Arquivo de Escola Particular

 

Quando dizemos que a avaliação é do processo de ensino/aprendizagem o que estamos querendo dizer com isso?

Que a avaliação que ocorre na escola durante todo o período letivo avalia ,ao mesmo tempo, tanto a aprendizagem que o aluno obteve quanto o ensino ministrado pelo professor.

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E do que se trata o processo ? Trata-se de compreender que a avaliação é de todo o decurso do período letivo que se pretende avaliar, isto é, a avaliação não se faz apenas do produto, do resultado , mas de tudo o que aconteceu ao longo de um determinado caminho.

Apesar de encontrarmos em muitos Regimentos Escolares ou mesmo no Projeto Político Pedagógico das escolas o uso da expressão avaliação do processo de ensino/aprendizagem o que na prática ocorre , de modo geral, é a avaliação apenas da aprendizagem que é expressa no Regimento Escolar em capítulo próprio.

A avaliação da aprendizagem , no entanto, não é igual em todas as escolas.

E qual o motivo de não ser igual?

Não é igual porque cada escola tem um modo de compreender o mundo, a sociedade em que vive, o ser humano. Portanto, cada escola tem uma ideologia. Não há escola neutra e este jeito próprio de ver o mundo, compartilhado com a sua comunidade escolar, adota um tipo de sistema de avaliação que mais se assemelha a esta visão de mundo.

De modo que há vários tipos de sistema de avaliação expressos nos Regimentos Escolares das escolas . A título de exemplo vou apresentar dois tipos distintos e que representam duas tendências pedagógicas mais genéricas discutidas pelo Prof.Libâneo: a tradicional e a progressista.

Em uma escola tradicional o sistema de avaliação é uma verdadeira pirotecnia matemática que está expresso no Regimento Escolar :

“…Art …Os resultados das avaliações de cada componente curricular são expressos por notas, que variam de 0,0 (zero) a 10,0 (dez)”

Art. …A nota mínima para aprovação, em cada componente curricular, é 6,0 (seis).
Art…. A média final é calculada por meio da média ponderada, com pesos 2, 2, 3, para cada trimestre, respectivamente, de acordo com a seguinte fórmula:
MF = [N1ºT x 2 + N 2ºT x 2 + N 3ºT x 3] : 7
MF = Média Final
N1ºT = Nota do 1º trimestre
N2ºT = Nota do 2º trimestre
N3°T = Nota do 3º trimestre “
Há uma gama de variações dentro deste mesmo tipo de sistema avaliativo. Segue mais uma:

“A Média bimestral será calculada através da soma dos resultados obtidos na Avaliação1 + Avaliação2 + Atividades;II. A avaliação 1 terá valor máximo de 4,0 (quatro vírgula zero);

III. A avaliação 2 terá valor máximo de 4,0 (quatro vírgula zero)

IV. As atividades citadas no item I deste artigo terão valor máximo de 2,0 (dois vírgula zero), como resultado da diversidade de exercícios, pesquisas, trabalhos de sala de aula e domiciliares, definidos pelo professor;

A nota bimestral será o resultado da somatória das avaliações 1 e 2 e das atividades avaliativas realizadas no período.

A prova da Recuperação de Estudos terá valor 8,0 (oito vírgula zero).

Parágrafo Único: a média bimestral após Recuperação de Estudos será calculada com base na seguinte fórmula:

(AV1+AV2) + Rec.Estudos + ATIVIDADES = Média Bimestral

Art …. média anual igual ou superior a 6,0 (seis vírgula zero) em cada disciplina, serão considerados aprovados ao final do ano letivo.”

__________________________________________

Já na escola progressista há um outro tipo de sistema de avaliação. Veja os exemplos abaixo:

” …ArtigoOs resultados dos processos da avaliação contínua e cumulativa são expressos através de conceitos trimestrais e anual em todas as séries do Ensino Fundamental e Médio, com a seguinte significação:

I- O – o educando evidencia, de modo pleno, os objetivos propostos no processo de ensino/aprendizagem;

II- B – o educando evidencia, de modo mais do que satisfatório, os objetivos propostos no processo de ensino/aprendizagem;

III- M – o educando evidencia, de modo satisfatório, os objetivos propostos no processo de ensino/aprendizagem;

IV – I (insatisfatório) – o educando evidencia, de modo não satisfatório, os objetivos propostos no processo de ensino/aprendizagem;

Artigo no Ensino Fundamental e Médio, o conceito anual é resultante da análise global dos conceitos trimestrais, em cada componente curricular e articulação com o processo de ensino.

Artigo O conceito anual mínimo para promoção para a série subsequente ou a conclusão do Ensino Fundamental e Médio é M (médio) que deve sintetizar um padrão satisfatório de conhecimentos, competências e habilidades.

Artigo O Conselho de Classe analisará de modo qualitativo o processo de ensino/aprendizagem de um ou mais componentes curriculares, dos educandos que evidenciaram de modo insatisfatório, os avanços necessários à continuidade do processo educativo – conceito anual I (insatisfatório) – visando decidir sobre a sua promoção ou retenção.”

Outro exemplo:

“Artigo…– As sínteses dos resultados da avaliação do aproveitamento serão expressas em conceitos que deverão refletir as diferenças de desempenho, claramente discerníveis, na seguinte conformidade:

Conceito Definição operacional
A 100 a 90% – quando o desempenho do aluno atingiu todos os objetivos propostos pela área;

B 89 a 75% – quando o desempenho do aluno atingiu a maior parte dos objetivos propostos e que seriam mais significativos para aquele segmento de trabalho;

C 74 a 60% – quando o desempenho doaluno atingiu parte dos objetivos propostos, restando pontos que precisariam ainda ser revistos mas que não comprometem a continuidade do trabalho na área;

D 59 a 40% – quando o desempenho do aluno não atingiu parte significativa dos objetivos propostos, restando pontos que precisariam ser recupera dos pois comprometem a continuidade do trabalho na área;

E 39 a 20% – quando o desempenho do aluno não atingiu a maioria dos objetivos da área, apresentando dificuldades sérias com relação à continuidade do trabalho na área;

F 19 a 0% – quando o desempenho do aluno não atingiu um mínimo dos objetivos da área, não conseguindo nem mesmo realizar as tarefas básicas propostas pela área.

Artigo… Os resultados da avaliação do aproveitamento deverão ser sistematicamente registrados, analisados com os alunos e sintetizados num conceito único, enviado à secretaria e comunicado aos pais ou responsáveis, conforme estabelecido no Calendário Escolar.

Artigo … – Ao término do ano letivo, o professor, tendo em vista os 3 (três) conceitos obtidos durante o ano, atribuirá um CONCEITO FINAL que refletirá o seu julgamento sobre as condições ou não do aluno prosseguir estudos na série subsequente ou na obtenção de certificado de conclusão de curso.

§ 1º – O professor deverá emitir, ao mesmo tempo, o conceito relativo ao último processo avaliatório e o CONCEITO FINAL e entregá-los na secretaria da escola, conforme prazo estabelecido no Calendário Escolar;

§ 2º – Conforme o estabelecido no parágrafo único do artigo … deste Regimento Escolar, o CONCEITO FINAL para o ensino da língua inglesa far-se-á após o 4º conceito avaliatório;

§ 3º – Quando todos os conceitos avaliatórios obtidos pelos alunos, durante o ano letivo, forem iguais ou superiores ao conceito “C”, o CONCEITO FINAL atribuído pelo professor não poderá ser inferior ao conceito “C” …

De modo que é possível verificar que as escolas que assumem uma pedagogia tradicional possuem um sistema de avaliação quantitativo e as que assumem uma pedagogia progressista um sistema de avaliação qualitativo.

Portanto, conhecer e, sobretudo, compreender o sistema avaliativo da escola é fundamental antes de adotá-la enquanto sua.

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A lei estadual n.20.817/2013 que determina a data-corte 30/06, publicada em julho de 2013 em Minas Gerais, somada a falta de orientação da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais está a provocar uma enorme confusão nesta época de matrícula, sobretudo, nas escolas particulares de ensino.

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Algumas escolas estão entendendo que para  atender a lei deve-se pular o 1° ano do ensino fundamental e matricular as crianças que aniversariam entre o 31/03 e o 30/06 direto no 2° ano , isto é, pulando o 1° ano.

Porque antes da legislação estavam seguindo a data-corte 31/03, prescrita pelo ato normativo do Conselho Nacional de Educação.

Então, o que ocorreu em 2013 ?

Criança nascida em abril, retida no 2° período da Educação Infantil, porque barrada  pela data-corte 31/03 (apesar de haver no Estado de Minas Gerais uma sentença judicial que derrubava a data-corte mediante uma avaliação psicopedagógica que atestasse a capacidade da criança) , não pode ser matriculada no 1° ano do ensino fundamental.

Pois bem, esta criança barrada pela data-corte em 2013 agora em 2014 com a nova data-corte 30/06 , em função da lei estadual n.20.817/2013 , vai para qual série?

Algumas escolas estão entendendo que vai para o 2° ano do ensino fundamental para atender a data-corte 30/06 .

Mas as perguntas a serem feitas são:

1) Este procedimento pode fazer´legalmente, isto é, à luz da legislação de ensino?

Não, não pode.

2) Qual o motivo de não poder?

A  Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional – LDB 9394/96 (aqui) - em seu Artigo 24 , inciso II diz que  ” a classificação em qualquer série ou etapa exceto a primeira do ensino fundamental por ser feita”, vetando , portanto, a reclassificação no 1° ano do ensino fundamental .

3) Se não fosse este veto o que poderia ser feito ?

Sim.Matricular a criança no 1° ano e depois reclassificá-la para o 2° ano e tudo estava resolvido.

O problema é que há o veto e ele deve constar da maioria dos Regimentos Escolares das escolas já que este documento escolar segue a orientação da LDB.

Então, como pode as escolas mineiras querem “pular” o 1° ano para atenderem a lei estadual n.20.817/09?

Não há legalmente uma explicação para este procedimento , razão pela qual urge que a Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais se pronuncie a este respeito orientando as escolas  particulares que  estão justificadamente muito confusas.

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27
nov

Fim de ano e lá vem taxa disso e daquilo para se efetivar matrícula das crianças e jovens nas escolas particulares.

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O que não pode ?

O valor que será pago em 2014 corresponde a um valor de anuidade, isto é, para a criança ou adolescente estudar em determinado ano custará um valor X para todo o ano que inclui a prestação dos serviços de : aulas, com professores habilitados, documentação correta, monitores de pátio, pessoal de limpeza para a manutenção da higiene da escola, pessoal de apoio pedagógico e administrativo, materiais e equipamentos necessários para o funcionamento da escola, além do insumos próprios a esta atividade econômica.

A escola pode oferecer aos pais algumas formas de pagamento desta anuidade, tais como:  à vista, em duas parcelas , em doze ou em treze parcelas.

Exemplo:

R$ 15.000,00 no ano/2014

Pai A = R$ 15.000,00 em 12 parcelas iguais= R$ 1.250,00 cada parcela , sendo que a 1ª parcela a ser paga em janeiro. Atenção: nesta opção a matrícula, isto é, a papelada de inscrição no curso é feita em dezembro, mas o pagamento da 1a parcela paga em janeiro.

Pai B = R$ 15.000,00 em 13 parcelas iguais= R$ 1.153,85 , sendo que a 1ª parcela de 2014 é paga em dezembro, junto com a última de 2013.

Nesta opção, os pais e pagarão a 1ª parcela de 2014 em dezembro e claro o valor desta parcela  é menor do que a de 12ª parcelas, mas o valor da anuidade é  o mesmo da praticado em 12 parcelas.

Pai C = R$ 15.000,00 em 2 parcelas iguais =  R$ 7.500,00 a 1ª parcela paga em janeiro/2014  e a 2ª parcela paga em julho/2014.

Veja que o valor da anuidade é igual, mas o pai A optou por pagar em 12 parcelas, o pai B optou por pagar em 13 parcelas e o pai C optou pela forma de pagamento em duas parcelas.

Esse procedimento é legal segundo a lei n.9870 , conhecida como lei da mensalidade escolar, em seu 1o artigo , parágrafo 5o: “…  facultada a apresentação de planos de pagamento alternativos, desde que não excedam ao valor total anual ou semestral apurado na forma dos parágrafos anteriores.”  

De modo que não há abuso, não há taxa de matrícula, não há joia, isto é, não há um plus na anuidade.

Vejam a reportagem do PROCON notificando escolas cariocas em função de cobrança abusiva.

 

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22
nov

O SESI e a data-corte

por Sônia R. Aranha às 3:27 em: Educação, Escola Particular

Além da data-corte do Estado de São Paulo já ser um problema para o ingresso no ensino fundamental, o SESI complica um pouco mais, a saber:

A criança aniversaria em maio, portanto, dentro da data-corte para escola particular que é 30/06. De modo que poderia ser matriculada no 1º ano do ensino fundamental.

Mas para o SESI há um período de nascimento que eles aceitam a inscrição para o sorteio : 01/07/2007 a 30/06/2008.

Então, se a criança nasceu em 22/05/2007 não pode se inscrever para o sorteio de vagas no SESI!

De modo que se você (pai ou mãe) estiver com esse problema, o caminho é via Justiça por intermédio de mandado de segurança.

Os juízes estão inclinados a conceder a liminar para a matrícula.

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Queridos leitores,

Como tenho alertado aqui neste blog, as matrículas para o ingresso no 1º ano do ensino fundamental, como também na Ed.Infantil, são restritas a data-corte, isto é, há uma restrição que tem a ver exclusivamente com a data de nascimento das crianças e não com a capacidade cognitiva ou com o tempo de escolaridade delas.

A data-corte não é igual em todos os Estados , ela difere:

31/03 - Rondônia, Amazonas, Roraima, Acre, Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará , Rio Grande do Norte,Paraíba, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul. Municípios do interior paulista e São Paulo, capital.

30/04 - Mato Grosso segundo Resolução CEE-MT n.002/2009.

30/06 – São Paulo escolas públicas estaduais (exceto as localizadas na capital paulista) e escolas particulares. Minas Gerais todas as escolas.

31/12 – Rio de Janeiro para o ingresso no ensino fundamental. As escolas da Ed.Infantil continuam a usar o 31/03 determinado pelo Conselho Nacional de Educação. E o Paraná.

Pernambuco e Bahia possuem sentença judicial conquistada pelo Ministério Público Federal que flexibiliza a data-corte de 31/03, isto é, se a criança tiver um laudo psicopedagógico que ateste a sua capacidade cognitiva para seguir adiante nos estudos independente de sua data de nascimento ela poderá ser matriculada no ano pretendido.

A data-corte é rigorosa. Não se pode matricular as crianças na Ed.Infantil e,sobretudo, no Ensino Fundamental fora da data, exceto com mandado de segurança impetrado na Justiça e aceito por um juiz que concederá uma liminar determinando a matrícula.

Mas apesar de sabermos desta problemática desde 2011, data limite para as escolas se adaptarem a esta exigência do Conselho Nacional de Educação, algumas escolas insistem em não levar em conta a data-corte por desconhecimento da matéria ou mesmo por pura má fé.

1) Recomendo para as escolas:

- Verifiquem todas as datas de nascimentos dos alunos matriculados em sua escola de 2012 e 2013 comparando com a data-corte de seu Estado ou município;

Vou dar um exemplo de uma escola particular localizada em um município no Rio Grande do Sul:

A escola, em outubro de 2013, abriu matriculas para 2014 no 1º ano do ensino fundamental mesmo para aquelas crianças com 5 anos a completar 6 anos após a data-corte, que no Rio Grande do Sul é 31/03.

Esta escola tem praticado este procedimento desde 2010.

Em 2010 e 2011 não houve problemas porque foi período de adaptação concedido pelo Conselho Nacional de Educação.

Em 2012, 2013 e 2014 está proibido matricular as crianças fora da data-corte.

Se esta escola informou aos pais que não haveria problemas matricular as crianças em 2014 fora da data-corte, é sinal que fez matricula de forma irregular nos anos de 2012 e 2013.

E o que aconteceu?

As crianças matriculadas em 2012 que aniversariam depois de 31/03 foram matriculadas no 1º ano.

Em 2013 foram matriculadas para o 2º ano

E em 2014 deverão seguir para o 3º ano.

Porém, como nasceram após a data-corte as matriculas do 1º ano, 2º ano estão irregulares, o que significa dizer, que os anos que já cursaram poderão ser invalidados.

Os pais, ao pedirem transferência para outras escolas, terão seus pedidos recusados em função da data-corte comparados com a data de nascimento de seus filhos. Certamente as outras escolas informarão que seus filhos deverão repetir o ano ou retornar ao início do ensino fundamental.

É um prejuízo enorme emocional e financeiro para os pais e suas crianças.

A escola, pela não observância da data-corte, poderá receber sanções: desde uma auditória, vinda da Secretaria de Educação, já que a documentação dos alunos está comprometida, até uma ação coletiva dos pais por danos morais e financeiros.

Dependendo do tamanho da escola isto poderá comprometer a sua sobrevivência, pois além de ter queimado sua imagem perante o seu público, as indenizações oriundas das ações por danos morais e financeiros quebrarão as suas pernas.

É de fundamental importância para as escolas que sua Secretaria, coração da escola, esteja regular de acordo com toda a legislação de ensino composta por atos normativos federais, estaduais e municipais, porque é de responsabilidade da escola zelar pelo direito dos alunos garantidos por esta legislação.

Todo cuidado, portanto, é pouco! Mas há vasta informação na internet a respeito deste assunto, além dos supervisores de ensino, cujo trabalho é o de orientar as escolas, e ainda os consultores escolares que prestam este tipo de serviço. Peçam ajuda!!

A escola poderá ligar para (19) 32554237 ou centrodestudos@centrodestudos.com.br, pois o CentrodEstudos oferece este tipo de assessoria para as escolas.

Recomendo aos pais:

- Não se iludam. Se a escola disser que ela pode matricular seu filho fora da data-corte não façam a matrícula. Procure informações na internet, nas Diretorias Regionais de Ensino, nas Secretarias de Educação.

- Se a criança ficar com a vida escolar irregular vocês terão que:

- constituir um advogado;
- impetrar um mandado de segurança para regularizar a vida escolar de seu filho.

Além disso, poderão entrar com ação por danos morais e financeiros contra a escola já que vocês pagaram a mensalidade para que seu filho obtivesse educação formal  com toda a documentação escolar regularizada.

Vocês terão que desembolsar de R$ 2.000,00 a R$ 3.500,00 por mandado de segurança visando regularizar o histórico escolar por um erro que não é de vocês , mas sim da escola.

De modo que compreendam a situação:

Só é possível ingressar no ensino fundamental ou mudar de etapa na Ed.Infantil as crianças que nasceram antes da data-corte.

Não há brecha e não há exceção.

A menos que vocês impetrem um mandado de segurança e garantam a matrícula, via liminar, concedida por um juiz.

A escola não tem poder para modificar uma determinação, seja esta oriunda de ato normativo ou de uma lei estadual.

Fiquem alertas.

Confiram a data de nascimento de seus filhos e verifiquem se está de acordo com a data-corte de seu município ou Estado, mesmo que seu filho já esteja cursando o 1º ano ou o 2º ano do ensino fundamental.

Se houver erro, entrem em contato com contato@soniaranha.com.br para que eu possamos orientá-los nos procedimentos do mandado de segurança.

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31
out

 

calendárioNo próximo ano estaremos recebendo talvez o maior evento esportivo mundial , a Copa do Mundo. O Brasil, um país que ama o futebol, estará sendo privilegiado porque nós brasileiros poderemos sentir de perto este evento futebolístico.

Em função do esporte mais praticado no Brasil e a nossa tradição com a bola e o gramado, a Lei Geral da Copa sugere a antecipação das férias escolares do dia 12/06 até o dia 13/07 , período dos jogos.

O Sieeesp – Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo – em 23/10/2013 por intermédio de um Comunicado, orientou as escolas privadas a não mudarem o calendário e manterem as férias normalmente em julho:

Disseram:

“ O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo e a Federação dos Professores do Estado de São Paulo recomendam às escolas a manutenção dos trinta dias de férias em julho de 2014, como prevê a Convenção Coletiva de Trabalho dos Professores.

A Lei de Diretrizes e Bases garante a cada escola autonomia para definir seu calendário escolar, de acordo com a proposta pedagógica e cumpridos os 200 dias letivos (ou 100, nos cursos semestrais). Esse princípio foi reafirmado pelo Conselho Nacional de Educação no parecer 21/2012, homologado pelo Mec em março de 2013:

“a norma que deve ser seguida quando se cuida da elaboração de calendário escolar é a norma da LDB e não a norma da Lei Geral da Copa”.

Por força da Convenção Coletiva de Trabalho dos professores das escolas privadas, os calendários escolares também têm que reservar trinta dias para as férias coletivas e outros trinta para o recesso.

Por último, a decisão da Secretaria de Educação de antecipar as férias escolares de 2014 para o período da Copa, anunciada dia 18/10, vale exclusivamente para as escolas públicas estaduais e não se aplica à rede privada de ensino.

Com base nos fundamentos aqui apresentados, o Sieeesp e a Fepesp sugerem uma proposta de organização do ano letivo de 2014, em anexo a este comunicado, que poderá orientar as instituições na elaboração de seu próprio calendário.

Sem prejuízo dos 200 dias letivos e dos dias de jogos do Brasil, a proposta oferece alternativas que permitem manter os trinta dias de férias em julho, consagrados há muitos anos e assegurado pela Convenção Coletiva de Trabalho dos Professores.”

Pois bem, elaborei um calendário atendendo tanto a Lei da Copa que sugere a antecipação das férias , como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que exige os 200 dias letivos.

Não tive muita dor de cabeça na elaboração porque 2014 não será um ano pródigo em feriados, de modo que coube os 200 dias letivos, com as férias iniciando em 12/06 e terminando em 11/07.

Eu que já fui diretora de escola particular sei bem que em dia de jogos ou véspera de feriados uma meia dúzia de gatos pingados aparece na escola e o prejuízo é grande para todos quando os gestores não levaram em consideração os desejos de seus alunos e familiares de prolongar o feriado ou assistir um jogo pela televisão que teimosamente insiste em ser no período de aulas. Diante disso é sempre prudente dar preferência a um calendário factível.

De modo que sugiro para a escola particular realizar uma enquete junto aos pais, professores, alunos e funcionários no início de novembro e após o resultado elaborar  o calendário 2014.

A pergunta é simples:

1) Vocês querem que as férias sejam antecipadas como sugere a Lei Geral da Copa iniciando em 12/06 e terminando em 11/07 cujo retorno às aulas será em 14/07 mantendo os 200 dias letivos finalizando em 12/12,como exige a Lei de Diretrizes e Base de Educação Nacional, visando oferecer a todos a oportunidade de poder assistir aos jogos pela televisão, viver o clima esportivo junto aos turistas de todas as partes do mundo ou até mesmo viajar por todo o Brasil para acompanhar o torneio em todas as capitais que receberam os esportistas ? sim ou não

Caso o resultado da enquete revele uma maioria sim , isto é, desejo de antecipar as férias, elabora-se o calendário antecipando as férias.

Além do procedimento descrito acima, se os professores aceitarem antecipar as férias escolares e forem paulistas deverão proceder conforme a Convenção Coletiva (aqui é do Estado de São Paulo) que diz em seu artigo 42 :

As férias dos PROFESSORES serão coletivas, com duração de trinta dias corridos, e gozadas respectivamente em julho de 2012 e julho de 2013. Qualquer alteração deverá ser aprovada por órgão colegiado, composto paritariamente por representantes dos PROFESSORES, do pessoal técnico-administrativo e da direção da ESCOLA, devendo constar do calendário escolar. É admitida a compensação dos dias de férias concedidos antecipadamente.

Outra questão importante é com o departamento financeiro da escola que deverá contar com caixa pleno para efetivar o pagamento das férias antecipada em junho e não em julho como comumente acontece , seguindo a Convenção Coletiva :

Parágrafo primeiro – A ESCOLA está obrigada a pagar o salário das férias e o abono constitucional de 1/3 (um terço) do salário até quarenta e oito horas antes do início das férias (art. 145 da CLT e inciso XVII, art. 7º da Constituição Federal).

Portanto, o calendário que elaborei contando com as férias de acordo com a Lei Geral da Copa e com a LDB em seus 200 dias pode ser acessado (aqui).

E (aqui) o calendário sugerido pelo Sieeesp sem nenhum tipo de alteração em função da Copa.

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A Análise Longitudinal do Número de Matrículas é um instrumento muito importante na tomada de decisão para o planejamento do ano letivo.

Trata-se da comparação do número de matrículas dos últimos cinco anos, visando saber quais são e onde ficam as portas de entrada da escola e as de saída para poder estancar estas últimas e ampliar as primeiras.

O que são portas de entrada? São as portas que o aluno entra naquela instituição escolar. Convencionalmente se uma escola possui o Infantil e o Ensino Fundamental a porta de entrada será o Infantil porque os pais matriculam seus filhos no Infantil e os mantém até o final do Ensino Fundamental.

É o que um Mantenedor de escola espera, porque uma matrícula no Infantil significa aproximadamente 12 anos de mensalidade segura e, consequentemente, a escola aberta e socialmente responsável.

Toda escola possui portas de entrada convencionais, exemplos:

Escolas que oferecem apenas o Infantil: berçário e o Infantil I.

Escolas que oferecem o Infantil e Ensino Fundamental: Infantil, 1º ano e 6º ano.

Escolas que oferecem o Ensino Fundamental e o Ensino Médio: 1º ano, 6º ano e o 1º Médio.

No entanto, pode haver outras portas de entrada menos usuais e mais pontuais de acordo com algum tipo de intervenção de marketing ou um imprevisto qualquer em um determinado ano.

Mas, infelizmente, as escolas possuem as portas de saída. E o que são elas?

As portas de saída são aquelas que se abrem para o aluno seguir seu caminho longe da escola.

Uma que é bem usual é a do 9º ano. Mesmo que a escola tenha atendido as expectativas dos alunos e de seus pais, quando chegam ao final do Ensino Fundamental querem partir para uma nova experiência educacional antes de enfrentarem a universidade. Então, o 9º ano é uma porta de saída. Porém, há outras e todo Mantenedor junto com seus colaboradores deveriam lutar para minimizá-las ao máximo. Por exemplo:

O 5º ano pode se tornar uma porta de saída. Os pais matriculam seu filho no Ensino Fundamental em uma determinada escola e durante cinco anos o nível de satisfação deles fica na ordem do moderado, com picos de decepção. Quando o período de ingresso no 6º ano se aproxima, os pais vão em busca de uma nova escola.

O 1º ano ou 2º ano também podem ser transformados em portas de saída. Os pais matriculam os filhos na Educação Infantil pretendendo mantê-lo na escola por todo o Ensino Fundamental, porque o nível de satisfação com o Infantil foi elevado. Porém, se decepcionam com o 1º ano ou 2º ano e desistem da escola.

A Análise Longitudinal de Número de Alunos além de verificar se a demanda está ou não declinante (exemplo: de 2006 a 2010 a escola perdeu 200 alunos ou ganhou 100 alunos) consegue também detectar quais foram os anos mais críticos e quais turmas se transformaram em portas de saída.

O intuito é conhecer o fluxo de matrículas ao longo dos anos para poder reverter quadros de demanda declinante visando o equilíbrio financeiro e, em alguns casos, salvar a escola da falência. Para isso, a análise indica quais cursos ou séries será preciso investir no pedagógico de modo mais significativo.

Você fornece o número de matrículas destes últimos cinco anos e nós analisamos o movimento de alunos de sua escola propondo ações pedagógicas efetivas.

Entre em contato conosco.

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A avaliação diagnóstica da instituição escolar é um instrumento recomendado pela Resolução CNE/CBE nº 07/2010 que dispõe sobre as novas diretrizes curriculares nacionais do ensino fundamental de 9 anos.

“Art. 35 Os resultados de aprendizagem dos alunos devem ser aliados à avaliação das escolas e de seus professores, tendo em conta os parâmetros de referência dos insumos básicos necessários à educação de qualidade para todos nesta etapa da educação e respectivo custo aluno-qualidade inicial (CAQi), consideradas inclusive as suas modalidades e as formas diferenciadas de atendimento como a Educação do Campo, a Educação Escolar Indígena, a Educação Escolar Quilombola e as escolas de tempo integral”

Entendo que a avaliação nada mais é do que a leitura da realidade daquele momento histórico da escola visando traçar rumos para o planejamento da gestão de um próximo ano letivo, visando a superação dos problemas detectados e o aperfeiçoamento dos processos de ensino/aprendizado.

O grande objetivo da Avaliação da Instituição Escolar Interna e Diagnóstica que propomos diz respeito a  (re)significar o Projeto Político/Pedagógico da escola buscando melhorar a qualidade dos serviços prestados para os alunos , pais e a toda comunidade escolar.

Mas por que é preciso submeter à escola a uma avaliação institucional?

Uma instituição educacional passa por alguns períodos, a saber: a fundação que é um momento de realização de um sonho, a manutenção que diz respeito à sobrevivência do empreendimento educacional , o declínio  que desemboca em dois possíveis caminhos: a (re)significação do projeto escolar, iniciado no momento da fundação, ou o seu fechamento.

O mesmo ocorre com a carreira dos profissionais que atuam na escola. Segundo estudos de Huberman (1992) a carreira dos professores passam pela fase da exploração,   o início da carreira e se neste momento o professor obtiver sucesso entrará na fase da descoberta e logo após a da sobrevivência. Estas duas fases se intercalam em tempos em tempos. Mas se no início do magistério o professor colher decepções será levado a   indiferença e ao distanciamento afetivo  não tendo motivos para investir na melhoria de seu trabalho educativo.

Escola em declínio, em geral, reflete o ceticismo dos profissionais desmotivados. Círculo  vicioso que em caso de escolas particulares desembocam em falência. Nas escolas públicas o prejuízo é muito maior e nefasto porque não havendo o fechamento as crianças e adolescentes continuam a conviver com mortos-vivos que exalam distanciamento afetivo, o que acaba por contaminá-las desviando-as do caminho do conhecimento.

De modo que é imperativo que as escolas incluam em seu planejamento   a avaliação diagnóstica institucional interna que pode ocorrer em um biênio intercalada com a pesquisa de satisfação do cliente.

Momentos da Avaliação Institucional Interna e Diagnóstica :

1) Motivação -  é o momento de reunir professores , equipe pedagógica , gestores e funcionários para participar de reuniões de Desenvolvimento Motivacional –   com intuito de desencadear os sete hábitos: a proatividade, construção de objetivos, saber distinguir o que é mais importante, ganha/ganha, compreender depois ser compreendido, criar sinergia e renovar as dimensões físicas, espirituais, mental e social/emocional.

2) Diagnóstico – levantamento de dados que permitam diagnosticar a instituição escolar e construir critérios e parâmetros para conquistar avanços:

Avaliação Diagnóstica da Documentação Escolar
Avaliação Longitudinal de Matrículas
Avaliação Diagnóstica Horizontal dos Conteúdos
Avaliação Diagnóstica Vertical dos Conteúdos
Avaliação Diagnóstica dos anos (Infantil , Ensino Fundamental e Ensino Médio)
Avaliação Diagnóstica dos Eventos Disciplinares
Avaliação Diagnóstica Desempenho Docente
Avaliação Diagnóstica Desempenho Discente
Avaliação Diagnóstica Equipe Técnica Pedagógica
Avaliação Diagnóstica Infra-Estrutura

3) Análise da Avaliação Externa –   análises dos resultados da participação em avaliações externas , tais como SAEB , ENEM , dentre outros.

3) Indicadores de Mudanças – momento de apresentar os resultados das avaliações indicando mudanças a curto , médio e longo prazo (universo de dois anos)

O CentrodEstudos está preparado para ajudar a sua escola  a continuar a promover um ambiente afetivo, motivado e promissor para todos aqueles que nele convivem. Entre em contato.

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17
set

Quando as escolas fecham as portas

por Sônia R. Aranha às 23:56 em: Escola Particular

 

Nos últimos cinco anos na região de Campinas , segundo o Sindicato de Professores, houve um aumento de 30% de fechamento de escolas particulares.

Manter uma escola particular não é fácil. É um setor de serviços com características próprias e complexas e quando negligenciadas levam invariavelmente à falência. Sim, porque escola particular é também uma empresa que precisa garantir sua sobrevivência já que não são subsidiadas pelos governos municipal, estadual ou federal,exceto as filantrópicas que gozam de isenção de alguns impostos.

A não observância dos 10 principais fatores ,abaixo relacionados, leva ao fechamento das escolas:

1) População: a pirâmide populacional do país está ficando invertida, os idosos aumentam e as crianças diminuem, mas esse dado científico, isto é, colhido de forma objetiva por intermédio de pesquisa do IBGE não é levado em consideração na hora do empresário abrir uma escola;

2) Bairro Envelhecido: escola antiga localizada no centro da cidade acompanha o envelhecimento da população do bairro e/ou a instalação de estabelecimentos comerciais no lugar das antigas residências. Os bairros periféricos que acolhem os modernos condomínios horizontais fechados recebem jovens casais que ali formam suas famílias optando por escolas mais próximas de suas residências. A não ser que a escola supere sua concorrência, instalada em bairros jovens e periféricos, com inovação pedagógica e qualidade de ensino comprovada, a tendência da escola em um bairro envelhecido é a de não suportar a diminuição de matrículas;

3) Concorrência: o número de crianças diminuiu, mas o número de escolas aumentou. Portanto, as poucas crianças que nascem em um município serão divididas entre escolas públicas e escolas particulares e as que irão para as escolas particulares representam aproximadamente 4% da população. Uma cidade como Amparo/SP, por exemplo, possui uma população estimada pelo IBGE de 2009 de 65.928 habitantes. Isso significa 2.637 alunos nas escolas particulares. Esse número mantém quantas escolas? De modo que as escolas terão que inovar e lutar dia-a-dia para satisfazer e conquistar esses poucos alunos e, para continuar existindo, deverão tomar para si muitos outros da escola pública, isto é ,  alunos da classe C e D;

4) Inadimplência: o setor da educação privada é o único setor que presta um serviço e pode não receber por ele durante todo um ano sem que nada ocorra para o mau pagador. Os pais podem ser negativados no Serasa e no SCPC, como também, levados a justiça para efetivar o pagamento, além de não renovarem a matricula de seus filhos, mas de qualquer forma nada disso é suficiente para conter a inadimplência escolar que gira em torno de 10%. De modo que a escola tem que contar com um departamento de cobrança muito efetivo para minimizar as perdas e inserir em seu planejamento essa margem de prejuízo;

5) Lei trabalhista: uma escola perde alunos, portanto, perde receita, mas não pode flexibilizar a sua folha de pagamento. Entre um acordo com os professores e o fechamento da escola e, consequentemente, o fechamento de postos de trabalho, o sindicato de professores opta pelo fechamento das escolas. De modo que é preciso cumprir a legislação trabalhista: a) aumentar anualmente o valor da folha de pagamento de acordo com a convenção coletiva que neste ano de 2011 teve um índice de aumento de 7,42% ou de 9,17% para as escolas que não possuem o Programa de Participação nos Lucros e Resultados; b) é impossível demitir um quadro de professores que ao longo dos anos se tornou oneroso para  depois contratar novo quadro com salários compatíveis com o número de alunos daquele momento histórico da escola;

6) Recursos Tecnológicos: exceto o laboratório de informática já obsoleto, a escola ,de modo geral,  não investe em nenhum tipo de recurso tecnológico: não possui um site de interação/propaganda/marketing de sua escola, não participa de nenhum tipo de rede social (orkut, twitter, facebook), não consta em destaque do Google Maps, não possui lousas digitais em suas salas de aula, não utilizam em suas aulas laptop ou tablet ao invés de livro didático, não usam e-mail como meio de comunicação e, tampouco ,softwares de gerenciamento dos negócios;

7) Avaliação Institucional: não é rotina escolar avaliar seus processos e os produtos de seus processos. A única avaliação que existe é a do aprendizado dos alunos. Não há qualquer ferramenta de avaliação do ensino, da gestão e da estrutura e funcionamento da escola. Como tomar decisões se não há parâmetros a serem seguidos?

8) Análises e Sínteses : com raríssimas exceções, a escola particular não é feita a análises e sínteses realizadas a partir de metodologia científica. Por exemplo: não se analisam longitudinalmente as matrículas para prever demandas declinantes no nível de entrada de alunos de modo a tentar estancar o declínio com medidas energéticas evitando a falência da escola ;

9) Planejamento a curto, médio e longo prazos: escolas não lidam bem com planejamento, sobretudo, os de cunho empresarial. Pergunte ao mantenedor de uma escola particular se ele possui um Business Plan. Escola tem Regimento Escolar, Projeto Pedagógico, Plano de Gestão, mas tudo isso voltado à gestão pedagógica. Todavia escola particular é uma empresa como qualquer outra e precisa saber planejar identificando metas a curto , médio e longo prazos visando tomar decisões mais acertadas para a sua saúde financeira;

10) Gestão doméstica e/ou familiar: é aquele tipo de gestão que não se apóia em análises, avaliações , dados, portanto, nada profissional. Em geral os mantenedores confundem gastos pessoais com os da empresa/escola, a remuneração dos sócios é incompatível com situação financeira da escola, sem capital de giro ou insuficiente, ausência de controle de custos, dentre outros.

Quando esses fatores se associam, uma escola fecha e quando uma escola fecha suas portas o sonho de muita gente é interrompido.

Em Campinas nos últimos anos acompanhamos o fechamento de algumas escolas:

Colégio Batista – Colégio Ateneu – Colégio Forte Castelo – Instituto Educacional Parthenon – Escola Harmonia

Mudança de Mantenedores: Escola Futura – Colégio Evolução – Colégio Progresso -Colégio Fleming

Para evitar que sua escola sofra falência entre em contato conosco: (19) 32554237 ou centrodestudos@centrodestudos.com.br

 

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Por:  Sônia Aranha

Segundo informações do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo         (Sieeesp) o reajuste das anuidades escolares deverá ficar entre 7% a 11% , bem acima da infração que nos últimos 12 meses registrou a marca de 6,09% de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

alunos

Eu apostaria que o reajuste chegue aos 11% ou, em alguns casos, ultrapasse esta marca, em função do aumento salarial dos professores que girou em torno de 8% neste ano de 2013.

A definição do reajuste envolve muitos fatores: reajuste ou aumento da folha de pagamentos, aumento de insumos, reformas e melhorias no prédio, novas aquisições ou mesmo reposição de equipamentos ou material pedagógico, público que atende e concorrência no mercado.

É preciso que este reajuste da anuidade escolar seja calculado e apresentado aos pais até 45 dias antes do início do próximo ano letivo, isto é, até o dia 13 de dezembro se o início do próximo ano letivo for 27 de janeiro.

Mas esperar até dezembro é dar um tiro no pé, porque as escolas particulares  em setembro já estão agora com suas campanhas de matrícula na rua. O prazo máximo é outubro, caso contrário, a escola poderá perder um número significativo de alunos para a concorrência.

Se o reajuste parecer para os pais abusivo é importante que solicitem da escola a Planilha de Custos e a escola deve estar preparada para apresentá-la. Por isso, o departamento financeiro deve estar com os dados na ponta do lápis, caso contrário, será chamada ao PROCON para dar as devidas explicações.

O importante é usar o bom senso, isto é, encontrar um modo que atenda os pais evitando o aumento da inadimplência , atendendo a saúde da escola evitando criar uma crise financeira.

Difícil? Sim, não resta dúvida, mas com muito planejamento e gerenciamento é possível manter a escola saudável.

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