Arquivo de Educação Ambiental

Sustentabilidade é o que o mercado da construção procura nesses tempos de valorização dos conceitos de : acessibilidade, eficiência energética, hídrica e acústica.

Ninguém quer mais morar ao lado de uma escola barulhenta, cuja construção não pensou no direito da vizinhança e na poluição sonora.

Ninguém quer mais sofrer com falta de água ou esbanjar água se é possível contar com uma construção que previu em seu projeto reservatórios de reuso de água e de captação de água de chuva.

Ninguém quer mais ter que acender lâmpadas em pleno dia ensolarado de país tropical porque a luminosidade da construção é precária ou insuficiente. Imagina ter que lecionar em pleno dia com todas as lâmpadas acesas por conta de uma sala escura.

Ninguém quer mais ter que contar com ventiladores e ar condicionados ligados mais de 12h diárias porque o construtor não projetou uma construção arejada, com pé direito alto e largas janelas com ventilação cruzada.

Hoje não dá mais para projetar uma casa, sala de aula ou qualquer outro edifício com aberturas de portas que impeçam o acesso de um cadeirante.

De modo que é preciso construir edifícios térreos e com andares , oriundos de projetos que usaram e abusaram dos conceitos de sustentabilidade em todos os aspectos: luz, água, eletricidade, acústica, ventilação e acessos fáceis para todos.

Além disso, projetos que usem materiais da própria região que foram construídos e que durem por anos a fio.

Se você que é engenheiro, arquiteto, técnico em edificações ou estudante da área da construção civil ou mesmo uma pessoa que está prestes a construir sua casa , temos um curso livre e a distância perfeito para você se atualizar:

Redução de Água em Edificações
Eficiência Energética em edificações: simuladores
Arquitetura Acessível x Barreiras Arquitetônicas e Culturais
Terra Crua: especificações para projetar com painéis e blocos monolíticos

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Por Fátima Schenini

A vontade de pôr os alunos em contato com a natureza para torná-los mais sensíveis e conscientes de que a vida depende do meio ambiente, e que o meio ambiente depende de cada um, levou a professora Waléria Monteiro a desenvolver projeto de horta na Escola Municipal Londres. Localizada no bairro de Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio de Janeiro, a escola atende estudantes dos três primeiros anos do ensino fundamental.

A ideia da professora consistiu em aproveitar área disponível na lateral do prédio escolar como mais um espaço de aprendizado para as crianças e ali reproduzir os bons resultados verificados em instituição particular, na qual lecionara, ocasionados pelas atividades realizadas na horta. “Pude acompanhar várias vezes, com minhas turmas, o plantio, colheitas, receitas e experiências. Era gratificante para todos”, destaca.

horta

Obtida a aprovação do projeto pela direção da Escola Londres, a professora deu início às atividades da horta. “Nosso espaço é bem pequeno, mas a vontade é grande”, revela Waléria, responsável por uma turma de segundo ano. O projeto recebeu a adesão das professoras Cláudia Lessa e Jacqueline Barroso, de turmas de primeiro ano, e Ana Lúcia Nunes, de uma turma de terceiro ano.

Após a limpeza e preparação do espaço destinado ao plantio, os estudantes passaram a visitar o local para fazer o reconhecimento — não costumavam circular por lá. “As crianças estão animadas e cheias de expectativas”, salienta Waléria. Segundo ela, todas vão participar das etapas do processo e cada turma ficará encarregada por um canteiro. “Aproveitamos a chuvinha que caiu por aqui e já plantamos as primeiras sementes.”

Prioridade — De acordo com a professora, os estudantes, entusiasmados, querem plantar de tudo, mas terão prioridade legumes e vegetais mais simples, que tenham facilidade de germinação. O propósito é obter um resultado mais dinâmico, capaz de animar as outras professoras, a direção da escola e os pais dos alunos. “Começaremos com alface, cenoura, tomate e pimentão, mas pensamos num futuro de plantas medicinais e outras coisas”, diz.

Waléria pretende relacionar os conhecimentos práticos obtidos com o trabalho na horta às atividades realizadas em sala de aula para que os alunos adquiram conhecimentos relacionados, por exemplo, aos diferentes tipos de solo e aos benefícios das vitaminas. Incentivar as crianças a consumir legumes e verduras e conscientizá-las da importância de saborear um alimento saudável e nutritivo são alguns dos objetivos do projeto.

A professora espera que os alunos colham os alimentos e multipliquem o aprendizado do hábito da alimentação saudável. Pedagoga, com formação também em comunicação social, Waléria atua no magistério há 24 anos, 12 dos quais na rede municipal.

Fonte: MEC – Jornal do Professor

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O CentrodEstudos adotou o Projeto Lixo Vivo , ou melhor seria dizer, criou o projeto em parceria com a Lixeira Orgânica porque é um encanto de bacana poder ver  as  minhocas  transformar restos de comida em húmus.

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Eu mesma tenho uma em minha cozinha , olhem só:

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Todos os dias ao cozinhar eu reservo restos de verduras, cascas que sobraram, filtro de papel, borra de café, cascas de ovos, guardanapos de papel, enfim.. várias coisas.

Reservo em um vasilhame. Depois que estiver cheio eu vou até a lixeira orgânica e deposito tudo e cubro com folhas e minhas minhocas fazem o  resto.

Já recolhi húmus e o biofertilizante e tenho adubado minhas plantas com eles.

É muito bacana todo o processo. Não há cheiro e cabe em qualquer cantinho. Há as de 15 litros que estamos chamando de didáticas e que fazem parte do Projeto Lixo Vivo, mas há as de 60 litros que é para uma família de 4 pessoas.

De modo que meu entusiasmo foi tão grande que escrevi o Projeto Lixo Vivo em parceria com a Lixeira Orgânica que é responsável pela venda das lixeiras.

O Projeto Lixo Vivo é feito para as escolas e é composto de uma parte teórica e outra prática.

A parte prática é a manipulação das lixeiras pelos alunos e a teórica diz respeito a 1 hora/aula em uma sala virtual do CentrodEstudos destinada para os estudos a respeito dos resíduos sólidos, do lixo, do consumo responsável , dentre outros assuntos correlatos.

É preciso ensinar as crianças a compreender o ciclo da vida e que tudo está interligado a tudo. De modo que o meu consumo responsável , a minha atitude sustentável , projeta um mundo futuro bem mais viável.

Sei dizer  que eu e meu marido adquirimos a boa mania de usar a lixeira orgânica e era o que estava a  faltar, porque já separávamos os resíduos para a coleta seletiva.

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Realmente  o princípio, a habilidade, o conceito ou a prática da sustentabilidade é o mote do século XXI . De gente séria a picaretas, de nome de partido político ao banal marketing , todos falam de sustentabilidade.

Sustentar o que mesmo? Dizendo a grosso modo, o consumo.  Não podemos satisfazer as nossas necessidades de consumo, esgotando os recursos para as futuras gerações.

E de qual consumo se fala? De todo e qualquer um: água, comida, produtos, energia, etc.

Eis que consumir seja lá o que for é uma ação cultural. No Brasil, terra aquática, consumimos muita água no banho, ao lavar a louça ou a calçada. Temos abundância de água e a desperdiçamos sem dó nem piedade.  Gostamos de desperdiçar , deixamos resto de comida em nosso prato de refeição, não comemos arroz requentado enfim , somos uns bons esnobes.

É certo que melhoramos. Do que fomos há 50 anos atrás estamos ótimos. Porém ainda falta muito. Mudar cultura é bastante lento e difícil , mas nada que uma multinha não resolva em tempo mais curto. Fumávamos e paramos de fumar em locais públicos , graças a pressão e multa.

De modo que modemos mudar e a escola é um lugar privilegiado para efetivar mudanças deste tipo.

Aí vai 5 dicas para a escola ensinar e praticar a sustentabilidade:

1) Água: banheiros escolares é uma perda de água sem igual. Vale investir em torneiras automáticas com sensores e descargas econômicas. Adotar sistema de coleta de água da chuva para lavagem dos pátios e calçadas;

2) Energia: se puder a escola deve assumir energia solar . Outra alternativa são lâmpadas LED e acinadas com sensor de presença. A preocupação em construir uma escola ou mesmo reformá-la visando a  etiquetagem de eficiência energética em edificações também é uma ação sustentável;

3) Produtos: evitar o uso de copo de plástico descartável, bem como o isopor tão utilizado em trabalhos escolares.  A prática, o incentivo e o ensino da redução, da reutilização e da reciclagem de produtos devem começar com lista de material.

4) Comida:  a criança na hora do recreio pede uma lata de coca-cola e um salgado, mas ao mesmo tempo quer brincar com os colegas. Resultado: metade do salgado e metade da coca-cola sobram e são jogados no lixo. Um hamburger e duas dentadas e lá se vai o resto para a lixeira. É preciso orientar o horário do recreio que é um período de parada para se alimentar e fazer uso do banheiro para depois brincar com os colegas.

5) Lixo:  o lixo é vivo. É vivo porque dele é possível extrair grandes riquezas na forma de reciclagem. E a escola pode e deve separar o seu lixo seco em recipientes próprios. Além disso, pode também, separar o lixo orgânico (casas de frutas, restos de verduras e legumes , guardanapo , palitos , etc.) produzidos na cantina ou restaurante e depositá-lo na Lixeira Orgânica , recipiente com minhocas que ao comer o lixo o transformam em húmus para adubar a área verde da escola.

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Lixeira Orgânica de 60 litros – para 4 pessoas – saiba mais aqui 

 

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