Arquivo de abril, 2015

Por Pragmatismo Político

A fórmula dinamarquesa para combater a obesidade infantil

Um projeto que incentiva mudanças no estilo de vida de crianças e suas famílias está sendo adotado na Dinamarca com o objetivo de combater a obesidade infantil – hoje uma epidemia global.

Na cidade dinamarquesa de Holbaek, 1,9 mil crianças foram atendidas e 70% delas conseguiram manter um peso adequado por quatro anos após ajustar até 20 aspectos de seu estilo de vida.

A forma como o projeto lida com a criança e seus familiares difere dos “pequenos passos” das dietas tradicionais.

O plano começa com as crianças sendo internadas durante 24h em um hospital para uma bateria de exames, medição da gordura corporal e preenchimento de um questionário sobre hábitos alimentares e padrões de comportamento.

O programa exige amplas mudanças de estilo de vida para derrotar a resistência natural do corpo a perder gordura. Cada criança tem um tratamento personalizado para modificar entre 15 e 20 hábitos diários.

“Não é divertido. É dureza”, diz o médico Jens Christian Holm, que coordena o projeto, a Jakob Christiansen, de dez anos, durante uma consulta.

Jakob pesa 72 kg, pelo menos 20 kg acima do ideal. Ele tem sofrido bullying na escola, depressão, e compensado esses dissabores comendo doces para buscar conforto emocional.

“Ele comia (doces) escondido”, diz a mãe, Elisabet. “Só queremos que os médicos ajudem Jakob a perder peso para que ele volte a ser um menino feliz.”

Jakob conta ao médico que pedala 3 km para ir à escola. Mas o exercício, por si só, não basta para combater o que o pediatra chama de “doença crônica”.

Entre um teste e outro, o menino almoça peito de frango sem pele, cenoura crua, pimentão vermelho e salada verde.

“Vai ser difícil, mas lutarei com todas as minhas forças. Sei que vou sentir falta do açúcar e de ser preguiçoso”, diz Jakob.

‘Negligenciadas’

“Em geral, crianças obesas são negligenciadas”, argumenta Holm, acrescentando que a obesidade é algo muito difícil de combater sozinho.

“São muitas vezes solitárias e muitas não participam de atividades com seus colegas. Têm baixa autoestima. Com o programa, elas têm uma chance real de perder peso e melhorar sua qualidade de vida.”

A mudança de hábitos é essencial para evitar que a obesidade persista e que os pacientes “se sintam frustrados e perdidos”.

Holm acredita que o programa possa ser replicado em outros países. Até o momento, foi adotado por oito cidades dinamarquesas.

No distrito de Hedensted, oeste do país, o projeto é coordenado pela agente de saúde Rikke Christensen, que diz que a abordagem é melhor do que outras usadas no passado.

“Infelizmente, vimos diversas vezes como era difícil envolver as famílias. Agora finalmente encontramos uma forma”, diz.

Um de seus casos de sucesso é o de um menino de nove anos que tinha 40% de gordura corporal e pressão alta. Era introvertido, ia mal na escola e evitava exercícios físicos.

Ele ainda está em tratamento, mas reduziu sua gordura corporal em 25%. Está mais expansivo, participou de uma corrida de 5km e começou a jogar futebol.

Mudança de vida

Holm é um forte crítico do tempo que as crianças gastam passivamente diante do computador ou da TV. Algumas ficam grudadas na tela por até 12 horas diárias – sendo que o limite defendido por ele é de 2 horas.

“Toda a vida precisa mudar, porque (as crianças) tendem a ficar solitárias, envergonhadas de si mesmas. Elas precisam interagir com outras crianças em sua vida diária.”

Os participantes do programa de Holm também têm que dormir na hora certa, para garantir uma quantidade adequada de horas de sono. Algumas pesquisas sugerem que isso pode ajudar a controlar a obesidade, ao regular hormônios e reduzir o ímpeto do corpo cansado de consumir “bobagens”.

Mike Nelausen, 14, se tornou um caso de sucesso para o projeto em Holbaek: perdeu 25 kg dos 85 kg que pesava e parou de ser alvo de bullying.

“O começo foi difícil, mas ficou mais fácil quando se tornou parte da minha rotina“, diz ele.

“Eu vivia triste por causa do bullying, mas agora estou mais magro. E mais feliz, tenho mais energia. E não fico mais desanimado quando subo na balança.”

Sua mãe, Karina, chora ao recordar a vida antes da reeducação de hábitos. “Era muito difícil vê-lo daquele jeito. Tentávamos de tudo, e ele continuava a ganhar peso. Quando finalmente começou a funcionar, ficamos muito felizes.”

No jantar, Mike come apenas uma porção de comida, em vez das três que consumia antes, regada a água com gás.

Mais tarde, mesmo sob chuva, ele sai de casa para sua corrida noturna ao redor do bairro, determinado.

Como disse Holm, o programa não é fácil, mas os resultados podem ser gratificantes.

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Considerações sobre a Lei da Inclusão da Pessoa com Deficiência

Por Vinícius Gaspar Garcia (aqui)

A Câmara aprovou, no início de março, o projeto de Lei 7.699/06 que institui a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) da Pessoa com Deficiência. O projeto ainda terá que ser votado no Senado, mas a aprovação na Câmara é um marco e encerra um processo que vem desde o ano 2000, quando o senador Paulo Paim (PT-SP) propôs a criação do “Estatuto do Portador de Deficiência”.

Em um ato simbolicamente importante, a LBI teve como relatora a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), pessoa com deficiência física (tetraplegia).

Embora consolide direitos previstos em outras legislações, algumas considerações devem ser feitas em relação à LBI. Em primeiro lugar, é preciso registrar que a iniciativa de criação de uma legislação específica, na forma de um Estatuto, não foi uma demanda do movimento social das pessoas com deficiência.

Retrocedendo na história, durante as discussões sobre a Constituição de 1988, cogitou-se a possibilidade de elaboração de um capítulo único com os direitos das então chamadas pessoas portadoras de deficiência. A ideia foi rechaçada pelos militantes com deficiência da época, defendendo a visão de que as garantias legais para este segmento deveriam estar ao longo da carta constitucional, o que acabou ocorrendo.

No início dos anos 2000, foi com surpresa que se ouviu a notícia de que o senador Paulo Paim (PT-SP), assim como havia feito para outros grupos populacionais, propunha a criação de um Estatuto exclusivo para as pessoas com deficiência. Ademais, o projeto original tinha falhas que iam desde a terminologia inadequada até propostas que, se aprovadas, reforçariam a tutela e o assistencialismo para lidar com este temática.

Houve, então, intensa mobilização para que a iniciativa fosse revista ou, ao menos, melhor formulada. Mesmo com a resistência de parte do movimento social, o projeto foi adiante e nos últimos 15 anos ocorreram avanços e aperfeiçoamentos no texto da legislação agora aprovada. Porém, este registro histórico deve ser sempre lembrado quando se discute a LBI.

Em termos do seu conteúdo, importante destacar que a definição sobre quem são pessoas com deficiência reproduz, corretamente, os termos estabelecidos pela Convenção das Nações Unidas de 2006 sobre o tema: “considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com uma ou mais barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas” (art. 2º.).

Essa definição expressa o paradigma do “modelo social” para o tratamento das questões que envolvem as pessoas com deficiência, em oposição ao “modelo médico-clínico”. Este último restringe as ações na área da deficiência para reabilitação ou superação dos impedimentos físicos, cognitivos ou sensoriais.

Já o “modelo social”, conforme dispõe o artigo, considera a interação de tais impedimentos com as barreiras físicas e comportamentais da sociedade, as quais podem ser os verdadeiros obstáculos para inclusão social.

Ainda no campo das definições e conceitos, embora o enunciado acima seja correto e signifique a forma moderna pela qual a deficiência deve ser considerada, é preciso dizer que, para algumas situações, cabem critérios mais rígidos.

Em termos práticos, a LBI consolida legislações anteriores que concedem isenções fiscais e benefícios sociais, além de garantir vagas reservadas em concursos públicos e cotas a serem preenchidas nas empresas privadas, dentre outros benefícios.

Nesses casos, uma definição excessivamente ampla sobre a deficiência poderia banalizar direitos e transformá-los em privilégios. Assim, parece correto o parágrafo primeiro do artigo segundo, ao postular que: “a avaliação da deficiência, quando necessária, será biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar e considerará:

I – os impedimentos nas funções e nas estruturas do corpo;

II – os fatores socioambientais, psicológicos e pessoais;

III – a limitação no desempenho de atividades; e

IV – a restrição de participação”.

Evidentemente, não é possível nesse espaço uma discussão mais ampliada sobre a íntegra da LBI. São 127 artigos que, como não poderia deixar de ser, versam sobre as mais variadas questões, tais como:

a) igualdade e não discriminação;

b) direito à vida, habilitação e reabilitação;

c) acesso à saúde, educação, moradia, assistência, previdência social, cultura e ao trabalho, transporte, lazer e esporte;

d) garantias de acessibilidade em todos os níveis.

Mas a vale a pena destacar questões pontuais e que chamaram atenção no processo de discussão do projeto.

Em tempos de “ajuste fiscal”, a relatora teve que recuar na proposta de revisão dos critérios para concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Para recebê-lo, além de outros requisitos, a pessoa com deficiência (e o idoso) deve comprovar que sua renda per capita familiar é inferior a um quarto do salário mínimo.

A ideia era dobrar esse limite para meio salário mínimo, o que tornaria o benefício bem mais abrangente. Mas a proposta foi retirada do projeto, em acordo com o Governo, que se comprometeu apenas a “rediscutir os critérios” no futuro.

O que permaneceu na LBI foi a criação do “auxílio-inclusão”, assim definido: “terá direito a auxílio-inclusão, nos termos da lei, toda pessoa com deficiência moderada ou grave que exerça trabalho remunerado que a enquadre como segurado obrigatório do Regime Geral da Previdência Social” (art. 94).

Quanto ao valor, o parágrafo único postula que: “o benefício a que se refere o caput deste artigo não poderá ser inferior a meio salário mínimo”. Mesmo dependendo de uma legislação posterior e com abrangência menor (aquelas pessoas com deficiência que trabalham formalmente), será interessante observar se a criação do benefício vai de fato ocorrer.

Finalmente, em tempos de “avanço conservador”, vale mencionar a batalha que se travou em torno do seguinte inciso, no que se refere a garantir na atenção à saúde: “respeito à especificidade e à identidade de gênero e orientação sexual da pessoa com deficiência” (IV, § 4º, Art. 18). A bancada evangélica se mobilizou fortemente para retirar esse inciso, mas numa votação apertada, por 187 a 174 votos, felizmente permaneceu o texto original.

Conforme colocado no início, a LBI ainda vai passar pelo Senado para depois ser encaminhada à Presidência. Já que o projeto é uma realidade, ainda cabem eventuais aperfeiçoamentos. Porém, mais importante do que a sanção definitiva da Lei é acompanhar a efetivação prática dos direitos e garantias legais conquistados por milhões de pessoas com deficiência no Brasil.

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Caros leitores deste blog,

Faz um ano que  o CentrodEstudos promoveu na capital de São Paulo o II Encontro Paulista sobre Judicialização das Relações Escolares e reunimos mantenedores e diretores de escolas particulares e públicas.

Na ocasião tivemos muita procura de profissionais da área de educação de outros Estados , mas em função da distância não puderam participar, com exceção de uma escola querida de Primavera do Leste de Mato Grosso e da diretora pedagógica da Secretaria Municipal de Uberaba.

De modo que elaborei um curso a distância online para atender não só os mantenedores e diretores escolares, mas sobretudo, professores e equipe pedagógica em geral.

Objetivo do Curso

O objetivo é evitar que os profissionais da escola sofram ações judiciais que além de ser um desgaste financeiro e emocional é preciso resgatar o protagonismo da educação escolarizada e promover avanços nas relações educativas e cidadãs.

Não é bom para ninguém que a Justiça resolva problemas de relação escolares: os pais e alunos não desejam buscar a Justiça e, tampouco, a escola deseja que isso ocorra.

Encontrar caminho para o diálogo , flexibilizar posicionamentos , promover a conciliação é o objetivo deste curso.

Curso a distância e 100% online

Judicialização das Relações Escolares: como evitar.

Programa do curso

1ª aula – Introdução
2ª aula – O Brasil e o mundo: atualidade
3a aula- O papel da lei
4ª aula – Judicialização das Relações Escolares
5ª aula – Encontro Paulista sobre Judicialização das Relações Escolares: I e II
6ª aula – A Normatização da Sociedade Brasileira
7a aula- Conhecendo e discutindo a Constituição Federal
8ª aula – Conhecendo e discutindo o Estatuto da Criança e do Adolescente
9ª aula- Conhecendo e discutindo o Código de Defesa do Consumidor
10ª aula – Conhecendo e discutindo a Responsabilidade Civil da Escola
11ª aula- Conhecendo e discutindo a Política de Inclusão
12ª aula – Re-significando o Regimento Escolar
13ª aula – Exemplos de Ações Judiciais
14ª aula- Motivações para as Ações Judiciais
15ª aula – Como fugir de Ações Judiciais
16a aula -Projeto Pedagógico de Ação Democrática
17a aula – Bibliografia

São 17 aulas e em cada aula há de 3 a 5 tópicos de estudos . O curso não é denso, mas haverá leituras de textos e de leis , vídeos para serem assistidos e algumas avaliações de múltipla escolha e uma avaliação final , que trata-se da elaboração de um Projeto Pedagógico de Ação Democrática a ser implantado na escola.

Inscrições

As inscrições em 2015 para a Turma 6, estão abertas  e o início dos estudos ocorrerá em 27/04/2015 com término previsto no final de junho. São 9 semanas  com 1 hora de estudos diários, equivalendo a 100 horas.

Onde?

O curso é 100% online e realizado no ambiente virtual de aprendizagem (AVA) do CentrodEstudos - www.centrodestudos.com.br

Será assíncrono, isto é, não haverá um horário fixo para os estudos , cada participante poderá estudar em seu horário e no melhor dia, mas teremos encontros no fórum de debates para trocarmos experiências.

Certificado

Ao término do curso e diante de aprovação o participante receberá um certificado com carga horária de 100h. Muitas prefeituras aceitam o certificado para pontuação. O certificado será encaminhado via e-mail em pdf. Se houver necessidade de ser enviado pelo correio , via Sedex, há uma taxa de envio a ser cobrada.

A quem se destina este curso ?

Professores , equipe técnica pedagógica de escolas públicas e privadas, funcionários de Secretarias de Educação ( tais como: supervisores de ensino, dirigente regionais de ensino, coordenadores), advogados que desejam ampliar seus conhecimentos na área de Direito Educacional, mães e pais que desejam conhecer melhor os seus direitos e o de seus filhos na área da educação e estudantes de Pedagogia , licenciatura e de Direito.

Cada escola poderá formar um grupo de professores e equipe técnica para estudarem juntos na hora da reunião pedagógica, será uma boa maneira de iniciar a prevenção de ações judiciais e de envolverem a escola neste novo mundo.

Quem coordenará o curso?

Profa. Sônia Aranha, coordenará o curso compartilhando  experiências e amizade.  Pedagoga e mestre em Educação, formada pela Unicamp, pioneira em lecionar a distância, desde 2000, portanto, 15 anos na rede em cursos de formação para professores. Além disso, lecionou nos anos iniciais do Ensino Fundamental, foi orientadora educacional e por 8 anos diretora pedagógica. Leciona  também em cursos de pós-graduação latu-senso e em cursos de formação de professores na rede pública do município de Campinas. Completos 27 anos atuando na área da educação e blogueira desde 2010. Para consulta, segue o link do meu currículo na plataforma Lattes http://lattes.cnpq.br/2146942491242468

E quanto custa o curso?

R$ 293,00

Forma de pagamento à vista por boleto bancário ou em cartão de crédito, via Pagseguro. Basta fazer a inscrição no www.centrodestudos.com.br e em sua área de aluno escolher a forma de pagamento: boleto ou cartão de crédito.

Descontos Especiais:

1) Para professores de escola pública (municipal, estadual ou federal) e estudantes (que só estudam) de pedagogia, valor do curso= R$ 94,50 pagamento à vista com depósito em conta corrente. Entre em contato por e-mail para esta opção : centrodestudos@centrodestudos.com.br

2) Para professores de escolas particulares -=R$ 189,00 pagamento à vista com depósito em conta corrente ou com cartão de crédito, via Pagseguro. Entre em contato por e-mail para esta opção: centrodestudos@centrodestudos.com.br

ou

R$ 94,50 em grupos acima de 5 professores pagamento à vista com depósito em conta corrente. Entre em contato por e-mail para esta opção: centrodestudos@centrodestudos.com.br

3) Para gestores escolares da rede pública = R$ R$ 189,00 pagamento à vista com depósito em conta corrente ou com cartão de crédito em 2 parcelas sem acréscimo. Entre em contato por e-mail para esta opção : centrodestudos@centrodestudos.com.br.

Quero fazer a inscrição :-)

Entre em contato por e-mail centrodestudos@centrodestudos.com.br

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13
abr

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