Arquivo de Escola Pública

 

As novas diretrizes curriculares para o ensino fundamental de nove anos foram publicadas nesta quarta-feira, 15, no Diário Oficial da União. Elaboradas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologadas pelo Ministério da Educação, as diretrizes reúnem princípios, fundamentos e procedimentos para orientar as políticas públicas educacionais nacionais, estaduais e municipais para esta etapa da educação básica.

Um dos objetivos das novas instruções é atualizar as normas de acordo com as legislações que surgiram após 1998, ano em que as antigas diretrizes foram elaboradas. Portanto, as recomendações do CNE incorporam mudanças como a ampliação para nove anos de estudo, o ensino da cultura afro-brasileira e indígena, e a obrigatoriedade do ensino da música – que constitui conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, das aulas de arte.

Na resolução, o CNE recomenda uma nova organização das áreas de conhecimento obrigatórias no currículo da etapa. Essas áreas foram divididas em cinco componentes: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e ensino religioso (facultativo para o aluno). A área de linguagens é composta pelo ensino de língua portuguesa, língua materna para populações indígenas, língua estrangeira moderna, arte e educação física. As ciências humanas incluem as disciplinas de geografia e história.

De acordo com a resolução do conselho, o currículo deve ser entendido como as experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, permeadas pelas relações sociais. Ainda de acordo com o documento, o currículo deve buscar articular vivências e saberes dos alunos com os conhecimentos historicamente acumulados, contribuindo para construir as identidades dos estudantes.

Fonte: Assessoria de imprensa da SEB

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É sabido que o trabalho escolar esgota. O esgotamento se dá porque é preciso atender inúmeras demandas e isso acaba atingindo em cheio o emocional e o físico do professorado. Portanto, é imperativo que os gestores escolares promovam em suas escolas momentos de paradas reflexivas e de motivação para que o trabalho possa fluir com melhor qualidade.

Abaixo transcrevo um texto da psicóloga Juliana T. Lemos e uma pequena parte de um trabalho realizado com professores na EMEF Oziel Alves Pereira:

Descrevo abaixo algumas das frases mais ouvidas no consultório:

“Estou aprisionado na rotina.

Não tenho vida própria. Estou esgotado, simplesmente exausto.

Sinto-me frustrado e desanimado.

Talvez eu não seja bom o suficiente.

Não faço nenhuma diferença.

Me sinto só.

Não posso mudar as coisas.”

 Muitas pessoas sentem-se assim no trabalho ou em casa, pessoas que buscam sucesso na nova realidade. A dor é pessoal e profunda. Você se identifica com algum destes comentários?

O propósito de nosso trabalho conduzirá, você e outros colaboradores de sua escola, da dor e frustração, à verdadeira realização, relevância e contribuição no novo panorama de nossos dias, não apenas no trabalho, mas na vida. O desenvolvimento de nosso projeto tem a finalidade de levar os participantes a encontrarem sua voz interior.

O primeiro passo é entender o problema que causa a dor. Grande parte do problema reside em um comportamento, que procede de um paradigma, uma visão incompleta ou falha que mina o sentimento de valor das pessoas e inibe seus talentos e potenciais. Será preciso romper com os antigos padrões de pensamentos e comportamentos. As pessoas escolhem um de dois caminhos, a maior parte delas escolhe o caminho mais amplo, bastante percorrido, rumo a mediocridade; o outro caminho conduz a grandeza e ao significado. O leque de possibilidades existentes em cada um destes caminhos é tão vasto quanto a diversidade de dons e personalidades encontradas na família humana.

Mas o contraste entre dois destinos é tão forte quanto o que existe entre a noite e o dia. O caminho em direção a grandeza faz com que as pessoas descubram a própria voz e inspirem outras a encontrar a delas.

 Bem no fundo de cada um de nós há o anseio de viver uma vida de grandeza e contribuição, de ser realmente importante e de fazer verdadeira diferença. Podemos duvidar de nós mesmos e da nossa capacidade de fazê-lo, mas todos nós temos o potencial dentro de si. É o direito nato da família humana. Nunca é tarde demais, não importa quanto tempo tenhamos seguido o caminho da mediocridade, sempre podemos escolher trocar a trajetória.

 Uma vez escolhido seguir o caminho menos percorrido, o percurso é o seguinte:

1. Descobrir sua voz interior, compreendendo sua verdadeira natureza, o que chamo de três maravilhosos presentes ou dons de nascença e desenvolver integralmente o tipo de inteligência ligado a cada uma das 4 partes de sua natureza.

2. Expressar sua voz interior cultivando as mais elevadas manifestações destes tipos de inteligência humana: visão, disciplina, paixão consciência.

Uma nova realidade, um novo desafio exigem uma nova resposta, um novo hábito. Sabendo-se que este se encontra na interseção do conhecimento, habilidade e vontade.

Assista um momento do Desenvolvimento Motivacional:

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15
out

Dia do Professor

por Sônia R. Aranha às 21:36 em: Educação, Escola Pública

Hoje, 15 de outubro, dia do professor, lembro-me de vários professores que passaram e marcaram a minha vida, mas principalmente lembro-me de minha combativa mãe, já falecida, Anna Cândida, professora, por toda a vida, da rede pública de ensino estadual.

Minha mãe foi acima de tudo uma alfabetizadora, daquelas antigas que contavam com um livro de capa dura no qual registravam todos os procedimentos das aulas enriquecidos de ilustrações. Livros que seriam avaliados pelo supervisor de ensino, portanto, eram como jóias de tão bem elaborados.

Vi minha mãe ir às ruas lutando pela democracia brasileira, a vi sentir os  ares de melhorias no Governo Montoro e ficar estupefada com a desastrosa gestão educacional de Mário Covas, iniciando naquele momento um ciclo de pauperização do ensino público paulista. Disso sobrou, para os herdeiros de minha mãe, um direito  a ganhos que haviam sido retirados ,  transformado em precatório  que até hoje o Governo Estadual teima em não pagar. 

                                     

Os professores que iniciaram a carreira na década de 50 foram guerreiros de primeira. Com eles aprendi a amar a educação formal, a buscar novas práticas pedagógicas, a sonhar com a possibilidade de uma educação emancipadora. Lembro-me que o Paulo Freire fez uma reunião pedagógica na escola que minha mãe lecionava em Campinas, o E.E Profª Neli Helena Assis de Andrade, e ela, compreendendo que aquele era um momento único, me levou para também participar da reunião. Danada esta minha mãe, com isso fisgou-me para para sempre na defesa do ensino e da aprendizagem.

Hoje é dia 15 de outubro.

Minha sincera homenagem a todos os professores que, como os de outrora, lutam cotidianamente pela qualidade de ensino de nossas escolas.

E em especial à minha mãe que nas eleições de 2006, mesmo  liberta da obrigatoriedade do voto  e  com dificuldade de locomoção, não deixou de cumprir seu último dever cívico, sempre  a favor  da  justiça social/econômica/cultural para todos os brasileiros.

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Reproduzo aqui um texto muito oportuno que saiu no Observatório da Violência no site da Apeoesp http://apeoespsub.org.br/observatorio/abertura.html

          Violência, uma realidade da escola que precisamos mudar

Desde a década de 90, os professores têm enfrentado o crescimento da violência dentro das escolas. O que chamávamos de indisciplina passou repentinamente a ter um caráter de agressão.

Em 2006, a APEOESP e o Dieese realizaram uma pesquisa sobre a violência nas escolas, durante a realização do XXI Congresso Estadual do sindicato.  Entre os quase 700 professores que responderam a pesquisa, 96% admitiram que a agressão verbal é o tipo mais comum de violência dentro das escolas, seguido por 88,5% que apontaram os atos de vandalismo e por 82% que responderam ser o tipo mais comum a agressão física.

Nos últimos anos, as escolas ganharam as páginas policiais. Na apresentação do relatório da pesquisa sobre violência, a professora-doutora Flávia Schilling, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, afirma que a violência nas escolas não é uma fatalidade. “Um diagnóstico mais preciso e elaborado, com a participação de todos os envolvidos, certamente mostrará que, em torno dos fatos relatados, há o que fazer: assumir a responsabilidade pela educação das novas gerações é o grande desafio que temos neste país, que universalizou tão tardiamente esse direito.” Para a educadora, ainda, “há responsabilidade dos governantes, que cometem violência contra a escola quando deixam os prédios abandonados, quando mudam incessantemente as orientações de um trabalho gerando cansaço e insegurança, quando aceitam a desvalorização da profissão de professor”.

O objetivo deste trabalho de coleta de dados sobre a violência nas escolas é o de justamente elaboramos um diagnóstico mais preciso para que possamos apontar as causas da violência e tratarmos o problema como uma questão social, propondo soluções, e não como o faz o governo, que trata a questão como caso de polícia.

Como nos ensina a professora Flávia Schiling: “As palavras de ordem poderiam ser: explicite a que viemos, porque estamos trabalhando neste difícil ofício de ensinar, mostre que se trate de se apropriar de uma herança contraditória, porém que pode servir para a mudança das condições de nossas vidas. Estabeleça conexões, entre nós, entre nós e os alunos, entre o saber teórico e a vida prática, entre a escola e os parceiros do entorno. Não tema o debate, a participação, o envolvimento em um projeto comum, os coletivos.”

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