins, Imposto de Importação e da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico para as empresas habilitadas pelo Recompe.

As empresas fornecedoras devem obedecer ao PPB (Processo Produtivo Básico) específico, detalhado no decreto, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e os ministros Fernando Haddad (Educação), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Sergio Machado Rezende (Ciência e Tecnologia).”

Esta é uma ótima iniciativa do Governo Federal. Alguns municípios do Estado de São Paulo, como Araras, já instalaram, em todas as salas de aula, a lousa digital e os alunos de algumas escolas particulares estão munidos de laptop.

Esta é uma realidade que não voltará atrás. Portanto, as escolas particulares que ainda estão no giz e lousa e com professores resistentes ao advento das novas tecnologias devem ficar atentas porque, certamente, o número de matrículas diminuirá.

É necessário, no entanto, que as escolas públicas e privadas promovam  formação continuada, no horário das reuniões pedagógicas, com foco nos softwares já disponíveis nos computadores (editor de texto, slide, projetos de imagem,planilhas, etc.) e em programas da internet Google Earth, Google Maps, captura de imagens gratuitas, blog, dentre outros, que os professores podem utilizar na elaboração de atividades escolares  enriquecendo, deste modo, sua  prática de ensino. Mas é muito importante que esta formação seja conduzida por profissional da área da educação e não o da área da informática para otimizar tempo e motivar para o estudo.

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O Enem – Exame Nacional de Ensino Médio – mudou e está sendo utilizado por 15 universidades federais, 2 universidades estaduais e 18 institutos federais de educação,ciência e tecnologia, por intermédio de um Sistema de Seleção Unificada (SiSu).

O que isso significa?

Que seu aluno participa do ENEM e depois, já de posse de sua nota, inscreve-se no SiSu e ,ao fazer isso, as instituições de ensino superior públicas selecionam este seu aluno por intermédio dos pontos que obteve no ENEM. Isso significa que seu aluno terá uma chance enorme de ingressar em uma instituição pública de ensino superior porque estará disputando vagas em todo o país.

Tempos atrás, isso era inviável porque cada instituição de ensino superior tinha seu próprio vestibular e não seria possível para o seu aluno efetivar inscrições em todas elas em função da distância, da concomitância de datas de exames e da soma do investimento financeiro.

O bacana é que haverá um intercâmbio grande de jovens pelo país porque a restrição territorial foi eliminada.

Isso significa também que o Ensino Médio de sua escola precisa ser eficaz e significativo para o seu aluno que concorrerá com outros alunos de todo o país. Então, não basta a sua escola atingir a média da nota de sua cidade, será preciso mais do que isso.

Se os alunos de sua escola, por exemplo, localizada em Botucatu, atingiram a média de 586,62 pontos, mas os alunos de São Paulo estão com média de 620,90 significa que seus alunos, embora estando entre os melhores da sua cidade, estão abaixo dos alunos da capital e, numa disputa nacional, ficarão com as piores vagas.

Por isso, é fundamental que as escolas reconheçam a necessidade de re-significar seus currículos e metodologias de ensino para que seja garantida a qualidade de ensino para seus alunos.

Confira quais são as instituições participantes do SisU e que selecionam novos estudantes exclusivamente pela nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) 2009.:

Região Norte

Universidades Federais

Universidade Federal do Amazonas
Fundação Universidade Federal de Rondônia

Institutos Federais
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima

Região Sudeste

Universidades Federais

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeio
Universidade Federal de São João del Rei
Universidade Federal de São Paulo
Universidade Federal de Lavras
Universidade Federal de Alfenas
Universidade Federal de Itajubá. Unifei
Fundação Universidade Federal do ABC

Universidade Estadual

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (RJ)

Institutos Federais

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro

CEFEF

Cefet Celso Suckow da Fonseca (RJ)

Outra

Escola Nacional de Ciências Estatísticas (RJ)

Região Centro Oeste

Universidade Federal

Universidade Federal de Mato Grosso

Institutos Federais

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasilia
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins
Fundação Universidade Federal do Tocantins

Região Nordeste

Universidade Estadual

Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas

Universidades Federais

Universidade Federal do Maranhão
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Universidade Federal do Piauí
Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Institutos Federais

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Rio Grande do Norte
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Maranhão
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Alagoas
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe

Região Sul

Universidade Estadual

Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (URGS)

Universidades Federais

Universidade Federal de Pelotas
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Fundação Universidade Federal do Pampa (Unipampa)

Institutos Federais

Instituto Federal de Educação,Ciência e Tecnologia de Farroupilha
Instituto Federal de Educação,Ciência e Tecnologia de Santa Catarina
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense

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22
jul

1º   lugar  Integral Alphaville – privada – 739,75

2º   lugar  Comunitária – privada – 702,32

3º   lugar  Instituto Educacional Imaculada  – privada –  688,40

4º   lugar  Colégio Integral  – privada –  686,28

5º   lugar  Colégio Integral Uni  – privada – 675,43

6º   lugar  Colégio Progresso  – privada – 675,18

7º   lugar  Colégio Rio Branco  – privada – 673,56

8º   lugar  Anglo Unidade Taquaral  – privada – 667,26

9º   lugar  Colégio Objetivo de Campinas – privada –  667,03

10º lugar  Colégio D.Barreto – privada –  666,08

Os alunos destas escolas atingiram a média de pontos descritos acima. Como é possível notar, as dez melhores são da rede privada de ensino.

Os alunos das escolas estaduais que mais se destacaram são:

11º lugar  COTUCA – Colégio Técnico da Unicamp – Campinas – 665,55

18º lugar  Escola Técnica Estadual Prof.Antonio Prado – 647,25

22º lugar  Escola Técnica Estadual Bento Quirino – 631,91

31º lugar  Prof.João Lourenço Rodrigues – 580,30

É interessante notar que a pontuação dos alunos destas escolas públicas são maiores do que algumas escolas privadas. A pontuação dos alunos das escolas privadas em Campinas variaram entre 739,75, a melhor, e 543,28, a pior , portanto, os alunos das escolas públicas listadas acima, na média, estão melhores do que os alunos de 22 escolas particulares.

O fato dos alunos de quatro escolas públicas estaduais superarem no ENEM 2009 os alunos de 22 escolas particulares é muito bom porque demonstra que é possível atingir um ensino de qualidade nas escolas públicas por intermédio de um bom     trabalho pedagógico, mas por outro lado, é preocupante porque escolas privadas, muitas delas com altas mensalidades, que em Campinas variam entre R$ 500,00 a R$ 800,00, não estão acertando a mão no Ensino Médio.

Talvez, para justificar, dirão que as três melhores escolas públicas são técnicas, mas qual seria a diferença?  Escolas técnicas ou não devem proporcionar aos alunos a melhor qualidade de ensino.

Tomara que o ENEM sirva de orientação para todas as escolas e em especial para as particulares (alvo aqui deste meu post ) no sentido de (re)significar o projeto pedagógico do Ensino Médio e que possa, sobretudo, provocar inquietações nos professores, nos coordenadores e diretores pedagógicos, juntamente com seus respectivos mantenedores, deslocando-os da zona de conforto rumo a melhoria do processo de ensino/aprendizagem. Alunos, pais e a sociedade brasileira agradecerão tal iniciativa.

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21
jul

Abaixo as 10 escolas paulistas cujos alunos obtiveram entre 749,70 pontos e 702,5 pontos, os melhores do ENEM 2009.

1º lugar  -São Paulo – privada –Colégio Vértice UNID II =  749,70

2º lugar -Campinas – privada – Integral Colégio Alphaville =    739,15

3º lugarSão Paulo – privada –Colégio Móbile = 729, 76

4º lugar-Itatiba – privada – Colégio Integral = 723,72

5º lugarSão Paulo – privada – Colégio Santa Cruz = 715,17

6º lugarSão Paulo – privada – Colégio Bandeirantes = 712,57

7º lugar -Taubaté – privada – Colégio Objetivo Junior = 710,06

8º lugar -São José dos Campos – privada-  Col Eng Juarez S B Wanderley – 708,26

9º lugar- São Paulo – federal – Instituto Federal de Ciência e Tecnologia = 707,22

10º lugar – Campinas – privada- Escola Comunitária de Campinas = 702,5

Dando uma volta em todo o Estado de São Paulo as notas acima foram as melhores que encontrei: os alunos que obtiveram estas notas estudaram em 4 colégios privados da capital paulista, 1 colégio federal também da capital , 1 colégio de Itatiba, 2 de Campinas, 1 de São José dos Campos e 1 de Taubaté.  Nenhum estadual.

 É interessante observar que das 1.809 escolas particulares, 3.583 estaduais, 3 federais e 56 municipais que participaram do ENEM 2009, refiro-me as do Estado de São Paulo, portanto, 5.451 escolas,  apenas os alunos de 10 delas, isto é , 0,18% tenham conseguido atingir a média de 74% a 70% do exame. Parece-me pouco. Não há ,na média das escolas, 80% de aprovação no exame e, tampouco, 90%. Estranho isso, não é mesmo?

 É estranho porque nas décadas de 60 e 70 era considerado bom aluno aquele que atingia notas 80, 90 e 100. A nota 70 nada tinha de extraordinário. As medalhas iam para os alunos 100 e os de nota 90 pegavam o segundo lugar. Mas 70! A nota 70 era um consolo porque estava acima da média 50 e 60 : você não era mediano.

Mas tudo mudou. Escolas privadas caríssimas, a meu ver, não conseguem fazer com que a média de seus alunos do 3º Médio atinja os pontos 800, 850 ou 900.  O que está acontecendo?

 1)       Talvez a nossa sociedade tenha se tornado permissiva, muito flexível e os alunos não conseguem foco, não possuem o mínimo de disciplina necessária para o estudo. Se o professor exigir um mínimo necessário  os alunos reclamam e os pais idem;

 2)       Por outro lado, é possível que as aulas possuam o mesmo formato daquelas do meu tempo, sim, aquelas do século passado, século XX, da década de 60 e 70: professor na lousa explanando o conteúdo e nós alunos participando em silêncio da aula;

 3)       Ou o exame está complexo, exigindo algo que os alunos não estão preparados;

 4)       Ou ainda a escola não está entendendo do que se trata o ENEM e é levada, por intermédio de suas apostilas e sistemas de ensino, a investir nos exames vestibulares que ainda teimam em existir;

 De qualquer modo, como dizia Hamlet, há algo de podre no reino da Dinamarca, não resta dúvida.

 E as escolas públicas?  Ficam para amanhã !

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19
jul

ENEM 2009

por Sônia R. Aranha às 17:48 em: Educação, ENEM, Ensino Médio

O MEC divulgou o resultado do ENEM/2009 .  As escolas com mais de 10 alunos participantes tiveram divulgadas as suas médias. Segundo o MEC :

“O número de escolas de ensino médio regular com alunos que participaram do Enem aumentou de 24.253 em 2008 para 25.484 em 2009. Dentre as 27.306 escolas constantes do censo escolar de 2009 que oferecem o ensino médio regular, 93% tiveram a participação de alunos concluintes no exame” .

Abaixo o ranking das 10 primeiras escolas:

1º lugar -São Paulo – COLEGIO VERTICE UNID II –    749, 70 (média total)

2º lugar -Teresina –  INST DOM BARRETO –   741,56(média total)

3º lugar -Rio de Janeiro- COLÉGIO SÃO BENTO – 741,32 (média total)

4º lugar -Campinas  – COLEGIO INTEGRAL ALPHAVILLE  –  739,75 (média total)

5º lugar -Campo Grande –  COLEGIO ALEXANDER FLEMING -737,40 (média total)

6º lugar -Brasília  –   COLEGIO OLIMPO – 736,33 (média total)

7º lugar -Viçosa – COL DE APLICACAO DA UFV – COLUNI – 734,66 (média total)

8º lugar –  Belo Horizonte –  COLEGIO BERNOULLI – 731,28 (média total)

9º lugar –  Feira de Santana – COLEGIO HELYOS – 730,42 (média total)

10º lugar –  São Paulo – COLEGIO MÓBILE – 729,76  (média total)

O ENEM não avalia o desempenho da escola, porém, acaba fazendo isso. Por um lado é bom porque faz com que a escola reveja seu projeto pedagógico e por outro é ruim, porque há escolas que recebem alunos de outras escolas, justamente no Ensino Médio,com muita dificuldade e com lacunas no conhecimento de difícil reversão nos últimos três anos.

Das dez primeiras escolas, nove são privadas e uma é federal, a COLUNI de Viçosa , mas é importante observar que nenhuma delas conseguiu uma média acima de 74%. É um resultado mediano. De qualquer modo, as escolas privadas e públicas que oferecem Ensino Médio precisam resignificar esta etapa de ensino. Não dá mais pra contar com aulas expositivas , alunos adestrados e lousa e giz. É preciso muito mais do que isso.

A preocupação que temos enquanto educadores é a de que as escolas privadas prefiram, ao invés de modificar o processo de ensino/aprendizagem, escolher ficar apenas com os  “bons” alunos, visando um melhor desempenho no ENEM e, consequentemente, uma aprovação no mercado de ensino de sua localidade.

Esse seria um caminho perverso a ser adotado para aqueles alunos que precisam de um empenho significativo da escola. Aquele aluno que não se adequa a um ensino propedêutico longe de ser adequado ao século XXI.

Esperemos que isso não ocorra e que as escolas públicas e privadas invistam na capacitação de seus professores com cursos de formação visando a construção de uma nova visão de mundo.

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19
jul

Boas-vindas!

por Sônia R. Aranha às 16:30 em: Sem categoria

Olá, sou a Profa.Sônia Aranha, Diretora de Estudos e Pesquisa do CentrodEstudos ,e estarei aqui com vocês para refletir e divulgar informações sobre educação formal, especificamente, a Educação Básica.

Forte abraço Sonia

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