Fonte: SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro

Em assembleia realizada em 8 de agosto, na ACM, os profissionais de educação da rede estadual decidiram entrar em greve. A decisão da categoria foi tomada em virtude da continuação dos ataques do governo Cabral à educação e ao não atendimento das reivindicações da categoria.

Mobilizada desde o início da campanha salarial, em fevereiro, a rede se uniu à luta da população nos protestos realizados em junho, exigindo o fim da corrupção, dos gastos com os megaeventos e mais verbas para a Educação e Saúde.

Em junho, o governador Cabral vetou a emenda do Sepe incluída no Decreto 2.200 (do reajuste salarial de 8% aprovado pela Alerj), que determinava uma escola para cada matrícula dos professores das escolas estaduais. No final de julho, em mais uma demonstração de arrogância e desrespeito ao clamor das ruas, o secretário de educação Wilson Risolia enviou para o Conselho Estadual de Educação (CEE) uma proposta de resolução que visava reduzir em 20% as aulas presenciais para os alunos. O Sepe e a categoria se mobilizaram e pressionaram o CEE,obrigando Cabral e Risolia a recuarem.

Em agosto, os profissionais retornaram do recesso com desconto nos contracheques, em uma retaliação à nossa campanha salarial, comprovando a intransigência da Secretaria. Além disso, não houve a audiência com o secretário Risolia, em julho, como estava acordado na mesa de mediação instalada no Tribunal de Justiça do Rio.

Por isso, chegou a hora de dar um basta a tanto descaso e tantas provocações. A greve e a campanha Fora Cabral,aprovada pela assembleia da rede estadual, são uma resposta dos profissionais da rede estadual. A próxima assembleia da rede estadual, que discutirá os rumos da greve, está marcada para a quarta-feira (14/08),às 14h (local a confirmar).

O QUE A REDE ESTADUAL REIVINDICA:

1) Reajuste de 28%;
2) Derrubada do veto ao Projeto de Lei que garante uma matrícula de professor em apenas uma escola;
3) 30 horas semanais para funcionários;
4) Eleição para diretor;
5) Fim do plano de metas e
do Programa de Certificação;
6) Regularização dos animadores culturais;
7) Fora Cabral, fora Risolia.

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