Arquivo de setembro, 2010

Uma animação que mostra o cotidiano da maioria das escolas do Brasil e de outros países. Confira:

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A Conferência Nacional de Educação (Conae) que ocorreu no período de 28 de março a 1º de abril de 2010 e  teve como objetivo maior a mobilização social em prol da educação e apontou para  cinco grandes desafios que o Estado e a sociedade brasileira precisam enfrentar:

a) Construir o Sistema Nacional de Educação (SNE), responsável pela institucionalização da orientação política comum e do trabalho permanente do Estado e da sociedade para garantir o direito à educação.

b) Promover de forma permanente o debate nacional, estimulando a mobilização em torno da qualidade e valorização da educação básica, superior e das modalidades de educação, em geral, apresentando pautas indicativas de referenciais e concepções que devem fazer parte da discussão de um projeto de Estado e de sociedade que efetivamente se responsabilize pela educação nacional, que tenha como princípio os valores da participação democrática dos diferentes segmentos sociais e, como objetivo maior a consolidação de uma educação pautada nos direitos humanos e na democracia.

c) Garantir que os acordos e consensos produzidos na Conae redundem em políticas públicas de educação, que se consolidarão em diretrizes, estratégias, planos, programas, projetos, ações e proposições pedagógicas e políticas, capazes de fazer avançar a educação brasileira de qualidade social.

d) Propiciar condições para que as referidas políticas educacionais, concebidas e efetivadas de forma articulada entre os sistemas de ensino, promovam: o direito do/da estudante à formação integral com qualidade; o reconhecimento e valorização à diversidade; a definição de parâmetros e diretrizes para a qualificação dos/das profissionais da educação; o estabelecimento de condições salariais e profissionais adequadas e necessárias para o trabalho dos/das docentes e funcionários/as; a educação inclusiva; a gestão democrática e o desenvolvimento social; o regime de colaboração, de forma articulada, em todo o País; o financiamento, o acompanhamento e o controle social da educação; e a instituição de uma política nacional de avaliação no contexto de efetivação do SNE.

e) Indicar, para o conjunto das políticas educacionais implantadas de forma articulada entre os sistemas de ensino, que seus fundamentos estão alicerçados na garantia da universalização e da qualidade social da educação em todos os seus níveis e modalidades, bem como da democratização de sua gestão. Esses pontos da agenda são imprescindíveis para assegurar.

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Reproduzo aqui um texto muito oportuno que saiu no Observatório da Violência no site da Apeoesp http://apeoespsub.org.br/observatorio/abertura.html

          Violência, uma realidade da escola que precisamos mudar

Desde a década de 90, os professores têm enfrentado o crescimento da violência dentro das escolas. O que chamávamos de indisciplina passou repentinamente a ter um caráter de agressão.

Em 2006, a APEOESP e o Dieese realizaram uma pesquisa sobre a violência nas escolas, durante a realização do XXI Congresso Estadual do sindicato.  Entre os quase 700 professores que responderam a pesquisa, 96% admitiram que a agressão verbal é o tipo mais comum de violência dentro das escolas, seguido por 88,5% que apontaram os atos de vandalismo e por 82% que responderam ser o tipo mais comum a agressão física.

Nos últimos anos, as escolas ganharam as páginas policiais. Na apresentação do relatório da pesquisa sobre violência, a professora-doutora Flávia Schilling, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, afirma que a violência nas escolas não é uma fatalidade. “Um diagnóstico mais preciso e elaborado, com a participação de todos os envolvidos, certamente mostrará que, em torno dos fatos relatados, há o que fazer: assumir a responsabilidade pela educação das novas gerações é o grande desafio que temos neste país, que universalizou tão tardiamente esse direito.” Para a educadora, ainda, “há responsabilidade dos governantes, que cometem violência contra a escola quando deixam os prédios abandonados, quando mudam incessantemente as orientações de um trabalho gerando cansaço e insegurança, quando aceitam a desvalorização da profissão de professor”.

O objetivo deste trabalho de coleta de dados sobre a violência nas escolas é o de justamente elaboramos um diagnóstico mais preciso para que possamos apontar as causas da violência e tratarmos o problema como uma questão social, propondo soluções, e não como o faz o governo, que trata a questão como caso de polícia.

Como nos ensina a professora Flávia Schiling: “As palavras de ordem poderiam ser: explicite a que viemos, porque estamos trabalhando neste difícil ofício de ensinar, mostre que se trate de se apropriar de uma herança contraditória, porém que pode servir para a mudança das condições de nossas vidas. Estabeleça conexões, entre nós, entre nós e os alunos, entre o saber teórico e a vida prática, entre a escola e os parceiros do entorno. Não tema o debate, a participação, o envolvimento em um projeto comum, os coletivos.”

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